segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Munique

Chegamos em Munique no domingo à noite. O hotel era do lado da estação central, onde desembarcamos. Foi bem fácil arrastar as malas e o corpo pro hotel depois de um dia mega cansativo.

Na segunda-feira chovia. O tempo estava feio e eu fiquei nervosa. É ruim conhecer uma cidade debaixo de chuva, né? Tivemos que sair de guarda-chuva e tudo por que a coisa tava feia. Aí eu já peguei bode... (a chata!).

Também senti diferença do hotel. O lugar que ficamos em Berlin era tão legal, tão simpático, a recepcionista era uma fofa, o café da manhã era farto e o chocolate quente e o bolo de chocolate que tinha lá eram magníficos! Fica a dica pra quem vai a Berlin: AGON Frankfurter Allee.

Enfim, fomos dar um rolê por Munique, cidade menor que Berlin, com muita gente correndo apressada na rua, é um lugar bem mais comercial do que Berlin. As bicicletas ainda existem, mas em Berlin elas tem mais força. Entre os lugares bacanas que visitamos na capital da cerveja estão:

Marienplatz: Uma rua exclusiva para pedestres, repleta de fontes, lojas e um prédio de tirar de o fôlego são as principais atrações deste lugar. O prédio que citei é o Neues Hathaus, ou a Prefeitura de Munique. A primeira vista, impressiona e causa medo (ainda mais à noite e em dias chuvosos). A arquitetura é meio gótica e imagens de bichos feios nas paredes dão um ar maquiavélico naquele lugar. Depois de alguns dias eu acostumei e passei a gostar, mas acho que foi de tanto o Bruno falar daquele lugar (ele curtiu!).

Karlsplatz: Outro point de Munique, fica um pouquinho pra frente da Marienplatz.

Hofgarten: Antigo jardim da corte de Munique é um lugar encantador!

Englischer Garten: Um grande dos maiores parques urbanos do mundo! Lá também está localizada a Chinese Tower, onde abriga uma das biergartens mais famosas da cidade. Lá é repleto de quiosques que vendem cerveja e comida self-service. As mesinhas ao ar livre são divididas entre as pessoas e o ambiente fica muito agradável!


Museu da BMW: Dispensa comentários! Só carroça ali dentro, viu...


Centro Olímpico de Munich: Lindo, amplo, foi construído para sediar os jogos em 1972. Passamos umas horinhas lá, deitamos na grama na beira de um laguinho e tiramos uma soneca gostosa. O dia estava lindo!

Viktualien Market: Uma mistura de mercado e feira livre. Barraquinhas de comidinhas típicas e artesanato povoam o local. Mesas ao ar livre acomodam quem quer apreciar uma brejinha vendo o movimento. Gostei muito de tudo ali. Vi uns queijos lindos, dava vontade de levar tudo embora!

Heidelberg

Depois de curtir e se apaixonar por Berlin, partimos para o próximo destino. Era sábado, umas 22h quando pegamos um trem rumo a Heidelberg, uma cidadezinha com cerca de 150 mil habitantes, localizada nas margens do Rio Neckar. A dica de visitar este lugar foi de um amigo meu com o seguinte argumento: Leve seu namorado pra ver os castelos de Heidelberg que ele te pedirá em casamento no ato. Pronto, inclui no meu roteiro!

Brincadeiras a parte, li por aí que desde 1300 esta cidade é considerada a origem da ciência e da cultura germânica, além de ser considerada também como a cidade mais romântica do país.

O ponto alto da cidade é o Heidelberg Schloss, um castelo lindo que fica lááááá longe, lááááá no alto e que exige força na peruca (e nas pernas) pra chegar no topo. Mas olha, vale muuuuuuuuuuuuiiito a pena. Tudo é incrível, desde o trajeto até o castelo propriamente dito.
Chegamos na estação de trem por volta de 6h da manhã. De lá, pegamos um ônibus e descemos na cidade velha, o centro histórico de Heidelberg. O dia estava nublado, caia uma chuvinha fina, o dia estava começando a nascer e eu estava em uma ponte, com um rio embaixo, totalmente entregue àquele momento. A cidade estava deserta, um carro ou outro passava pelas ruas, algumas bicicletas, mas eu estava me sentindo a porteira do lugar. Este foi um dos melhores momentos da viagem pra mim!

Saímos para conhecer o lugar e o comércio estava fechado. Padarias e lojas nem se preparavam pra começar suas vendas. Vimos casas de tudo quanto é tipo de estilo. Telhadinhos alaranjados, garagens com jardins, janelinhas charmosas com sacadas, ruas de paralelepípedos... tudo lindo!
Vimos o comércio abrir por volta de 9h, quando estávamos seguindo rumo ao Castelo. Passamos pelo meio do mato e essa foto ao lado ilustra bem como era o local: não prece um quadro? Uma pintura? A vegetação deste lugar é muito rica, em plena sintonia com tudo ao redor.

O Castelo é maravilhoso, grandioso! Uma bandinha tocava um som agradável, com instrumentos bem diferentes dos convencionais. Daquilo que conheço acho que só consegui distinguir a flauta por que o resto era tudo diferente: piano diferente, tambor diferente, violino diferente... hahaha, desculpem minha ignorância!
Me arrependo de não ter comprado um CD da bandinha, viu...

Dentro do castelo também existe um museu e uma sacadona de onde pode se avistar a cidade. Que visita agradável!
Quando era meio-dia já havíamos conhecido o lugar todo, primeiro por que chegamos mega cedo e depois por que o espaço é pequeno mesmo. A subida e a descida do Castelo cansam bastante, eu fiquei um trapo e até dormi na praça!
Almoçamos por lá mesmo, em um restaurante com diversas opções de pratos (eu pedi uma pizza!). Mas a vila conta com diversas barraquinhas onde vendem comidinhas locais: salsichões, chocolatões, crepes e tudo mais que se pode imaginar.

Eu adorei Heidelberg, um encanto! Aconselho passar um dia neste lugar incrível, bastante turístico, mas que tem muito o que mostrar.

Pegamos o trem rumo à Munique no comecinho da noite.  A viagem até que foi rápida e depois de umas 4h chegamos em nosso terceiro destino: Munchen!

Berlin


"Aquela semana em Berlin, aquela cidade é celestial!"

Com muito louvor. Berlin é celestial. O nosso primeiro destino foi encarado com certo desdém de minha parte, assumo. O Bruno foi quem escolheu incluir a Alemanha em nosso roteiro. Topei por que o restante da trip foi meio que escolhido por mim. Fui bem desacreditada no país alemão, mas preciso assumir que foi muito melhor do que outros destinos que botava mais fé.

Chegamos em Berlin numa quinta-feira, depois de três escalas, muito cansaço e... sem malas. A TAP (Tamancos Aéreos Portugueses) mandou nossa bagagem para Portugal, só que nós estávamos na Alemanha. Nada que a C&A não resolvesse e, no dia seguinte, como prometido, nossas malas chegaram no hotel, inteiras, sãs e salvas.


Berlin é linda! As bicicletas dominam a cidade que é toda plana e com ciclovias de monte para que as pessoas possam pedalar tranquilas. As pessoas são lindas e educadas, as comidinhas de rua são um charme, os lugares são repletos de história (e que história!) e o céu é o mais lindo de todo o mundo!

A história do nazismo, do massacre, do muro de Berlin está estampada em todos os cantos da cidade. Eles fazem questão de mostrar para as futuras gerações tudo que a Alemanha viveu e mostram toda a vergonha que sentem pelo seu passado. É muito foda passar pelos mesmos lugares onde manifestações aconteceram e onde o safado do Hitler fez suas maldades.

Lugares bacanas que visitamos
Alexanderplatz: Principal praça de Berlin, repleta de lojas, restaurantes e prédios bacanudos. É também um terminal de transportes públicos e conta com o Rio Spree embelezando ainda mais suas redondezas

Potsdamerplatz: Local que foi totalmente destruído na Segunda Guerra Mundial. abriga o Brandenburger Tor (Portal de Brandenburgo) onde foi erguido o Muro de Berlin. Parada obrigatória! Olhar as fotos antigas, na época da guerra e olhar como ficou o lugar hoje é animal. No trajeto entre a Potsdamer platz e o Portal de Brandenburgo estão os fragmentos do Muro de Berlin.

Catedral de Berlin: Me apaixonei pela fachada desta igreja! Antiguíssima, foi construída entre 1895 e 1905, tem uma fachada bem maltratadinha pelo tempo, mas a arquitetura é linda. As paredes, a torre, os desenhos lá esculpidos, aquele tom azul pintado... achei demais! Também visitamos o interior da igreja que é tipo um museu, conta toda a história do local e tem um monte de tumba com gente morta enterrada por lá.

Checkpoint Charlie: Antigo posto militar que separava a Berlin Oriental da Berlin Ocidental durante a Guerra Fria. Lá dentro tem um museu que conta a história com muitas imagens, fotos, vídeos e souvenires.

Ilha dos Museus: O Rio Spree passa por lá, deixando o cenário ainda mais lindo. Lá estão localizados cinco museus e atrás dele está a Catedral de Berlin.

Museu dos Ramones: Hey, ho, let´s go! ANIMAL! Um bar pequeno e discreto que abriga um acervo maravilhoso da história da banda. Roupas, instrumentos musicais, fotografias, manuscritos de músicas, sapatos e tudo mais que se pode imaginar está lá dentro. Você paga três euros pra entrar e vinte quatro euros se quiser uma camiseta. Eu quis!

TV Tower: A Torre de TV tem 368 metros de altura e está localizada na Alexander Platz. Imponente, é ponto de referência. É possível avistá-la em diversos cantos da cidade. É a torre mais alta de Berlin e é possível subir no topo e observar toda a cidade lá de cima. É um passeio legal de se fazer no último dia, quando você pode reconhecer todos os pontos que passou pelo alto.

Memorial do Holocausto: Não se trata de um museu, de um lugar fechado. Não! São 2711 colunas colocadas em 90 mil metros quadrados a céu aberto, onde a cor cinza predomina. Chega a imitar um cemitério, mas é assim, em silêncio, com traços fortes e cores escuras que a Alemanha lembra os seis milhões de judeus mortos pelo nazismo.

Outros detalhes:

- Abusem das cervejas e dos chocolates. Marcas diversas nas prateleiras dos mercados enchem os olhos de qualquer um. E o preço nesses lugares ajuda muito!

- Berlin não é nada cara, é possível comer bem e passear sem gastar horrores. Tudo dentro do padrão! O que sobra na gastronomia local é curry e páprica. Pra quem curte é um prato cheio!

- Alguns metrôs tem o Portal de Brandenburgo desenhado nas portas. Achei um charme!

- As pessoas são educadas demais.

- As comidinhas de rua também marcam presença. É preciso comer as famosas salsichas e experimentar a mostarda local. Tudo bem que eu descobri nos últimos dias, mas descobri e gostei. Os doces de padaria também são de responsa!

- Pretzel vai com tudo e tem gosto daquele salgadinho da Elma Chips, o verdinho que tem sal grosso no palitinho, o Stiksy!

Daria tudo pra passar mais dias em Berlin. Foi rápido, mas aproveitamos. Fiquei encantada e cheguei em Munique com o nariz torcido praquela cidade... *continua no próximo post. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Cuidar de mim!

Viagem pra Europa e internação. Do céu ao inferno. Seis dias sem plaquetas, com soro na veia e manchas pelo corpo. Ansiedade, estranheza, medo, suor e choro. Já passou, mas deixou marcas nos bracinhos brancos e no coração. Não sei definir, só sei que quero minha rotina de volta. Emprego, metrô, exercícios físicos, estudos, viagens, roupas e comida. Quero ar, quero viver.
Chega de juntar dinheiro, a meta agora é gastar. Pra mim e por mim. Naquilo que eu bem quiser. Liberdade de ir e vir, do jeito que quiser. Coisas novas! Acordar cedo e não cansar. Experimentar novos sabores, novas sensações e me manter longe daquilo e daqueles que só trazem coisas ruins. É tempo de vencer o medo e as fobias e cuidar da mente.

Últimos dias em casa e me preparando para mais um novo desafio. Mudança de postura, de local de trabalho e buscando crescimento (profissional e pessoal). É hora de aceitar que às vezes exigimos demais da vida, abusamos das expectativas por nada. Tenho saúde, carro, emprego, família, amigos e fé. Quero mais o quê?

Vou cuidar de mim, sou eu que preciso de atenção nessa vida.