domingo, 17 de abril de 2011

Terão o meu sangue só no fim... de semana.

Tô nervosa!
Vou ter que fazer exame de sangue e estou prestes a ter surto psicótico. E agora, gente?! Como é que eu controlo o meu psicológico até sábado que vem? Por que a picada eu sei que não dói e a parada dura cerca de um minuto e meio, mas a minha mente parece não absorver nada disso. É preocupante!
Preciso me tratar, sério.

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Bonitinho mesmo é ver seu namorado dizer que vai fazer exame de sangue com você, aproveitando que ele também precisa. Já tenho alguém pra me abanar no momento de tontura e pressão baixa.

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Lembrei dessa música. Ideal pra esse momento e pra todo o resto.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Os seres humanos me assombram

Marcos Suzak escreveu na página final de sua excelente obra "A menina que roubava livros" uma frase em que a narradora do livro, a Morte, diz o que acha de nossa raça: "Os seres humanos me assombram". Frase forte, de efeito e que só hoje consegui perceber que ela tem significado real.

Quinta-feira, sete de abril do ano dois mil e onze, uma tragédia!
Crianças foram assassinadas dentro de uma escola, em Realengo, no Rio de Janeiro. O matador entrou na escola armado com dois revólveres, muita munição e um plano todo traçado em sua mente. Atirou nos alunos da oitava série, de apenas 13 anos buscando principalmente machucar as meninas. Treze crianças morreram e outras treze ficaram feridas, algumas em estado grave, com balas alojadas no corpo.
A comoção no país é geral, todos nós estamos sensibilizados e sentindo um pouco da dor de cada família que perdeu seu filho(a) tão precocemente e sem motivo algum.

Quem é o culpado? Quem vai dar a explicação mais corente? Onde estão os indícios de traumas que este assassino possa ter adquirido em vida? Como explicar toda essa tragédia aos outros pequenos que viveram momentos de terror dentro da própria escola?

Tantas catástrofes vem acontecendo pelo mundo e nós ficamos aqui, inertes, observando e rezando para que nada de mal aconteça conosco e com nossa família.
Terremotos, tsunamis, assassinatos em família, brutalidades, violência gratuita, enchentes, vazamento de componentes radioativos no mar e etc... Será o fim do mundo? Apocalipse? Fim dos tempos? Eu não sei mais o que pensar. Mas eu acredito que a culpa de tudo isso vem daqui, vem de nós. O ser humano e o meio em que vivemos é que são os grandes culpados por tudo isso!

Quem é que mata? Quem é que agride? Quem fabrica bomba atômica? Quem é que não preserva o meio em que vive? Quem é que rouba a população? Quem é que apoia a impunidade? SOMOS NÓS! E este é o preço que estamos pagando por tanta sujeira que praticamos.

Uma sociedade mal estruturada é capaz que mexer com a cabeça do ser humano de um jeito tão forte que faz com que ele desconte toda sua raiva, ira, indignação em pessoas inocentes e que, assim como você, também sofrem os efeitos do dia-a-dia.
Não é difícil identificar os pontos que tiram a razão do ser humano. Basta analisar as condições que vivemos, pagando impostos caríssimos e implorando, pelo amor de Deus, para ser atendido em um hospital, enquanto os médicos fazem greve para receber mais dinheiro das empresas de plano de saúde. Isso é só um exemplo.

Mas aí neguinho vai me dizer: "Quê isso, Roberta! Pagar imposto caro, ficar sem médico ou enfrentar trânsito todo dia, não é motivo pra ninguém sair atirando feito um louco nas pessoas". Sim, eu concordo que não, mas a gente sabe que não é só esse o problema, né?! É um acúmulo de problemas e sentimentos que passam de geração pra geração.
Eu tive uma ótima criação, fui uma criança feliz, sadia, brinquei, estudei, comi tudo aquilo que tive vontade, ganhei presentes, tive a oportunidade de cursar uma universidade, ter um bom emprego, morar em uma casa própria.
E você? E o assassino? O que ele teve na vida? Como foi criado? Teve acesso à informação? Existia diálogo na casa dele? A gente não sabe!

É preciso investir no ser humano, fazer dele uma pessoa capaz, dotada de qualidades e bons sentimentos. É preciso criá-lo com amor e ensinar todos os princípios corretos de uma vida. Por outro lado, a sociedade DEVE proporcionar à ele educação, saúde, moradia, saneamento básico, transporte, alimentação... Estas são as condições básicas para que uma pessoa viva com dignidade.
Os políticos - que são os nossos representantes lá no poder - deveriam olhar para o nosso país e enxergar todo o perrengue que passamos para conseguir algo, para sustentar uma casa, comprar uma roupa, pagar uma conta de luz e etc. Com a situação atual, o ser humano acaba se tornando vítima dele mesmo.

Quantos analfabetos existem por aí? Quantas pessoas morrem na fila de espera de um hospital público que não tem uma seringa pra te aplicar uma injeção? Quantas pessoas dormem debaixo de um viaduto numa noite fria, sem coberta e sem roupa adequada? Quantas pessoas tomam banho em esgotos? Muitos não sabem nem o que é água quente. Quantas pessoas acordam 5h da manhã por que precisam pegar cerca de quatro conduções para entrar no trabalho às 9h? Quantas pessoas não tem o que colocar na mesa na hora do almoço?

E a culpa é de quem? É minha, é sua, é do vizinho, do comerciante, do político, do rico, do ladrão, de todo mundo. Enquanto houver inveja, ego, cobiça, maldade no coração, o país não vai pra frente!
COMPAIXÃO, UNIÃO, VONTADE DE MUDAR, EMPENHO, INVESTIR NO PAÍS e LUTAR são algumas das ações necessárias neste momento.

Não adianta falar em desarmamento, em fanatismo religioso, em crime raro ou em doença mental. Nada disso é motivo ou solução para o que aconteceu. O assassino premeditou o crime, deixou carta de despedida, se vestiu socialmente, se armou até os dentes e entrou na escola, com a desculpa que daria uma palestra. Entrou na sala de aula, falou algumas barbaridades, mandou as crianças virarem de costas e fuzilou quem estava na frente. Foi pego pelos políciais e, após ter levado um tiro na perna enquanto se encaminhava para outra sala, deu um tiro na cabeça e acabou com a sua própria vida.
E agora? Com o assassino morto, vamos exigir justiça de quem? Pra quem? É assim que acaba a história?

Dizem por aí que o assassino foi adotado quando criança, que a mãe tinha problemas mentais e tentou até suicídio. O cara cresceu calado, sem amigos, e todo mundo o define como ESTRANHO. Por que ele era estranho, gente? Por que as pessoas não falavam com ele? De onde vem esse repúdio pela escola e pelas mulheres? Tudo tem um motivo.
Como será que ele cresceu? Recebia carinho? Atenção? Tinha convívio com parentes e amigos? Embora nada justifique o crime, o cara deve ter sofrido. E a culpa é de quem?

A minha conclusão final para toda essa tragédia e muitas outras que vem acontecendo é uma só: O culpado é o homem, e por isso acho necessário RECUPERAR O SER HUMANO! Só assim poderemos viver dias melhores.

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Nessas horas, cada um reage do seu modo. Eu chorei pela morte destes anjinhos e a dor dos pais - especialmente a dor das mães. Eu peço à Deus que conforte o coração dessas pessoas e que com o passar dos dias, esta raiva e incompreensão possam se transformar em serenidade.

Como esquecer ou perdoar um crime desses? Parece impossível!
Jesus Cristo perdoou seus assassinos no momento de sua morte. Ele foi torturado, machucado, violentado, humilhado, mas perdoou. Este é o maior exemplo para a raça humana.

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Deixo aqui a capa do jornal Meia Hora de hoje, um dia após o massacre. É preciso sensibilidade por parte da imprensa para relatar um fato como este.
Sensacionalismo barato só pra vender jornal também é um ato muito sujo que alguém pode cometer.

FALTA MUITO?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

:(

Sonhei que estava viajando, acho que estava em uma praia, mas queria ir embora logo pra casa pra poder ficar com você.
Mas aí, meio sonolenta ainda, eu despertei e lembrei que não adianta eu voltar cedo ou tarde pra casa porque você não está mais lá, em nenhum horário, do dia ou da noite.
Fico aqui nesse silêncio, todos os dias, ao amanhecer, ao entardecer, ao anoitecer. Nada muda.
Por que tinha de ser assim? Por que essa falta nunca some?

terça-feira, 5 de abril de 2011

SONHO DE VIDA

Fugir dessa terra caótica e fedorenta de vez.

Pra ser feliz basta estar em paz, sem pensar em status e dinheiro. Eu ficaria de bem com a vida se servisse cafézinho em Paris. Só isso!

Minha preocupação diária seria perceber se está acabando o pó de café e lavar as xicrinhas do restô.

Amelie, quero ser você!