terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Caminhando com papai

Por conta deste inchaço que invade meu pequeno corpo de 1,56m, decidi que precisava aderir a um COMBO de atividades para poder voltar à antiga forma – que não é lá das melhores, mas é infinitamente melhor do que a atual. O combo consiste em: comer bem e de maneira certa, fazer drenagem linfática, passar a frequentar uma academia, beber muita água e caminhar. É coisa pra cacete e a gente faz o que pode. Como comer bem e de maneira correta tomando essas bolas que me fazem querer devorar o mundo de meia em meia hora? Como fazer drenagem sendo que o pacote com dez sessões é mais caro que minhas despesas mensais? Como fazer academia sendo que todo mundo vai parar na semana do Natal e só retornam ao trabalho depois da primeira semana de janeiro? Beber água, ok. É de graça! Caminhar também dá, desde que se acorde cedo, muito cedo.


Como me sobrou apenas estas duas opções, lá estou eu, toda semana (pelo menos duas vezes) andando, logo após o cantar do galo. O meu pai é minha companhia e ele chega em casa arrastando a porta às 6h da manhã. A experiência é muito divertida, tenho que admitir.

Nos primeiros dias ele caminhava de papete, mas aí eu disse que o mais indicado seria usar um tênis e desde então ele mudou o calçado. Só o hábito de fumar após o exercício é que eu não consegui eliminar e nem me esforço muito pra isso porque não vai rolar.

O fato é que como andamos por cerca de 45 minutos, ele vai me narrando todo o seu dia a dia que é repleeeeeeeeeeeeeeeeeeeeto de acontecimentos marcantes (porra nenhuma, mas beleza). Ele fala e anda com toda aquela barriga e eu não sei como não falta fôlego pro véio, sério mesmo. É de se admirar!

Ele conta os casos da sua mulher, das contas que tem que pagar, da cachorra que comeu o fio do telefone, do Tricolor que tá uma barca furada, conta piada, relembra o passado, fala do médico e assim a gente segue na passada todas as manhãs.

Hoje nós tivemos um breve debate sobre o Natal. Ele ficou chateado porque não passamos o dia 24 com ele e começou a choramingar. Eu, querendo explicar o porquê de não estar presente neste dia e sim no dia seguinte, 25, gerou um pequeno bate boca. Nada de exagerado às 6h30 da manhã no meio parque, coisa tranquila mesmo (NOT!). Nesse momento eu pude perceber que sou igualzinha ao meu pai, impulsiva, que fala sem parar e que não deixa as pessoas terminarem o raciocínio. Imaginem como foi o nosso bate papo... Gente do céu!

No final das contas ficou tudo bem. Eu entendi os motivos dele e ele entendeu os meus. Tudo se apagou como num passe de mágica. Acho que até nisso nós somos iguais, na capacidade de superar uma discussão com tanta rapidez. Pra quê ficar remoendo tanto um assunto que tem diferentes pontos de vista, né?! Meu pai apela demais pro sentimentalismo e isso me irrita um pouco. Acho que é coisa de pisciano, pois por mais que eu seja parecida com ele em alguns aspectos, não sou tão mimimi assim – e tenho certeza que também não ficarei desse jeito quando envelhecer. Ou ficarei? Ai meu Deus, será?

Bom, só sei que de qualquer maneira está sendo bem legal ter esses momentos matinais com o meu pai. Gosto muito quando ele diz que não estou gorda e sim um filézão e também quando ele faz sons com a boca (estilo pedreiro, sabe?) quando eu passo de pijama na frente dele antes de me trocar para a caminhada. É tão incentivador!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Fica 2011, vai ter bolo!

O ano está acabando. O que eu posso dizer de 2011, o ano que antecede o fim do mundo? Cara, eu não tenho palavras pra descrever o que foi 2011 na minha vida. Tudo veio num impulso, porque 2010 também foi maravilhoso, mas 2011 veio com mais força, pra levar o pódio de ano mais bonito da cidade!

Um turbilhão de sentimentos tomaram conta de mim. Eu tive alegrias, medos, sorrisos, choros, dores, amores, decepções, descobertas e tudo isso foi mais do que necessário para pessoa que me transformei no finalzinho do ano.

A minha meta em 2011 foi a viagem. Eu vivi pra conhecer a Europa, eu senti na pele (e no bolso) todos as emoções que o velho mundo me trouxe. Eu sofri de ansiedade. Muita ansiedade. Eu tive medo de não ter dinheiro pra viver este sonho. Eu tive medo também do avião cair na ida e eu morrer sem pisar na gringa. Eu chorei de alegria e de satisfação quando o trem partiu de Paris e eu dei adeus àquele lugar mágico. Meu sonho, gente! Eu realizei mais um sonho em 2011. Não é foda isso?

Eu penso que este ano se dividiu em dois momentos diferentes. No primeiro semestre eu mudei de emprego (ah, vá?! Novidade!) e gostei da experiência que vivi em outro segmento do jornalismo. Juntei toda a grana possível para a viagem e comprei uma câmera tão linda (a nenê) que registrou todos os momentos que vivi nos quatro países que visitei de maneira profissional que parecia que o Gladstone Campos andava ao meu lado (hahaha!). Mas eu continuei preguiçosa, continuei sofrendo por antecedência, com medo, com gastrite nervosa, com frescura pra comer, com medo de agulhas e por aí vai...

Falando sobre a Europa, ela é fascinante e mexeu comigo, dos pés à cabeça. É tão louca a sensação de chegar em um lugar desconhecido e dizer: “Gente, onde eu estou? O que eu faço agora?”, é inexplicável. Eu viajei por 28 dias com o meu namorado por lugares fantásticos, cheios de histórias e belezas. Não existe um dia que eu passe nessa vida sem me lembrar desta viagem. Agora que já passou, eu queria poder voltar atrás e aproveitar muito mais. É claro que fiz tudo que tinha direito, mas se eu pudesse voltar, faria o dobro. E só pra constar, o dinheiro que levei deu (até sobrou, se querem saber), tudo deu certo, não passei vontade em nada, comprei, comi, bebi e visitei tudo que podia, trouxe presente pra todo mundo que eu amo e vivi dias incríveis. O rolê foi mega cansativo e corrido, mas tudo valeu a pena. Rodamos muito de trem, arrastando malas e carregando mochilas. Conhecemos diversos hotéis e todo o tipo de gente. Tiramos mais de quatro mil fotos e dividimos experiências juntos.

Eu conheci os estádios de futebol que queria, eu vi a Torre Eiffel piscar pra mim, eu fui no Mercado de Barcelona e tomei os mais diversos sucos de todos os sabores que se pode imaginar. Eu vi a praça da Catalluna iluminada em uma noite de quase verão, toquei no Muro de Berlin, comi umas gororobas na Alemanha e não tive problema nenhum de recorrer ao Mc Donald´s quando necessário. Eu andei pelas ladeiras do Porto e quase morri do coração ao arrastar uma mala mega pesada pelas ruas de paralelepípedos daquela terra. Eu sentei no cais do Porto e vi um monte de pomba corvo na Alemanha. Me apaixonei pelo céu de Berlin, comi pasteis de Belém todos os dias que estive em Portugal e me encantei pelas obras de Gaudì. Conheci castelos em Heidelberg e fiquei um dia sem malas no início da viagem. Conheci o café da Amelie Poulain e achei o Louvre um porre. Não me apaixonei por Madrid, mas fiquei apaixonada pela Guernica de Picasso que vi no Museu Reina Sofia. Voltei mais queimada de sol e com muitas dores nas pernas, de tanto que andei, andei, andei... Os alemães são educados, sim e os parisienses nem tanto. Os portugueses são carrancudos e quando eles dizem que tal lugar é um “bocadinho” longe, é mentira! Enfim, tanta coisa...

Eu voltei outra pessoa da Europa, com mais vida, mais cor e mais histórias pra contar. Eu aprendi muito (não o bastante, claro) sobre cada país, seus costumes e histórias. Hoje, quando as pessoas conversam sobre estes lugares que visitei, parece que tudo fica mais claro, sabe?! É uma sensação ótima de saber do que estão falando, gente! O meu sonho era este: viajar e conhecer um tiquinho do mundo (especialmente Paris). É claro que foi corrido e que em muitos lugares queríamos ter mais dias para aproveitar, mas por ser nossa primeira viagem longa, tudo valeu a pena. Quero voltar para conhecer os lugares que não pudermos visitar, mas isso será em outra ocasião. Eu não vejo a hora que chegue abril de 2013 para poder viver esta sensação novamente. Sim, minha próxima viagem para a Europa já tem data. Enquanto isso, em 2012, eu irei me divertir pela América Latina mesmo! O aprendizado disso tudo foi: “MINHA VIDA É ANDAR POR ESTE PAÍS” – ou melhor, pelo MUNDO! Eu agora só trabalho pra viajar, gente. E tenho dito! Não quero mais nada desta vida.

O segundo semestre de 2011 foi bem diferente do primeiro. Eu perdi o emprego que havia ganhado no início do ano e voltei para a área que sempre trabalhei: assessoria de imprensa de gastronomia. Antes eu me martirizava por achar que o que eu fazia era inútil e que não me acrescentaria em nada, mas essa fase passou. Não é SÓ a profissão que nos ensina a viver, não. A vida é muito mais que isso! Eu quero estar bem, ganhar um dinheirinho que me dê conforto pra realizar meus sonhos e conviver ao lado de pessoas decentes, que me deixem trabalhar, sem me estressar, sem me perder. Acho que encontrei isso neste novo lugar. Estou neste lugar há um mês e meio e estou gostando bastante. Quero bem ficar uns bons dois anos sossegada porque olha, eu não aguento mais rodar!
E é bom dizer que estou aqui porque uma grande amiga me ajudou assim que soube que estava desempregada. Graças à ela eu pude voltar a trabalhar sem demora. Obrigada Jaque pela força que me deu, não tenho palavras para agradecer o que fez por mim.
Além do novo trabalho, passei um por uma experiência que mudou a minha vida. Sete dias internada em um hospital, pela primeira vez. Não chegou a ser susto enorme porque não tive nada grave, mas sim delicado. Como já havia passado por isso, desde o início eu sabia que as marditas plaquetas estavam sumindo de mim. Muitos exames e muitas injeções me fizeram perder o trauma louco que tinha de agulhas, canos e afins. É claro que ninguém gosta e eu também não sou uma louca que saí do hospital querendo levar picada todo dia, mas agora eu lido muito bem com isso. Fiquei com a veia furada nos dois braços tomando soro, colhia sangue toda noite do braço, do punho, da mão, do cu, de onde mais pudesse ser furado. Enfiaram uma agulha bem forte no meu gaguelo pra colher líquido da medula óssea e olha eu aqui, vivona e vivendo! Percebi que muitas pessoas se preocuparam comigo (até quem eu nem imaginava!) e isso também foi bacana. Meu namorado foi um parceirão, me acompanhou e dormiu ao meu lado, num sofazinho sem vergonha por algumas noites. Meu irmão, meu pai, minha Mazé também estavam sempre presentes e fizeram os dias correr mais tranquilos. Como é bom ter uma família!

Hoje eu estou bem, fazendo tratamento ainda para controlar o número de plaquetas no sangue e me recuperar totalmente. A fase não é das melhores porque o tal corticoide é cruel. Estou inchada e sentindo na pele os efeitos colaterais deste remédio forte. Mas o meu médico disse que meu tratamento está um sucesso e que tudo voltará ao normal na medida em que as doses forem diminuindo. Isto já está acontecendo, então... paciência!

Por conta destes dias no hospital, minha rotina hoje é outra. Eu como melhor (e como muito mais porque esta porra deste remédio dá uma fome da moléstia) e estou me permitindo experimentar mais coisas. Eu preciso me alimentar melhor e estou buscando isso.
Fora isso, eu não tenho mais preguiça de acordar cedo e estou mais vaidosa. Tenho mais vontade de ler, de sair e conhecer lugares diferentes. Aproveitar um sábado e um domingo de sol acordando cedo, tomando um café gostoso e passeando por aí são as metas de todos os finais de semana. Pegar o carro e passar um dia no interior, me permitir comprar tudo aquilo que sempre quis (oi, desbloqueei meu cartão de crédito pela primeira vez), parar de me preocupar tanto com dinheiro, com conta, com o que sobra, porque no final tudo dá certo e eu me estresso de besta, sem motivo.
E o melhor: cada coleta de sangue que faço todo mês se tornou algo normal em minha vida. Não fico mais sem dormir pensando no exame, não preciso mais pedir pra deitar na maca na hora da agulhada, não suo mais na bunda, não entro mais chorando na salinha da injeção e nem sinto dor. É claro que a pressão despenca, vai lá embaixo, mas nada de que uma água na nuca não resolva. E pronto! Isso pra mim, não tem preço! Perder um pavor de tantos anos é algo que me deixa tão feliz, mas tão feliz, que eu só posso ser GRATA por tudo que passei (e estou passando). Eu agradeço, sim. Todo cano que me enfiaram nestes últimos meses (é claro que não foram muitos, mas eu dramatizo mesmo!) foram de suma importância na minha vida. Tinha que ser assim!

E se vocês acham que eu vou reclamar de 2011 estão muito enganados. Ele foi um dos melhores anos da minha vida e tenho certeza que foi só o primeiro de muitos que estão por vir.
Vou rodar este mundão, com muita roupa e sapato novo no próximo ano e estarei pronta pra enfrentar TUDO que aparecer no meu caminho. 2011 me fez melhor para 2012.


GRATIDÃO!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Livro novo!

"Para mim, era às vezes doloroso saber que, para aqueles que acompanharam sua vida com interesse, eu era apenas a primeira esposa, a esposa de Paris.
Mas talvez isso fosse vaidade, querer sobressair numa longa fila de mulheres. Na verdade, não importava o que os outros vissem. Sabíamos o que havíamos tido e o que significara e, embora tanta coisa nos tivesse acontecido desde então, nada foi como aqueles anos em Paris, depois da guerra. A vida era dolorosamente pura, simples e boa, e eu acredito que Ernest era o melhor de si mesmo. Tive o melhor dele. Tivemos o melhor um do outro"

Relato não ficcional de Paula McLain sobre o primeiro casamento de Hemingway capta a sensação de desespero e de leve esperança que impregnou a época e o relacionamento dos dois.


"Casados com Paris - A história de amor e traição do jovem casal Hemingway nos loucos anos 1920" - meu presente de Natal.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O álbum da viagem

O álbum da viagem começou a ser feito neste sábado, mas por motivo de força maior não pode ser finalizado. Acabou o durex, Brasil!!!!!!

Em breve ele estará lindão, cheio de fotos, recortes, lembranças e com cheiro de saudade de tudo que foi vivido. Essa viagem realmente marcou a minha vida!


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Munique

Chegamos em Munique no domingo à noite. O hotel era do lado da estação central, onde desembarcamos. Foi bem fácil arrastar as malas e o corpo pro hotel depois de um dia mega cansativo.

Na segunda-feira chovia. O tempo estava feio e eu fiquei nervosa. É ruim conhecer uma cidade debaixo de chuva, né? Tivemos que sair de guarda-chuva e tudo por que a coisa tava feia. Aí eu já peguei bode... (a chata!).

Também senti diferença do hotel. O lugar que ficamos em Berlin era tão legal, tão simpático, a recepcionista era uma fofa, o café da manhã era farto e o chocolate quente e o bolo de chocolate que tinha lá eram magníficos! Fica a dica pra quem vai a Berlin: AGON Frankfurter Allee.

Enfim, fomos dar um rolê por Munique, cidade menor que Berlin, com muita gente correndo apressada na rua, é um lugar bem mais comercial do que Berlin. As bicicletas ainda existem, mas em Berlin elas tem mais força. Entre os lugares bacanas que visitamos na capital da cerveja estão:

Marienplatz: Uma rua exclusiva para pedestres, repleta de fontes, lojas e um prédio de tirar de o fôlego são as principais atrações deste lugar. O prédio que citei é o Neues Hathaus, ou a Prefeitura de Munique. A primeira vista, impressiona e causa medo (ainda mais à noite e em dias chuvosos). A arquitetura é meio gótica e imagens de bichos feios nas paredes dão um ar maquiavélico naquele lugar. Depois de alguns dias eu acostumei e passei a gostar, mas acho que foi de tanto o Bruno falar daquele lugar (ele curtiu!).

Karlsplatz: Outro point de Munique, fica um pouquinho pra frente da Marienplatz.

Hofgarten: Antigo jardim da corte de Munique é um lugar encantador!

Englischer Garten: Um grande dos maiores parques urbanos do mundo! Lá também está localizada a Chinese Tower, onde abriga uma das biergartens mais famosas da cidade. Lá é repleto de quiosques que vendem cerveja e comida self-service. As mesinhas ao ar livre são divididas entre as pessoas e o ambiente fica muito agradável!


Museu da BMW: Dispensa comentários! Só carroça ali dentro, viu...


Centro Olímpico de Munich: Lindo, amplo, foi construído para sediar os jogos em 1972. Passamos umas horinhas lá, deitamos na grama na beira de um laguinho e tiramos uma soneca gostosa. O dia estava lindo!

Viktualien Market: Uma mistura de mercado e feira livre. Barraquinhas de comidinhas típicas e artesanato povoam o local. Mesas ao ar livre acomodam quem quer apreciar uma brejinha vendo o movimento. Gostei muito de tudo ali. Vi uns queijos lindos, dava vontade de levar tudo embora!

Heidelberg

Depois de curtir e se apaixonar por Berlin, partimos para o próximo destino. Era sábado, umas 22h quando pegamos um trem rumo a Heidelberg, uma cidadezinha com cerca de 150 mil habitantes, localizada nas margens do Rio Neckar. A dica de visitar este lugar foi de um amigo meu com o seguinte argumento: Leve seu namorado pra ver os castelos de Heidelberg que ele te pedirá em casamento no ato. Pronto, inclui no meu roteiro!

Brincadeiras a parte, li por aí que desde 1300 esta cidade é considerada a origem da ciência e da cultura germânica, além de ser considerada também como a cidade mais romântica do país.

O ponto alto da cidade é o Heidelberg Schloss, um castelo lindo que fica lááááá longe, lááááá no alto e que exige força na peruca (e nas pernas) pra chegar no topo. Mas olha, vale muuuuuuuuuuuuiiito a pena. Tudo é incrível, desde o trajeto até o castelo propriamente dito.
Chegamos na estação de trem por volta de 6h da manhã. De lá, pegamos um ônibus e descemos na cidade velha, o centro histórico de Heidelberg. O dia estava nublado, caia uma chuvinha fina, o dia estava começando a nascer e eu estava em uma ponte, com um rio embaixo, totalmente entregue àquele momento. A cidade estava deserta, um carro ou outro passava pelas ruas, algumas bicicletas, mas eu estava me sentindo a porteira do lugar. Este foi um dos melhores momentos da viagem pra mim!

Saímos para conhecer o lugar e o comércio estava fechado. Padarias e lojas nem se preparavam pra começar suas vendas. Vimos casas de tudo quanto é tipo de estilo. Telhadinhos alaranjados, garagens com jardins, janelinhas charmosas com sacadas, ruas de paralelepípedos... tudo lindo!
Vimos o comércio abrir por volta de 9h, quando estávamos seguindo rumo ao Castelo. Passamos pelo meio do mato e essa foto ao lado ilustra bem como era o local: não prece um quadro? Uma pintura? A vegetação deste lugar é muito rica, em plena sintonia com tudo ao redor.

O Castelo é maravilhoso, grandioso! Uma bandinha tocava um som agradável, com instrumentos bem diferentes dos convencionais. Daquilo que conheço acho que só consegui distinguir a flauta por que o resto era tudo diferente: piano diferente, tambor diferente, violino diferente... hahaha, desculpem minha ignorância!
Me arrependo de não ter comprado um CD da bandinha, viu...

Dentro do castelo também existe um museu e uma sacadona de onde pode se avistar a cidade. Que visita agradável!
Quando era meio-dia já havíamos conhecido o lugar todo, primeiro por que chegamos mega cedo e depois por que o espaço é pequeno mesmo. A subida e a descida do Castelo cansam bastante, eu fiquei um trapo e até dormi na praça!
Almoçamos por lá mesmo, em um restaurante com diversas opções de pratos (eu pedi uma pizza!). Mas a vila conta com diversas barraquinhas onde vendem comidinhas locais: salsichões, chocolatões, crepes e tudo mais que se pode imaginar.

Eu adorei Heidelberg, um encanto! Aconselho passar um dia neste lugar incrível, bastante turístico, mas que tem muito o que mostrar.

Pegamos o trem rumo à Munique no comecinho da noite.  A viagem até que foi rápida e depois de umas 4h chegamos em nosso terceiro destino: Munchen!

Berlin


"Aquela semana em Berlin, aquela cidade é celestial!"

Com muito louvor. Berlin é celestial. O nosso primeiro destino foi encarado com certo desdém de minha parte, assumo. O Bruno foi quem escolheu incluir a Alemanha em nosso roteiro. Topei por que o restante da trip foi meio que escolhido por mim. Fui bem desacreditada no país alemão, mas preciso assumir que foi muito melhor do que outros destinos que botava mais fé.

Chegamos em Berlin numa quinta-feira, depois de três escalas, muito cansaço e... sem malas. A TAP (Tamancos Aéreos Portugueses) mandou nossa bagagem para Portugal, só que nós estávamos na Alemanha. Nada que a C&A não resolvesse e, no dia seguinte, como prometido, nossas malas chegaram no hotel, inteiras, sãs e salvas.


Berlin é linda! As bicicletas dominam a cidade que é toda plana e com ciclovias de monte para que as pessoas possam pedalar tranquilas. As pessoas são lindas e educadas, as comidinhas de rua são um charme, os lugares são repletos de história (e que história!) e o céu é o mais lindo de todo o mundo!

A história do nazismo, do massacre, do muro de Berlin está estampada em todos os cantos da cidade. Eles fazem questão de mostrar para as futuras gerações tudo que a Alemanha viveu e mostram toda a vergonha que sentem pelo seu passado. É muito foda passar pelos mesmos lugares onde manifestações aconteceram e onde o safado do Hitler fez suas maldades.

Lugares bacanas que visitamos
Alexanderplatz: Principal praça de Berlin, repleta de lojas, restaurantes e prédios bacanudos. É também um terminal de transportes públicos e conta com o Rio Spree embelezando ainda mais suas redondezas

Potsdamerplatz: Local que foi totalmente destruído na Segunda Guerra Mundial. abriga o Brandenburger Tor (Portal de Brandenburgo) onde foi erguido o Muro de Berlin. Parada obrigatória! Olhar as fotos antigas, na época da guerra e olhar como ficou o lugar hoje é animal. No trajeto entre a Potsdamer platz e o Portal de Brandenburgo estão os fragmentos do Muro de Berlin.

Catedral de Berlin: Me apaixonei pela fachada desta igreja! Antiguíssima, foi construída entre 1895 e 1905, tem uma fachada bem maltratadinha pelo tempo, mas a arquitetura é linda. As paredes, a torre, os desenhos lá esculpidos, aquele tom azul pintado... achei demais! Também visitamos o interior da igreja que é tipo um museu, conta toda a história do local e tem um monte de tumba com gente morta enterrada por lá.

Checkpoint Charlie: Antigo posto militar que separava a Berlin Oriental da Berlin Ocidental durante a Guerra Fria. Lá dentro tem um museu que conta a história com muitas imagens, fotos, vídeos e souvenires.

Ilha dos Museus: O Rio Spree passa por lá, deixando o cenário ainda mais lindo. Lá estão localizados cinco museus e atrás dele está a Catedral de Berlin.

Museu dos Ramones: Hey, ho, let´s go! ANIMAL! Um bar pequeno e discreto que abriga um acervo maravilhoso da história da banda. Roupas, instrumentos musicais, fotografias, manuscritos de músicas, sapatos e tudo mais que se pode imaginar está lá dentro. Você paga três euros pra entrar e vinte quatro euros se quiser uma camiseta. Eu quis!

TV Tower: A Torre de TV tem 368 metros de altura e está localizada na Alexander Platz. Imponente, é ponto de referência. É possível avistá-la em diversos cantos da cidade. É a torre mais alta de Berlin e é possível subir no topo e observar toda a cidade lá de cima. É um passeio legal de se fazer no último dia, quando você pode reconhecer todos os pontos que passou pelo alto.

Memorial do Holocausto: Não se trata de um museu, de um lugar fechado. Não! São 2711 colunas colocadas em 90 mil metros quadrados a céu aberto, onde a cor cinza predomina. Chega a imitar um cemitério, mas é assim, em silêncio, com traços fortes e cores escuras que a Alemanha lembra os seis milhões de judeus mortos pelo nazismo.

Outros detalhes:

- Abusem das cervejas e dos chocolates. Marcas diversas nas prateleiras dos mercados enchem os olhos de qualquer um. E o preço nesses lugares ajuda muito!

- Berlin não é nada cara, é possível comer bem e passear sem gastar horrores. Tudo dentro do padrão! O que sobra na gastronomia local é curry e páprica. Pra quem curte é um prato cheio!

- Alguns metrôs tem o Portal de Brandenburgo desenhado nas portas. Achei um charme!

- As pessoas são educadas demais.

- As comidinhas de rua também marcam presença. É preciso comer as famosas salsichas e experimentar a mostarda local. Tudo bem que eu descobri nos últimos dias, mas descobri e gostei. Os doces de padaria também são de responsa!

- Pretzel vai com tudo e tem gosto daquele salgadinho da Elma Chips, o verdinho que tem sal grosso no palitinho, o Stiksy!

Daria tudo pra passar mais dias em Berlin. Foi rápido, mas aproveitamos. Fiquei encantada e cheguei em Munique com o nariz torcido praquela cidade... *continua no próximo post. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Cuidar de mim!

Viagem pra Europa e internação. Do céu ao inferno. Seis dias sem plaquetas, com soro na veia e manchas pelo corpo. Ansiedade, estranheza, medo, suor e choro. Já passou, mas deixou marcas nos bracinhos brancos e no coração. Não sei definir, só sei que quero minha rotina de volta. Emprego, metrô, exercícios físicos, estudos, viagens, roupas e comida. Quero ar, quero viver.
Chega de juntar dinheiro, a meta agora é gastar. Pra mim e por mim. Naquilo que eu bem quiser. Liberdade de ir e vir, do jeito que quiser. Coisas novas! Acordar cedo e não cansar. Experimentar novos sabores, novas sensações e me manter longe daquilo e daqueles que só trazem coisas ruins. É tempo de vencer o medo e as fobias e cuidar da mente.

Últimos dias em casa e me preparando para mais um novo desafio. Mudança de postura, de local de trabalho e buscando crescimento (profissional e pessoal). É hora de aceitar que às vezes exigimos demais da vida, abusamos das expectativas por nada. Tenho saúde, carro, emprego, família, amigos e fé. Quero mais o quê?

Vou cuidar de mim, sou eu que preciso de atenção nessa vida.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

#VolteiBrasil


É... voltei!
Vivi dias inesquecíveis, conheci lugares maravilhosos, realizei um sonho.
Foram os 29 dias mais espetaculares da minha vida repleto de novidades, pessoas, lugares e histórias novas e diferentes.
Quando me falavam que uma viagem pra fora tinha o poder de nos modificar eu não acreditava. Mas o primeiro mundo é mesmo fascinante, a experiência te transforma e você passa a enxergar certas coisas de maneira diferente. Não digo isso por que conheci países mais ricos que o meu, não. Digo isso sobre comportamento, postura, história, lugares. Não tem comparação visitar um país que tem quase cinco séculos a mais de vida do que o seu, né? É covardia!

Vou escrever aqui no blog a minha passagem por cada cidade que visitei. No total foram quatro países e nove cidades. Meus olhinhos e minhas perninhas não pararam um segundo nessa viagem e a minha memória agora está repleta de novas (e as mais lindas) imagens.

Não consigo descrever o quanto eu estou feliz por ter conseguido realizar este sonho. Toda noite eu rezava e agradecia por estar lá - principalmente em Paris. Todas as minhas paranóias e medos foram embora e só sobrou alegria e emoção naqueles dias.
Vale a pena ter um sonho, vale a pena acreditar. É tão bom realizar!

FELIZ, FELIZ, FELIZ!!!!!!!!!!!!!


terça-feira, 30 de agosto de 2011

#PartiuEuropa

Aeeeeeeeeeee, porra!!!! Que rufem os tambores, que soem as trombetas do apocalipse pq a ZONA LESTE tá embarcando pras Europa logo mais, em menos de 24 horas.

Chegou o grande dia! Depois de muita marmita na bolsa e de pular muita catraca no busão, olha nóis chegando lá na Avenida Campos Elíseos parisiense.
Eu não sei nem o quê falar, só quero que reclamar que foi um inferno fazer essa mala, puta que me pariu. 29 dias minha gente, que nervoso ter que levar roupa pra esse tanto de dia na gringa.

Não vejo a hora de pisar na Alemanha e começar minha EuroTrip ao lado do meu amor.
Tenho certeza que será inesquecível!!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Vem sonho, vem!

Estou há poucos dias de realizar um objetivo. 15 dias me separam da viagem mais sonhada de toda a minha vida.
As sensações são as mais diversas: ansiedade, tensão, nervoso, alegria, medo e por aí vai... Acho até que eu já expus este misto de coisas que venho sentindo por aqui, né? Mas só quem sabe o quanto eu penei pra chegar até aqui tem noção do que eu estou falando.

Na semana passada uma amiga minha que eu não falava há muito tempo ficou feliz ao saber que minha viagem se aproximava e disse: "Nossa Branquela, tô tão feliz de ver que você está conseguindo realizar tudo aquilo que sonhou! Parabéns". E é isso mesmo... A Nelita é uma das pessoas que sabem o quanto eu queria ter um carro, o quanto que eu queria conhecer a Europa e o quanto eu lutei pra achar um emprego legal.
Tudo vem dando certo, com aquele aperto maroto de sempre, mas tudo sempre sai do jeitinho que tem que sair. Estou muito feliz por ter chegado até aqui.

Aprendi que são os sonhos, os objetivos que nos movem. Eles são os responsáveis pela nossa fome de viver, por fazer nossa mente voar, imaginando mil coisas. Eles são o nosso combustível!
Quantas noites dormi sonhando em dirigir um carro só meu? Só Deus sabe!

Hoje eu fui ao mercado e assim que virei a esquina sentido minha casa, a lua sorriu pra mim. Gigante, iluminada, a coisa mais linda! Dei de cara com ela e sorri. No rádio tocava uma música francesa cantada por Carla Bruni. Neste momento eu soltei meus ombros, conduzi o carro com a maior calma e me entreguei àquele idioma, àquela música, àquela lua! A coisa mais louca da vida foi imaginar que estava a bordo de um sonho e partindo pra outro. Inexplicável!

Fico por aqui, traçando sonhos, metas e objetivos para o próximo ano. Farei de tudo para que essa trip seja inesquecível e que seja apenas o primeiro passo de muitos que pretendo dar em torno desse mundão.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Muro das lamentações

A notícia que ficou martelando na minha cabeça o dia todo foi essa: Casal larga trabalho para passar mil dias viajando pelo continente. Inspiração, gente.
Não precisa ser rico pra realizar uma meta desta, é uma opção de vida. É como a menina disse na entrevista, cada um opta por aquilo que sonha, tem gente que sonha em ter uma casa, já eles escolheram guardar uma grana pra viajar.

Sei lá, acho que eu encararia essa ideia também. Estou muito ansiosa para a minha viagem, muito! Ansiosa, tensa, com medo, com alegria, um misto de sensações estranhas.
Semana passada eu travei e chorei muito. Sei lá, me cobro demais, sou ansiosa demais, sofro com tudo aquilo que conquisto com medo de não ter dinheiro pra pagar. Tudo na minha vida é por causa de dinheiro, e não significa que sou uma pessoa gananciosa, longe de mim. Mas eu sou preocupada com o banco, com as contas, com o que pode sobrar, com o VT, com o VR... não é fácil.

Às vezes eu me sinto uma estranha no ninho, sinto que não sou daqui, que estou no lugar errado, fazendo a coisa errada. Ao mesmo tempo que tenho pressa e fome, um medo e uma preguiça monstruosa toma conta de mim. Não sei de nada e isso me irrita. Não gosto da ideia de sofrer pra ter minhas coisas, sofrer pra atravessar a cidade num dia de manhã, do tempo correr depressa, do final de semana ter apenas dois dias e da semana ter cinco e por aí vai...

Eu queria mesmo era sofrer menos para ter minhas coisas. Não passar tanto aperto na vida financeira e ser mais relaxada. Tanta gente devendo até o rabo por aí e esbanjando, passeando, vivendo a vida com sorriso no rosto. E eu, que trabalho dignamente, tenho meu nome limpo no SPC e conquisto meus sonhos com o meu suor e estou aqui, pra baixo, com medo. Não sei explicar o que acontece, mas tenho certeza que a vida, o destino, Deus, sei lá quem, reserva algo muito grandioso pra mim. Isso é fato!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O mundo é uma pracinha!

A vida é tão louca, né, gente?! É sim. Tudo pode acontecer em um minúsculo quadrado e mudar sua vida pra sempre. Vejam só, estava eu indo pro meu Tatuapé Querido após sair do trabalho quando de repente sinto um dedinho no meu ombro e uma voz dizendo "Roberta Nina?!?!?!" com um sorrisinho de descoberta no rosto. Eu olhei bem pro rosto daquela pessoa e revirei minha memória buscando achar de onde eu conhecia a fuça daquela moça. Pensei: "Ai, será que é alguém do primário? Do ginásio? Alguém que não vejo há anos?" e era mesmo, alguém que eu nunca tinha visto em todos estes meus 28 aninhos.

Gente, era a Flávia Lovitto, a que me deu o Bonjour que postei aqui no dia 29/06. A Flávia lê o meu blog e a gente não se conhecia pessoalmente. Começamos a conversar e descobri como ela chegou no meu blog (nós temos amigos em comum), soube a idade dela, a profissão, onde ela mora e que o cabelo dela é bem preto (pelas fotinhos que vi, jurava que ela tinha cabelo mais claro!). Ela tem uma cara ótima e dá bastante risada, assim como eu. Uma fofa!
Também descobri que ela trabalhou na antiga rua em que eu morei, na empresa que era colada na parede da minha casa, tipo, ela trampava com o meu vizinho sul-africano que vivia devolvendo as bolas que eu jogava no quintal da casa dele, sabe?! É uma coisa louca isso!
Além do mais, nós trabalhamos super perto uma da outra e já até combinamos um almocinho. Até iríamos trocar mais ideias ao longo da viagem se não fosse uma senhora carioca engatar um papo louco com nós duas sobre filhos e gravidez. A linha vermelha ficou pequena pra véia que reclamava do neto recém nascido e mandando eu me cuidar pra não engravidar em Paris (vai vendo até que ponto chegamos!).

Essa internet é coisa linda de meu Deus, né?! Fiquei bem mais aliviada de saber que era a Flávia que estava ali do que aquelas minas que estudaram comigo no primário e saem falando, sem parar, como se fossemos amigas confidentes e que estavamos morrendo de saudades. Deus que me livre!
A Flávia sabe muito mais de mim do que eu dela, isso é fato. Mas será legal saber um pouco mais da vida dela também.

Isso é amizade 2.0, pessoal!

Deus deu rock`n`roll para você!

DIA INTERNACIONAL DO ROCK!



Deus deu rock and roll para você, deu rock and roll para você
Pôs na alma de todo mundo
Você sabe o que você quer? você não sabe certamente
Você não se sente bem, você não encontra a cura
E você tem menos do que você está esperando

Você não tem dinheiro ou um carro fino
E você está cansado de desejar a uma estrela cadente
Você põe sua fé em numa guitarra

Deus deu rock and roll para você, deu rock and roll para você
Deu rock and roll pra todos (oh yeah)
Deus deu rock and roll para você, deu rock and roll para você
Pôs na alma de todo mundo

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Um bom dia :)


Ganhei um BONJOUR especial da Flávia Lovitto.
Amei, gente!
Como é bom receber mensagens bonitinhas de pessoas que a gente nunca viu, mas que se tornam especiais com um simples gesto de carinho.

Obrigada queridona!

Vive em mim!

Eu precisava de uma prova, ou melhor, de uma confirmação de que você me acompanha, me olha e zela por mim. E ela veio.

Eu pedia por isso, pedia essa demonstração e, de repente, do nada, o rádio da cozinha ligou sozinho como que dizendo: “você não me vê, mas eu estou aqui, olha só”.
Eu fiquei tão feliz que nem consigo explicar.

E aí eu acordei. A prova veio em sonho, talvez para não me assustar ou talvez por que eu lembrei de você antes de dormir quando estava triste.
E assim veio sua mensagem, tão rápida, tão direta, tão linda.

Tá aí, é verdade mesmo, você está sempre comigo, minha Rosa.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Foto-Foto-Foto

Alguns cliques com a nova cam :)
























Atualizando...

Olha quem chegoooooooooooooooooooooooooou!

Sumi, né? Sumi mesmo. Trabalho novo, experiências diferentes e mil coisas pra aprender/fazer.
Agora eu sou uma jornalista de redação que odeia assessores de imprensa. Desculpe queridos ex colegas de classe, mas é verdade. Como a gente sofre na mão de vocês, viu?! Está difícil lidar.
No meu tempo, as coisas eram diferentes. Nêgo te deixa falando, te promete pauta e não manda ou então envia informações erradas, sem nexo. Eu, hein?! Tô sofrendo um bocado, mas beleza!

Meus novos amigos de trabalho são ótimos, meus chefes são legais e a minha editora (que me deu essa oportunidade) é engraçada e firme. Sinto que tenho muito o que aprender com ela.

***

Estou contando os dias para minha viagem. Eu e o namorado iremos passar um mês inteiro viajando pela Europa. Dia 31/08 estarei voando rumo à Alemanha, nosso primeiro destino.
Já compramos uma câmera fotográfica sensacional para registrar todos os momentos. O Bruno tem melhorado seu enquadramento na hora do click e eu tenho fé que a minha foto em frente a Torre Eiffel será perfeita, do jeitinho que eu sempre sonhei :)

Iremos passar por Portugal e quero muito tentar encontrar alguns familiares por lá. Irei vasculhar a família Cardoso em todas as aldeias do Porto até encontrar alguém que se lembre do Zé da Ribeira, meu querido avô

Também quero muito visitar todos os estádios de futebol possíveis. Não quero nem saber, pra mim, é passeio obrigatório!

A única coisa ruim da viagem é o avião e o tempo de vôo. Só de pensar nisso me dá uma fobia sem tamanho. Mais de 10 horas dentro de um bichão voador é de foder. Acho que irei me drogar com alguma substância bem pesada.

***

Estou gorda, pesando 52 quilos e assustada. Quero meus 49kgs de volta!
Decidi que vou voltar a nadar. Amanhã já vou ver esse lance.
O foda é ter que nadar às 7h50 da manhã nesse frio canadense que tem feito. Sem contar que, cara, eu não funciono de manhã. Antes de 8h30, sou um zumbi!
Não consigo nadar à noite pq agora, que sou uma jornalista de redação, não tenho hora certa pra sair do trabalho. Geralmente, sempre depois das 20h e aí, até chegar no Tatuapé Querido já malhei demais no transporte público. A academia se torna um martírio.
Deus que me dê forças pra acordar cedo e encarar este desafio. Cada vez que eu pensar em deixar a natação de lado, vou me concentrar na minha barriga.
Jesus amado, preciso muito me exercitar!

***

Tudo entrando no eixo, graças à Deus!
Quero ter mais tempo pra postar, mas é que eu escrevo o dia todo no trabalho e quando chego em casa, a última coisa que quero ver é computador na minha frente. Mas eu prometo me dedicar mais.

domingo, 17 de abril de 2011

Terão o meu sangue só no fim... de semana.

Tô nervosa!
Vou ter que fazer exame de sangue e estou prestes a ter surto psicótico. E agora, gente?! Como é que eu controlo o meu psicológico até sábado que vem? Por que a picada eu sei que não dói e a parada dura cerca de um minuto e meio, mas a minha mente parece não absorver nada disso. É preocupante!
Preciso me tratar, sério.

***

Bonitinho mesmo é ver seu namorado dizer que vai fazer exame de sangue com você, aproveitando que ele também precisa. Já tenho alguém pra me abanar no momento de tontura e pressão baixa.

***

Lembrei dessa música. Ideal pra esse momento e pra todo o resto.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Os seres humanos me assombram

Marcos Suzak escreveu na página final de sua excelente obra "A menina que roubava livros" uma frase em que a narradora do livro, a Morte, diz o que acha de nossa raça: "Os seres humanos me assombram". Frase forte, de efeito e que só hoje consegui perceber que ela tem significado real.

Quinta-feira, sete de abril do ano dois mil e onze, uma tragédia!
Crianças foram assassinadas dentro de uma escola, em Realengo, no Rio de Janeiro. O matador entrou na escola armado com dois revólveres, muita munição e um plano todo traçado em sua mente. Atirou nos alunos da oitava série, de apenas 13 anos buscando principalmente machucar as meninas. Treze crianças morreram e outras treze ficaram feridas, algumas em estado grave, com balas alojadas no corpo.
A comoção no país é geral, todos nós estamos sensibilizados e sentindo um pouco da dor de cada família que perdeu seu filho(a) tão precocemente e sem motivo algum.

Quem é o culpado? Quem vai dar a explicação mais corente? Onde estão os indícios de traumas que este assassino possa ter adquirido em vida? Como explicar toda essa tragédia aos outros pequenos que viveram momentos de terror dentro da própria escola?

Tantas catástrofes vem acontecendo pelo mundo e nós ficamos aqui, inertes, observando e rezando para que nada de mal aconteça conosco e com nossa família.
Terremotos, tsunamis, assassinatos em família, brutalidades, violência gratuita, enchentes, vazamento de componentes radioativos no mar e etc... Será o fim do mundo? Apocalipse? Fim dos tempos? Eu não sei mais o que pensar. Mas eu acredito que a culpa de tudo isso vem daqui, vem de nós. O ser humano e o meio em que vivemos é que são os grandes culpados por tudo isso!

Quem é que mata? Quem é que agride? Quem fabrica bomba atômica? Quem é que não preserva o meio em que vive? Quem é que rouba a população? Quem é que apoia a impunidade? SOMOS NÓS! E este é o preço que estamos pagando por tanta sujeira que praticamos.

Uma sociedade mal estruturada é capaz que mexer com a cabeça do ser humano de um jeito tão forte que faz com que ele desconte toda sua raiva, ira, indignação em pessoas inocentes e que, assim como você, também sofrem os efeitos do dia-a-dia.
Não é difícil identificar os pontos que tiram a razão do ser humano. Basta analisar as condições que vivemos, pagando impostos caríssimos e implorando, pelo amor de Deus, para ser atendido em um hospital, enquanto os médicos fazem greve para receber mais dinheiro das empresas de plano de saúde. Isso é só um exemplo.

Mas aí neguinho vai me dizer: "Quê isso, Roberta! Pagar imposto caro, ficar sem médico ou enfrentar trânsito todo dia, não é motivo pra ninguém sair atirando feito um louco nas pessoas". Sim, eu concordo que não, mas a gente sabe que não é só esse o problema, né?! É um acúmulo de problemas e sentimentos que passam de geração pra geração.
Eu tive uma ótima criação, fui uma criança feliz, sadia, brinquei, estudei, comi tudo aquilo que tive vontade, ganhei presentes, tive a oportunidade de cursar uma universidade, ter um bom emprego, morar em uma casa própria.
E você? E o assassino? O que ele teve na vida? Como foi criado? Teve acesso à informação? Existia diálogo na casa dele? A gente não sabe!

É preciso investir no ser humano, fazer dele uma pessoa capaz, dotada de qualidades e bons sentimentos. É preciso criá-lo com amor e ensinar todos os princípios corretos de uma vida. Por outro lado, a sociedade DEVE proporcionar à ele educação, saúde, moradia, saneamento básico, transporte, alimentação... Estas são as condições básicas para que uma pessoa viva com dignidade.
Os políticos - que são os nossos representantes lá no poder - deveriam olhar para o nosso país e enxergar todo o perrengue que passamos para conseguir algo, para sustentar uma casa, comprar uma roupa, pagar uma conta de luz e etc. Com a situação atual, o ser humano acaba se tornando vítima dele mesmo.

Quantos analfabetos existem por aí? Quantas pessoas morrem na fila de espera de um hospital público que não tem uma seringa pra te aplicar uma injeção? Quantas pessoas dormem debaixo de um viaduto numa noite fria, sem coberta e sem roupa adequada? Quantas pessoas tomam banho em esgotos? Muitos não sabem nem o que é água quente. Quantas pessoas acordam 5h da manhã por que precisam pegar cerca de quatro conduções para entrar no trabalho às 9h? Quantas pessoas não tem o que colocar na mesa na hora do almoço?

E a culpa é de quem? É minha, é sua, é do vizinho, do comerciante, do político, do rico, do ladrão, de todo mundo. Enquanto houver inveja, ego, cobiça, maldade no coração, o país não vai pra frente!
COMPAIXÃO, UNIÃO, VONTADE DE MUDAR, EMPENHO, INVESTIR NO PAÍS e LUTAR são algumas das ações necessárias neste momento.

Não adianta falar em desarmamento, em fanatismo religioso, em crime raro ou em doença mental. Nada disso é motivo ou solução para o que aconteceu. O assassino premeditou o crime, deixou carta de despedida, se vestiu socialmente, se armou até os dentes e entrou na escola, com a desculpa que daria uma palestra. Entrou na sala de aula, falou algumas barbaridades, mandou as crianças virarem de costas e fuzilou quem estava na frente. Foi pego pelos políciais e, após ter levado um tiro na perna enquanto se encaminhava para outra sala, deu um tiro na cabeça e acabou com a sua própria vida.
E agora? Com o assassino morto, vamos exigir justiça de quem? Pra quem? É assim que acaba a história?

Dizem por aí que o assassino foi adotado quando criança, que a mãe tinha problemas mentais e tentou até suicídio. O cara cresceu calado, sem amigos, e todo mundo o define como ESTRANHO. Por que ele era estranho, gente? Por que as pessoas não falavam com ele? De onde vem esse repúdio pela escola e pelas mulheres? Tudo tem um motivo.
Como será que ele cresceu? Recebia carinho? Atenção? Tinha convívio com parentes e amigos? Embora nada justifique o crime, o cara deve ter sofrido. E a culpa é de quem?

A minha conclusão final para toda essa tragédia e muitas outras que vem acontecendo é uma só: O culpado é o homem, e por isso acho necessário RECUPERAR O SER HUMANO! Só assim poderemos viver dias melhores.

***

Nessas horas, cada um reage do seu modo. Eu chorei pela morte destes anjinhos e a dor dos pais - especialmente a dor das mães. Eu peço à Deus que conforte o coração dessas pessoas e que com o passar dos dias, esta raiva e incompreensão possam se transformar em serenidade.

Como esquecer ou perdoar um crime desses? Parece impossível!
Jesus Cristo perdoou seus assassinos no momento de sua morte. Ele foi torturado, machucado, violentado, humilhado, mas perdoou. Este é o maior exemplo para a raça humana.

***

Deixo aqui a capa do jornal Meia Hora de hoje, um dia após o massacre. É preciso sensibilidade por parte da imprensa para relatar um fato como este.
Sensacionalismo barato só pra vender jornal também é um ato muito sujo que alguém pode cometer.

FALTA MUITO?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

:(

Sonhei que estava viajando, acho que estava em uma praia, mas queria ir embora logo pra casa pra poder ficar com você.
Mas aí, meio sonolenta ainda, eu despertei e lembrei que não adianta eu voltar cedo ou tarde pra casa porque você não está mais lá, em nenhum horário, do dia ou da noite.
Fico aqui nesse silêncio, todos os dias, ao amanhecer, ao entardecer, ao anoitecer. Nada muda.
Por que tinha de ser assim? Por que essa falta nunca some?

terça-feira, 5 de abril de 2011

SONHO DE VIDA

Fugir dessa terra caótica e fedorenta de vez.

Pra ser feliz basta estar em paz, sem pensar em status e dinheiro. Eu ficaria de bem com a vida se servisse cafézinho em Paris. Só isso!

Minha preocupação diária seria perceber se está acabando o pó de café e lavar as xicrinhas do restô.

Amelie, quero ser você!

segunda-feira, 28 de março de 2011

#RC100GOLS

Quebra de tabú e centésimo gol de Rogério Ceni.

Meu post especial para a data está no SPFC1935. Cliquem aqui e confiram.

27/03/2011, um dos dias mais felizes de toda a minha vida.

Obrigada por tudo que você representa, M1TO. Como eu te amo Tricolor!




segunda-feira, 21 de março de 2011

Então né...

Cara, eu não quero falar das minhas aftas, nem do meu tersol e nem do conserto do meu carro que está orçado em R$ 700,00. Não quero. Minha alegria é tanta que eu não vou deixar que nada me atrapalhe.
Mais uma troca de emprego, galera. Mais uma! Eu rodo tanto esse mundão que já nem sei avaliar se isso é bom ou ruim. Pareço puta, pq sigo o lema: "vou onde me pagam mais", a verdade é essa. Apesar de que dessa vez nem foi o salário que pesou, mas sim a proposta de trabalho. Me despeço do follow-up e dos releases sobre a Páscoa e vou para a redação de um novo site para ESCREVER. Sim, vou fazer lá tudo que faço aqui, claro que com uma dose maior de noção, óbvio. Mas olha, um dia vocês ainda irão pagar pra ter acesso aos meus palavrões, viu?! Podem acreditar.
Já estou preparando meus textos para a estréia do site dia 01/04, e que fique claro que mesmo sendo Dia da Mentira, eu juro prá vocês que o trampo é real e "ecxiste".
Enfim, pá daqui, pá de lá é isso que eu tenho pra falar. Que Deus me proteja nessa nova jornada e me faça sossegar o rabo por mais de um ano neste novo desafio. Que a minha vontade de vender artesanato na Praia do Futuro em Fortaleza suma, de vez, dos meus pensamentos, pq olha, não é fácil viver com afta, tersol, dívidas entre outras coisas. A vida bem que poderia ser mais simples.

sábado, 12 de março de 2011

Mais uma...


‎- E aí filha, gostou da volta do Fabuloso pro Tricolor?

- Nossa Pai, eu adorei! Fiquei tão feliz que até sonhei com ele hoje à noite.

- Sonhou com o Fabuloso e acordou com o Bruno, né filha? Eu sei bem o que é isso. Toda noite eu sonho com a Chapéuzinho Vermelho, mas sempre acordo com a Vovózinha!

Hahahahaha! Meu Pai é genial :=)

Bem vindo ao maior do mundo, meu camisa 9!




quarta-feira, 9 de março de 2011

Paz, Carnaval, Futebol...

Arroz é uma coisa, macarrão é outra. Religião é uma coisa, política é outra. Carnaval é uma coisa, futebol é outra. Simples assim. Tem gente que até tenta misturar as coisas, mas não dá liga, não temina bem.
A gente já sofre com as falcatruas e com a violência que existe no meio futebolístico hoje em dia e agora vão levar estes mesmos problemas pro Anhembi, onde desfilam as escolas de samba. Ou seja, torcidas organizadas de futebol viraram agremiações do samba. Lamentável!

Já não bastava aguentar um monte de CUrintiano chato no campo e na passarela do samba, agora o pacote fica completo: Parmera e São Paulo chegaram pra apimentar a disputa. Sério, tenho vontade de matar quem permite um troço desses.

Gaviões da Fiel, Mancha Verde e Dragões da Real são torcidas organizadas que viraram escola de samba e, a partir desta sexta-feira, já irão desfilar juntas, no mesmo ambiente. A polícia já está alerta e se mobilizando para evitar qualquer atrito. Gaviões ficam na arquibancada A, Mancha fica na B e Dragões na C e pronto, ninguém vai rivalizar. Aham, e eu sou a Claudia Ohana!

Daqui a pouco vão fundar igreja evangélica e partido político com nome de time. As igrejas irão converter gambás em porcos e vice-versa. Já os partidos políticos irão brigar por regalias para beneficiar o torcedor. E o futebol, vira o quê? Que lástima!

Sem contar que fui emitir a minha opinião via twitter e fui achincalhada por uma menina São Paulina, assim como eu. O fato da torcida organizada do meu time ter sido campeã do carnaval do grupo de acesso não me deixa feliz, não. Muito pelo contrário. Essa é a minha opinião e eu tenho direito de expressá-la. Não impus que as pessoas acatem o que eu digo, apenas divulguei minha revolta e como resposta recebi um solene recadinho "Se não curte, não dê palpite".
Viram só?! Não precisou ir muito longe pra poder dar um exemplo de que esse lance de futebol/samba vai dar bosta.

Cara, eu nem discuti com a menina pelo fato dela estar tagueando feliz #UhuDragõesSubiu, mas sim pelo fato dela me podar dessa maneira mal educada e não me querer palpitando aquilo que penso (curtindo ou não) no meu próprio perfil na rede social. Lá no twitter, só me segue quem quer e eu nunca vi essa menina mais gorda na fila do Extra (e ela nem me segue, por sinal). A moça chegou até o meu perfil por causa de um RT que um São Paulino deu no meu post.

É desta maneira, com bate boca idiota que começam as provocações e as brigas que levam a morte. É nêgo aparecer com a camisa do Palmeiras e você chegar com um pedaço de pau e bater na cara dele até morrer pq o cara não quis ser São Paulino na vida. Isso é ignorância!

Não tem espaço pra paz no futebol e o pouco que resta dela no carnaval vai sumir. Isto é só o começo, ano que vem eu volto aqui pra retratar como foram os desfiles das escolas de samba organizadas.

Ah, e pra finalizar, a menina São Paulina mandou eu pensar no que twitto e nas palavras que uso. Disse que eu deveria saber me expressar.
Bom, o meu post tá aqui, esta é a minha melhor forma de expressão. Resta saber se a garota vai aceitar a minha opinião e discutir sobre o assunto com parcimônia e sem intimidações.

#PAZ #CadaMacacoNoSeuGalho

quarta-feira, 2 de março de 2011

Abaixo de Deus só ficou você

Amo tanto, como se fosse sua filha. Me dá alegria e satisfação fazer algo por você, nem que seja um carinho.

Vejo tanto amor nas coisas que você faz por nós, nas palavras que nos diz, nos abraços que nos dá.

É, sem dúvida, aquela que estava lá "quando a gira girou" e nos deu toda a força necessária.

Não tem o meu sangue, mas é mais valiosa que muitos dos meus parentes. Pq é sincera, é guerreira, é amorosa, é pau pra toda obra. A gente consegue ver o amor em seu olhar quando fala com a gente. E quando você está aqui em casa, eu tenho vontade de largar tudo só pra aproveitar a sua presença.

Você dorme preocupada e atenta para não perder a hora. Chega colocando ordem onde a bagunça reina: na casa, na minha cabeça, no meu corpo e no meu coração.

Quando você chega, parece que não vem sozinha. Eu sinto uma calma e uma brisa leve por perto. É essa é a melhor sensação do mundo!

Eu agradeço tanto a Deus por ter colocado você na minha vida para eu ser a sua Nina.

Deus levou a minha mamãe pro céu, mas me deixou você aqui na Terra.

***

Mazé fez aniversário no último sábado. Além da festa surpresa, ganhou de nós (dos filhos legítimos e dos postiços) uma passagem para sua Maceió querida. Depois de mais de 20 anos, a minha véia voltará pra sua terra, Marechal Deodoro, para desfrutar de bons momentos. Como foi bom proporcionar isso pra ela! Eu queria poder fazer mais... sempre mais, por ela!

***

A música ideal pra expressar toda a minha gratidão pela Mazé é essa aqui:

"O céu de repente anuviou
E o vento agitou as ondas do mar
E o que o temporal levou
Foi tudo que deu pra guardar
Só Deus sabe o quanto se labutou


Custou mas depois veio a bonança
E agora é hora de agradecer
Pois quando tudo se perdeu
E a sorte desapareceu
Abaixo de Deus só ficou você

Quando a gira girou, ninguém suportou
Só você ficou, não me abandonou
Quando o vento parou e a água baixou
Eu tive a certeza do seu amor

Quando tudo parece que estar perdido
É nessa hora que você vê
Quem é parceiro, quem é bom amigo
Quem tá contigo quem é de correr
A sua mão me tirou do abismo
O seu axé evitou o meu fim
Me ensinou o que é companheirismo
E também a gostar de quem gosta de mim

Quando a gira girou, ninguém suportou...

Na hora que a gente menos espera
No fim do túnel aparece uma luz
A luz de uma amizade sincera
Para ajudar carregar nossa cruz
Foi Deus quem pôs você no meu caminho
Na hora certa pra me socorrer
Eu não teria chegado sozinho
A lugar nenhum se não fosse você"


terça-feira, 1 de março de 2011

Tapada!

Quando fui embora da casa do Bruno no domingo à noite, senti meu carro estranho. Eu pisava fundo no acelerador e o Possível demorava a pegar a velocidade. Estava uma baita chuva e eu caguei no pau por dirigir sem enxergar quase nada e por pisar no acelerador e o carro não andar.

Bom, consegui chegar em casa sã e salva. Até meu irmão fez o teste e também notou que o carro tava estranho.
A solução é a mesma de sempre: chamar o meu pai, eterno borracheiro e pedir socorro.
Fiz isso ontem e hoje, logo cedo, ele estava em casa pra ver o que estava acontecendo. Não demorou para o diagnóstico vir:

- Ô minha filha, seu carro está normal. O acelerador tá bão, olha só (e pisaaaaaaaaaaaaaava bem fundo no bagulho). O problema é que você não presta atenção nas coisas e o carpete estava todo embolado debaixo do pedal. Era ele que prendia o acelerador, por isso que você pisava e o carro não andava. Dããããããã!

Que vergonha!
Mas meu pai tem sempre um gand finale:

- Mas não se preocupa não, filha, você não está errada! Errado é o cara que te aprovou e disse que você estava habilitada para dirigir.

Sem mais!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Pois é!

Eu aprendo tanto com o meu Pai...

- Pai, como é que eu vou fazer pra declarar meu imposto de renda se eu não tenho registro e nem dou nota pra empresa em que trabalho?

- Ah filha, tem que se informar com o despachante. Ou então você pode declarar que é uma profissional do sexo, que acha?

Tá bom pra vocês?

Tipo, o cara me tirou, na cara larga, mas ele tem razão. E isso me fez lembrar esse vídeo aqui.
Sabe, a minha vida profissional é uma prostituição, igual a da moça do vídeo. Sem eira e nem beira. Que tristeza!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pro meu Pai


Hoje é aniversário do meu véio. Já ligamos (eu e meu irmão) para ele logo cedo pra dar os parabéns. Colocamos uma musiquinha de fundo pra dar um clima. Escolhemos Roberto Carlos (é óbvio!), e logo nos primeiros acordes de "FANFARA, FANFARA, FANFAAAAAAAAAARA", o cara desaguou. Chorou e falou "Cêis dois são foda", com a voz embargada.

São 62 anos de tantas emoção, gente.
Parabéns Paizinho Lindo!!!!!