domingo, 26 de dezembro de 2010

Mais um Natal...

O meu Natal foi ótimo. Super gostoso, em família [que agora são duas, né?! A minha e a do Bruno], muita comida, bebida e... lembranças.
Feliz Natal daqui e de lá, mas quando a cabeça parou e se situou, foi estranho.
Eu não vi o meu pai, nem meu irmão no dia 25 de dezembro. Esse é o décimo Natal que passo sem a minha mãe. Caracas, é o décimo!

Na madrugada do dia 24 para o dia 25, eu estava na casa de um tio do Bruno. No meio daquela algazarra toda, tinha uma criança [muito sabidona, estilo Maísa, saca?] toda louca, feliz da vida, abrindo milhares de presentes e perdida. Ela não sabia o que abria primeiro e com o qual brincava antes de tudo. Toda família preparava surpresas praquela criança. Era ela quem comandava o amigo secreto às escuras, o presente certeiro estava lá esperando por ela mesmo que outra pessoa escolhesse [sem querer] o pacote que estava destinado à ela, a mãe, o pai, o padrinho, as tias, TODOS ELES presentearam a menina com aquilo que ela muito queria. Em dado momento da festa, uma prima se aproximou da pequena e disse: "Olha, eu acabei de ver lá fora um velhinho barrigudo, barbudo, vestido de vermelho e ele te deixou um presente lá na porta. Corre até lá pra você ver o que é".
Cara, vocês tinham que ver o olhar da menina naquela hora. Não sei o que falava mais alto: o desejo pelo presente ou o desejo pelo encontro com o bom velhinho.
Fiquei maravilhada com tudo aquilo. Minha memória voltou no tempo, uns 20 anos atrás...

Naquela época o Natal tinha graça. Eu era pequena, ganhava presentes incríveis dos meus pais, tudo girava em torno de mim e, ao ver essa cena - agora em outro papel - me deu saudade do passado. Uma puta de uma saudade!
Eu tive todas as bonecas que desejei. Aquela que tremia, a que cuspia a chupeta, a que fazia bolhinha de sabão, a que chorava, a Moranguinho, a que ganhava neném, as Barbies. Eu tive todos os brinquedos que quis. O Pense Bem, o Meu Primeiro Gradiente, o Banco Imobiliário, o Cara a Cara, a caneta Questron, o Pogobol, o Vai e Vem. Tive todos os discos e fitas de todos os cantores e apresentadores infantis que se possa imaginar: Angélica, Mara, Mariane, Patotinhas, Algodão Doce, Trem da Alegria, Balão Mágico, Dominó, Polegar, Menudo, Xuxa [até Xuxa em español eu tinha!].

Eu não posso reclamar dos Natais que tive na minha infância. Foram todos muito especiais e marcantes. Hoje em dia, só me resta esse saudosismo, essa saudade louca, essa vontade de voltar no tempo e, se eu pudesse escolher um dia pra realizar essa vontade, esse dia seria o Natal. Família reunida, com papai, mamãe e irmãozinho, tios, primos e avós, aquele bando de embrulho de presente, eu rasgando tudo, de maneira bem afobada, já de olho no próximo presente que viria na sequência e, ao final, aquela contemplação ao brinquedo tão esperado.

Dois bons momentos natalinos não me saem da cabeça. O primeiro é de um Natal na rua São Jorge, eu deveria ter uns cinco anos de idade. Ganhei rios de presentes e quando tudo acabou lá em casa, eu fui para a cama dos meus pais antes de dormir no meu quarto. Eu estava muito feliz e conversava com os dois, estávamos deitados na cama de casal. Foi quando eles me disseram que o Papai Noel tinha passado por lá e que era pra eu olhar embaixo da cama. Quando fui até lá, tinha uma boneca me esperando.
Eu não esqueço dessa cena. E como é bom tê-la aqui, na minha memória.

A segunda recordação que tenho é de um Natal na casa da minha avó paterna. Eu deveria ter entre 7 e 9 anos. Eu era LOUCA por Barbies e tinha quase tudo da coleção da boneca. Sofá, cama, mesa de jantar, escritório, sorveteria, penteadeira e todos os acessórios minúsculos que compõem o cenário daquele sonho de menina cor de rosa [pratinhos, copinhos, taças, almofadas, pentinho, mini secador e etc...]. Só faltava um ítem, aquele mais desejado por todas nós: A CASA DA BARBIE.
Quando eu abri aquele presente, eu quase caí dura pra trás. Aquilo custava uma fortuna na época, nem acreditei quando recebi o presente que eu tanto queria.

Também lembro com saudade daquela sensação que sentia após ganhar tantos presentes no dia 24, acordar para o dia seguinte era muito melhor. Eu acordava com aquela sensação de "amanheça logo pq tenho muita coisa pra fazer". E tinha mesmo. Muito brinquedo pra montar, muito manual de instrução pra ler e tinha que me acabar de brincar até cansar.

Que saudade que eu sinto de você minha infância, minha mãe e meus Natais inesquecíveis.

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