quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

MAIS UMA PERIPÉCIA DO MEU PAI. A MAIOR DE TODAS!

PARTE 1 - A LOUCURA DO PAI

Meu Pai é um exemplo de superação. Mas digo isso no sentido contrário da coisa, ou seja, cada merda que ele faz ou fala, sempre será superada por outra pior. Basta aguardar o passar dos dias. A merda pior sempre vem.

Na quarta-feira à tarde ele me liga pra dar a notícia do ano. Da década. Sei lá, do século. Aquela que faltava. A cereja do bolo!

- Filha, adivinha o quê eu dei de presente de aniversário pra Noêmia?
- Humm, não sei Pai. Qual foi o presente?
- Fiz uma TATUAGEM!
- O QUÊ? COMO ASSIM, PAI? É MENTIRA SUA, NÉ?! NÃO TÔ ACREDITANDO!
- Papo sério, Filha. Fiz uma tatuagem com o nome dela.

Acho que eu já vivi tempo necessário pra ver tudo que eu precisava. Sério.
O desenho então, é coisa de outro mundo: Uma águia segurando o nome da amada e uma âncora saindo pela parte de baixo.

- A âncora significa que ela ancorou em meu coração.

E eu tenho que ouvir isso e achar lindo!

O cara poderia fazer algo mais discreto, né?! Mas a tatuagem é gigante, toda pintada, sombreada, no meio do braço de um senhor de 63 anos. Sabe, a tatuagem em si não me incomoda, o que me deixa puta é o nome da mulher lá (assumo, pronto!).
Se vocês soubessem os pesadelos que tive essa noite após ver o baguio de perto...

Fico imanginando meu Pai sendo tatuado:

- Onde você fez essa tatuagem, Pai?
- Na Silvio Romero.
- E doeu? Quanto tempo levou?
- Doeu um pouco, saiu sangue. Eu entrei às 11h e saí às 16h.

SENHORRRRRRRRRRRRRRRR. MEU PAI É UM SENHOR DE IDADE!!!!


- E pra pagar, Pai? Foi muito caro?
- Um pouco, filha. Mas eu fiz em duas vezes, hehehehehehe!



Loucura parcelada dói menos, né?! Pelo menos no bolso!

***

PARTE 2 - ELE NÃO ESTÁ SOZINHO NESSA.

Vi a tatuagem ontem, na casa dele. Assim que o Rodrigo foi dar um abraço de feliz aniversário na Noêmia sentiu um troço estranho nas costas dela. Adivinhem??? A MULHER DO MEU PAI TAMBÉM SE TATUOU, PUTAQUEMEPARIU!!!!!!!!!
Ela tem um coração com o nome TONINHO escrito na parte de dentro. MEU DEUS DO CÉU!!!
Os dois parecem adolescentes, gente. Tão achando tudo lindo!

Eu preferia que ele tivesse casado na igreja do que vê-lo com aquela tatuagem.


***

PARTE 3 - CUIDADOS COM A TATUAGEM

- Pai, o cara do estúdio te avisou os cuidados que você deve tomar?
- Sim, filha. Ele me avisou.
- E você tá cuidando direito da tatuagem? Tá passando a pomada Bepantol?
- Quê, filha? Como é o nome dessa pomada? Soletra pra mim.

CARALHOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

- Cê tá ligado que não pode tomar sol, né?!
- Tô, sim.
- E nem comer certas coisas, tipo carne de porco.
- Nossa, mas eu comi carne de porco ontem.
- PAAAAAAAAAAAAAAAAAAI, NÃO PODE!
- Mas foi só um pedacinho, filha. Não deu reação. Tem pessoas que tem reação e outras não. Comigo não dá!

PUTA QUE PARIUUUUUUUUUUUUUUU!


***

PARTE 4 - A ZUEIRA DOS AMIGOS

Como era aniversário da Noêmia, um casal de amigos deles estavam lá na casa para dar os parabéns. O Jorge e a Cristina são, na verdade, nossos amigos também. Há mais de 30 anos que meu Pai conhece o Tio Jó e a Cris. Eu e o Rodrigo crescemos juntos com o Denis, Danilo e a Daniela (filhos deles). A Dani inclusive sempre acompanha meu blog, e com certeza deixará alguns comentários por aqui.

Foi a Cris que apresentou a Noêmia para o meu Pai. Elas trabalhavam juntas em uma escola e marcaram o esquema. Ou seja, a Cris é a culpada por tudo isso.

O Jorge só zuava meu velho. Mas ele pode e meu Pai merece. O Tio Jó é o companheiro inseparável do meu Pai todas às sextas-feiras no bar do Casqueti.

- Ô fí, deixa eu ver essa sua "estaltua" - dizia o Tio Jó entre uma breja e outra.
- Eu queria fazer uma "estaltua" da minha fofa aqui no meu peito, mas disse pro tatuador que queria o desenho do jeito que é igualzinho ao vivo, inclusive com a "ursa" que ela tem aqui no imbigo.
- Não é úlcera, Jorge. É hérnia. - a Cris fez o favor de lembrá-lo

Olha, só sei que aquela cena tava engraçada. Vira e mexe o Tio Jó falava pro meu pai: "Olha aí, o edredão da sua 'estaltua' tá caindo". Era pra avisar que o plástico que cobre a tatuagem estava saindo do lugar.

Aí o Tio Jó mudava de ideia:
- Acho que vou fazer uma estaltua aqui no meu peito escrito "ITAIPAVA, AMOR ETERNAMENTE"

Acho que eu preferia ver meu Pai com a Itaipava no braço, também.

***

PARTE 5 - CONCLUSÃO FINAL

Eu dormi mal essa noite. Tive pesadelos terríveis com aquela águia da Portela e com a âncora do marinheiro Popeye. Não posso esconder que foi um choque pra mim. Sim, eu fiquei meio, sei lá... não gosto nem de falar.

Sei que meu Pai é jovem, que é viúvo, que pode fazer o que bem entender, mas é estranho ver o nome de uma mulher estampado - pra sempre - no braço dele. Ele está feliz, isso é o que importa, mas não é fácil lidar.

Só peço que Deus me ajude a acostumar logo com isso. E sinceramente, eu não sei pq eu ainda me espanto com as atitudes do meu Pai.

domingo, 26 de dezembro de 2010

GENTE, ME AJUDEM!

Eu só queria perguntar uma coisa pra vocês:

Alguém aí já chorou fazendo cocô? Já ficaram com uma dor insuportável na barriga a ponto da bagaça não sair e você se contorcer de dor de tal maneira que chega a ficar pálida?
Aquela dor que te faz arrancar toda a roupa e só conseguir dizer "ai, ai, ai" e ficar com a cara no chão e a bunda pro alto? De sentir tontura e quase desmaiar?

Bom, foi isso que me aconteceu hoje pela manhã. Chorei de dor ao fazer cocô. E, além de querer uma explicação para esse fenômeno, gostaria também de pedir para que vocês orem por mim e pelo meu intestino, amigues.
Não tá fácil ir ao banheiro com dignidade nessa vida.

Eu não resisti ao REI!

Dia 25 de Dezembro, dia de especial do Roberto Carlos na Rede Globo.
Logo eu, que sempre critiquei, sempre achei brega, sempre achei repetitivo [e isso continuo achando, mas agora é legal!] e sempre "censurei" os choros do meu pai e da minha mãe ao ouvirem a voz do Robertão, me vejo, assim como eles, emocionada quando ouço aquele "Lobo Mau da Jovem Guarda" cantar seu repertório nessa época do ano.
Não sei se fiquei idiota agora ou se eu era idiota antes, o fato é que eu não posso ouvir o diacho dessa música que eu desabo a chorar.
O que acontece, Brasil? Virei fã do Rei!

[Como não encontrei o vídeo do especial deste ano, posto o do ano passado mesmo!]


Mais um Natal...

O meu Natal foi ótimo. Super gostoso, em família [que agora são duas, né?! A minha e a do Bruno], muita comida, bebida e... lembranças.
Feliz Natal daqui e de lá, mas quando a cabeça parou e se situou, foi estranho.
Eu não vi o meu pai, nem meu irmão no dia 25 de dezembro. Esse é o décimo Natal que passo sem a minha mãe. Caracas, é o décimo!

Na madrugada do dia 24 para o dia 25, eu estava na casa de um tio do Bruno. No meio daquela algazarra toda, tinha uma criança [muito sabidona, estilo Maísa, saca?] toda louca, feliz da vida, abrindo milhares de presentes e perdida. Ela não sabia o que abria primeiro e com o qual brincava antes de tudo. Toda família preparava surpresas praquela criança. Era ela quem comandava o amigo secreto às escuras, o presente certeiro estava lá esperando por ela mesmo que outra pessoa escolhesse [sem querer] o pacote que estava destinado à ela, a mãe, o pai, o padrinho, as tias, TODOS ELES presentearam a menina com aquilo que ela muito queria. Em dado momento da festa, uma prima se aproximou da pequena e disse: "Olha, eu acabei de ver lá fora um velhinho barrigudo, barbudo, vestido de vermelho e ele te deixou um presente lá na porta. Corre até lá pra você ver o que é".
Cara, vocês tinham que ver o olhar da menina naquela hora. Não sei o que falava mais alto: o desejo pelo presente ou o desejo pelo encontro com o bom velhinho.
Fiquei maravilhada com tudo aquilo. Minha memória voltou no tempo, uns 20 anos atrás...

Naquela época o Natal tinha graça. Eu era pequena, ganhava presentes incríveis dos meus pais, tudo girava em torno de mim e, ao ver essa cena - agora em outro papel - me deu saudade do passado. Uma puta de uma saudade!
Eu tive todas as bonecas que desejei. Aquela que tremia, a que cuspia a chupeta, a que fazia bolhinha de sabão, a que chorava, a Moranguinho, a que ganhava neném, as Barbies. Eu tive todos os brinquedos que quis. O Pense Bem, o Meu Primeiro Gradiente, o Banco Imobiliário, o Cara a Cara, a caneta Questron, o Pogobol, o Vai e Vem. Tive todos os discos e fitas de todos os cantores e apresentadores infantis que se possa imaginar: Angélica, Mara, Mariane, Patotinhas, Algodão Doce, Trem da Alegria, Balão Mágico, Dominó, Polegar, Menudo, Xuxa [até Xuxa em español eu tinha!].

Eu não posso reclamar dos Natais que tive na minha infância. Foram todos muito especiais e marcantes. Hoje em dia, só me resta esse saudosismo, essa saudade louca, essa vontade de voltar no tempo e, se eu pudesse escolher um dia pra realizar essa vontade, esse dia seria o Natal. Família reunida, com papai, mamãe e irmãozinho, tios, primos e avós, aquele bando de embrulho de presente, eu rasgando tudo, de maneira bem afobada, já de olho no próximo presente que viria na sequência e, ao final, aquela contemplação ao brinquedo tão esperado.

Dois bons momentos natalinos não me saem da cabeça. O primeiro é de um Natal na rua São Jorge, eu deveria ter uns cinco anos de idade. Ganhei rios de presentes e quando tudo acabou lá em casa, eu fui para a cama dos meus pais antes de dormir no meu quarto. Eu estava muito feliz e conversava com os dois, estávamos deitados na cama de casal. Foi quando eles me disseram que o Papai Noel tinha passado por lá e que era pra eu olhar embaixo da cama. Quando fui até lá, tinha uma boneca me esperando.
Eu não esqueço dessa cena. E como é bom tê-la aqui, na minha memória.

A segunda recordação que tenho é de um Natal na casa da minha avó paterna. Eu deveria ter entre 7 e 9 anos. Eu era LOUCA por Barbies e tinha quase tudo da coleção da boneca. Sofá, cama, mesa de jantar, escritório, sorveteria, penteadeira e todos os acessórios minúsculos que compõem o cenário daquele sonho de menina cor de rosa [pratinhos, copinhos, taças, almofadas, pentinho, mini secador e etc...]. Só faltava um ítem, aquele mais desejado por todas nós: A CASA DA BARBIE.
Quando eu abri aquele presente, eu quase caí dura pra trás. Aquilo custava uma fortuna na época, nem acreditei quando recebi o presente que eu tanto queria.

Também lembro com saudade daquela sensação que sentia após ganhar tantos presentes no dia 24, acordar para o dia seguinte era muito melhor. Eu acordava com aquela sensação de "amanheça logo pq tenho muita coisa pra fazer". E tinha mesmo. Muito brinquedo pra montar, muito manual de instrução pra ler e tinha que me acabar de brincar até cansar.

Que saudade que eu sinto de você minha infância, minha mãe e meus Natais inesquecíveis.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Eu ESCOLHI ser Tricolor!

Todo mundo se orgulha de ostentar o conceito: "Torço pra tal time desde criancinha!". Eu não carrego essa frase pq comigo não foi assim. Nem comigo e nem com meu pai.

O velho, nascido em Portugal, viveu até sua adolescência obrigado a torcer para Portuguesa de Desportos pq tinha que agradar (e obedecer) seus pais. Apaixonado por futebol, jogador de várzea, botinudo e cabeludo, Papai vivia enfrentando peneiras pq queria se profissionalizar, mas não deu certo. Seu Toninho, finalmente se assumiu São Paulino graças à Roberto Dias (zagueirão da década de 70).

Quando eu nasci, Papai me vestiu de Tricolor e passou a vida me doutrinando. Vim ao mundo, em 83, o São Paulo Futebol Clube só tinha 48 anos (time jovem, porém promissor). Meu Pai tinha 34 e minha mãe, 36 anos. Meu irmão Rodrigo, tinha 8 anos e já estava seguindo o caminho futebolístico escolhido pelo nosso Pai. Só minha mãe fugia à regra e era nossa arqui-rival: Corinthiana.

Desde muito pequena moro no bairro do Tatuapé, reduto de... Corinthianos. A maior parte da minha infância, morei na Rua São Jorge, reduto de... Corinthianos. Frequentava o clube do Corinthians, morava há 10 passos da piscina, já abracei o Biro-Biro e sempre via o Sr. Vicente Mateus passeando por aquelas bandas. Ou seja, estava prestes a sucumbir à uma lavagem cerebral sem tamanho, afinal, eram muitos pontos a favor do time da Marginal.


Quando eu estava perto do meu Pai, me dizia São Paulina, mas quando via minha mãe torcendo sozinha, sem apoio nenhum para o seu time de coração, eu titubeava.
Eu precisava de um chacoalhão, algo que me fizesse decidir, de uma vez por todas, para qual time de futebol eu iria torcer. Afinal, era impossível não gostar de futebol dentro da minha casa.

A resposta veio. O ano era 1991, eu tinha oito anos de idade, o jogo da vez era Corinthians e Palmeiras (ou vice-versa). A famosa cusparada que o Neto deu no juíz José Aparecido foi o fato crucial que me fez decidir, de uma vez por todas, que Corinthiana eu não seria, jamais!
Eu era menina, mas aquele gesto me marcou muito, me envergonhou de verdade, e eu não sei explicar como aquilo me influenciou tanto. [Já contei o fato aqui e aqui).\

A partir daí, eu decidi ser Tricolor. Lembro da primeira camisa que ganhei. Era da época da IBF e o número era o 8, justamente no ano em que o São Paulo ganhou o seu terceiro campeonato brasileiro. Após isso, vieram as primeiras conquistas internacionais de maior importância: Libertadores da América e Mundial Interclubes. Eu vi tudo isso! E vi a cena se repetir em 2005. Muita alegria!

Vi ídolos passarem pelo Morumbi e marcarem a minha vida. Telê, Zetti, Raí, Muller, Cafú, Palhinha, Denílson, Dodô, Kaká, França, Amoroso, Luizão (o menino Luizão!), Aloízio, Mineiro, Toninho Cerezo, Josué, Leonardo, Luís Fabiano, Lugano, Muricy Ramalho, Rogério Ceni e muitos outros... Sem contar aqueles que não vi jogar, mas sei de histórias: Leônidas da Silva, Canhoteiro, Pedro Rocha, Serginho Chulapa, Forlán, Darío Pereyra, Careca, Silas, Chicão, Pita, Gerson, Poy...


Eu vi até goleiro fazer gol, tem noção? Meu goleiro-artilheiro tem quase CEM GOLS em sua carreira. Não é pra qualquer um!
Hoje, meu time de coração completa 75 anos de vida, de história, de muitas alegrias e algumas tristezas (poucas, mas que também fazem parte da trajetória). Um clube vitorioso, estruturado, com torcedores apaixonados e mal acostumados. Soberano em Campeonatos Brasileiros, em Libertadores e Mundiais. Colecionamos troféus e uma história muito bonita.

Fico aqui imaginando como será nossa camisa quando tivermos 100 anos de idade. Quantas estrelas a mais teremos em nosso manto sagrado? Quero estar viva para comemorar as conquistas futuras.
Por isso, tenho orgulho em bater no meu peito - que é vermelho, preto e branco - e dizer: EU NÃO NASCI TRICOLOR, EU ESCOLHI SER!!

Parabéns Meu São Paulo. Obrigada por tudo.
O dia em que tú não existir, eu não quero sorrir nunca mais.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Devolvam meu papel e minha caneta

Não tenho mais familiaridade com papel e caneta. Não sei mais segurar a dita cuja e nem escrever com letra bonita em um pedaço de papel. Isso me deixa muito triste.
Eu tinha uma letra tão linda, tão redondinha, mas agora ela virou isso aqui: um bando de caracteres que muda conforme a fonte.
Não tenho mais coordenação motora e mal consigo escrever em cima da linha nos cadernos. Logo eu que sou louca por cadernos novos e amo colecionar canetas coloridas. Logo eu que vivia fazendo diários, cadernos de músicas e escrevendo cartas para minhas amigas. Que decepção!
Parece que esse avanço tecnológico levou embora um pouco de mim, das minhas raízes, do meu passado.
Lembro da minha época escolar... dos meus cadernos encapados com papel pardo e etiquetados com aquele adesivo quadrado indicando a matéria correspondente ao caderno. Foi sempre assim, da minha 1º até a 4º série do ensino fundamental (que hoje nem deve mais ter esse nome).
Depois, no ginásio, eu comecei a escrever nos cadernos maiores, com espiral. A Tilibra fazia umas capas sensacionais, que era unânime na época, todo mundo tinha o mesmo tipo de caderno e com o mesmo desenho na capa.
Também lembro dos trabalhos que fazia à mão. Ia à biblioteca e pesquisava sobre o assunto. Copiava tudo que achava importante dos livros para as folhas de almaço e pronto, estava feito - o trabalho e o calo no dedo anelar da mão direita (sim, eu apoio a caneta no dedo anelar. Ou apoiava... já nem sei mais).
Hoje em dia eu nem tenho mais o calinho. Ele inchava, ficava vermelho e amassadinho no meio. Que saudade dele.
O que me resta atualmente são as tendinites de tanto teclar e passear com o mouse, para lá e para cá, o dia todo. Compartilho minhas letrinhas numa folha em branco virtual de Word e sem linhas, e mesmo assim, consigo escrever retinho.
Coisa de louco. Nunca pensei que as coisas seriam desse jeito. De qualquer forma, carrego em minha bolsa um estojo transparente repleto de canetas, lápis e apontador. E eles sempre me socorrem quando preciso.

Aliás, tenho uma caneta roxa, linda, com a ponta fina e que escreve meio molhado, sabe? Se fosse nos anos 90, eu faria um estrago com ela. Letra linda, desenhos, cores e etc...
Mas hoje eu só me restou isso aqui.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Muricy é TETRA!

Eu queria fazer um post muito foda pra falar de Muricy Ramalho. É isso que ele merece. Um texto muito foda que represente o quão foda ele é.

Tetra campeão brasileiro, ético, profissional, um vencedor. Merece todos os títulos que possui, todas as faixas que vestiu, todos os prêmios que ganhou. Pq ele é foda!
Ele consegue fazer um time meia boca se tornar campeão. Isso se chama competência!
Ele consegue dizer NÃO pra CBF e pro ladrão digníssimo RICARDO TEIXEIRA sem nenhum problema. Ele cumpre sua palavra e honra o contrato com o clube e o leva à conquista do Campeonato Brasileiro de 2010. Isso se chama ética!
Ele faz a alegria da torcida Tricolor [Paulista e Carioca] de uma só vez. Isso se chama admiração!
Ele sonha com o mestre Telê Santana no dia do título, como se fosse uma confirmação de que tudo daria certo. E deu!

Parabéns Mestre Muricy Ramalho. Merecedor de todas as honras e glórias que possui.
Eterno em nossos corações!

***

RIO - A conquista de seu quarto título de campeão brasileiro em cinco temporadas fez com que Muricy Ramalho se consagrasse como o maior vencedor da era dos pontos corridos. No Fluminense, neste domingo, ele fez questão de lembrar daquele que considera seu mentor, o falecido técnico Telê Santana. Empolgado e emocionado, contava um detalhe íntimo:

"Essa noite eu sonhei com o Telê, dei um abraço nele e ele estava feliz. Eu vi ele vivo, senti que estava vivo, foi demais, e ele estava feliz. E nós fomos campeões hoje", contou o técnico na entrevista coletiva no Estádio do Engenhão, após o 1 a 0 no Guarani.
Ele não faz comparativo, porém, com o estilo de jogo de sua equipe e do técnico. "Os times do Telê eram mais cadenciados, é diferente".


Festejado pelos jogadores com um banho dos jogadores na mesa onde concedia a entrevista - que fez os microfones falharem - Muricy negou arrependimento ou alívio por ter ficado no Flu e recusado o convite da CBF para dirigir a seleção brasileira. "Fiz a coisa consciente, mesmo se não desse certo. Minha palavra eu tenho de cumprir, foi o que meu pai ensinou. Jantei com o Mano Menezes e disse para ele que tudo vai dar certo lá", explicou.


O técnico negou ainda que tenha tido problemas com os jogadores do time tricolor nesta temporada. "Deco, Fred, Washington, Conca, tudo gente boa, não tem essa de problema aqui. Dei conselhos para o Fred, que precisava acalmar um pouco, ir na igreja, sair de foco, para reencontrar o melhor caminho. E deu tudo certo".


A nova conquista não faz com que ele pense em aposentadoria. "O que mais me incomoda é ficar longe da família. Mas faço meu trabalho aqui e agora só quero festejar", completou. Ele volta para São Paulo nesta semana - após a premiação da CBF, nesta segunda-feira no Rio, e descansa até o começo de janeiro, quando o Fluminense se reapresentará para a temporada 2011.


[Fonte: Estadão.com.br]

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O retorno da MARIPOSA!

Gente, vou contar uma coisa pro cêis. Lembram da MARIPOSA PRETA HORRENDA QUE INVADIU MINHA CASA NO ANO PASSADO? Pois bem, ELA SE INSTALOU EM MINHA RESIDÊNCIA NOVAMENTE!
O que está acontecendo? Alguém pode me explicar?

Fui fazer um xixizinho no quartinho do fundo e de repente ouço um barulho "FLOP FLOP FLOP" desgovernado e quando vejo, um SER ENORME, PRETO, VOADOR, BATENDO AS ASAS E FAZENDO UM BARULHO NOJENTO QUE ME NERVA SÓ DE DESCREVER.

O que me restou disso tudo foi ligar pro meu Pai e pedir pra ele jogar no bicho, na borboleta. E também tentei ligar pra Mazé pra deixá-la avisada que aquele bicho está no quartinho do fundo e pedir à ela, por favor, para MATÁ-LA! Sim, pq se eu depender do bunda do meu irmão, a MARIPOSA NOJENTA PODE TOMAR CONTA DA CASA PQ ELE NÃO FAZ PORRA NENHUMA!

E não me venham dizer que se trata de uma visita especial. VISITA ESPECIAL DE MARIPOSA PRETA ENORME É O MEU CU!