quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Diário de bordo

Odeio avião. Detesto.
A viagem já começa sinistramente quando você tem que informar um contato para caso de emergência. Pq hein?! Essa porra pode cair, é isso?
MERDA! Quando a gente viaja de carro, de trem ou de metrô não é necessario preencher coisa nenhuma desse tipo.

Depois me deparo com assentos flutuantes e máscaras de oxigênio. Peraí, essa porra pode cair e pode ser no meio do mar, inclusive, é isso? Me explica, gente!
Vocês acham mesmo que a galere vai flutuar em alto mar em cima daquele assento? Não me engana, vai.

E aquela asa gigante? E aquela turbina? Quanto pesa essa parada? Imagina o impacto se esse bichão cai no chão? Como isso levanta vôo?
Tudo isso se resume em uma só palavra: IMPOSSÍVEL!

O Sr. Santos Dummond é um caralho. Como me inventa um cassete desses assim, do nada? Pra quê?
Concordo com Vovó Ritinha Lee quando ela fala: "Eu não acredito em avião, é uma carroça voadora medieval: parafusos, reloginhos, máscaras d oxigênio, bóias, gasolina, trens de aterrisagem...". Eu também não, Rita. Eu não acredito, somente desconfio.

Mas, fazer o quê, né?! Tem que voar. Ou então, iria pra Fortaleza em um pau de arara e chegaria no Congresso três semanas depois. Não dá, obrigada!

***

A viagem foi sussa, tranquila. Algumas turbulências e tals, mas quem não estava sussa e nem tranquila era eu. No total, seis horas e 40 minutos on air, demais pra mim. Quase sete horas de músculos duros e tensos. Dentro da aeronave, um frio do cacete, mas minhas axilas vertiam suor. Mãos geladas, pernas trêmulas. Eu preciso passar por isso, Brasil? Preciso mesmo?

***

Na ida, meu companheiro do lado direito era humorista do Ceará. Seu nome artístico era PEPETA. Me passou seu msn e orkut. Tipo, parça, mlk doido mesmo. Fomos resenhando quase que o caminho todo (estou mudando meu vocabulário. Agora falo igual o Neymáscara e o Zé Love, jogadores do Santos FC).

Pepeta ria que se mijava do meu desespero. E eu puta. Falei: "Rapaz, não ria de meu desespero não, pu favô", com sotaque cearense pra causar mais familiaridade.

Do outro lado da poltrona (sim, estava no meio) estava um senhor de Sobral (uns 200km de Fortaleza) que percebeu meu desespero e disse: "Por mim, esse avião pode cair. Ele não é meu mesmo!". Tipo, né?! Ajudou pra cassete. Aí ele finalizou com um "fique tranquila, se cair, tú não sente nada. É fatal!". PRONTO!

***

Na volta, sentei na janelinha (yes, olhei tudinho!). A cadeira do meio estava vaga. Adorei pq pude pôr o pé na poltrona e tals. Na cadeira do corredor, uma senhorinha com um terço na mão veio rezando o rosário o caminho inteiro. Não sei se eu ria ou chorava. Fiquei até meio assim de rezar também e pedir proteção pra Deus pq né, a Tia já estava fazendo isso com tanto fervor que fiquei com medo de atrapalhá-la e confundir nosso Senhor Jesus com tantos pedidos de proteção.

***

Fortaleza continua linda. Ensolarada às seis da manhã e com aquele povo lesado mais lindo de todo o mundo. Como eu amo aquele lugar!

Pena que não deu pra aproveitar muito. Só trabalho e avião. Voltei com o cuduro!

E pra finalizar vos digo: Comi uma carne deliciosa (que não era a da Pedra, mas tudo bem) e tomei meu sorvete preferido: BROWNIE (e não Muffin como escrevi no post abaixo. Burra).

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