terça-feira, 14 de setembro de 2010

"500 Dias com Ela"

Assisti o filme "500 Dias com Ela" e achei sensacional a história, a trilha, os atores, a narrativa do filme e o desfecho. Quem nunca viveu a fase do Tom, de se apaixonar loucamente e sofrer com o fim de uma relação? E também quem nunca teve seus dias de Summer, de estar com alguém que não é ideal prá você?
Tom é louco por Summer, uma garota diferentona que curte Smiths, tem Ringo Star como seu Beatle preferido e ama a canção Octopus Garden (assumo, eu também adoro essa música). Eles começam a ter um teretetê mas a garota deixa claro logo de cara que não quer um compromisso sério. Mesmo assim, Tom se apaixona a cada vez mais.
Verdade seja dita: quem gosta quer estar junto, quer namorar e firmar compromisso, sim. Mas também tem o outro lado: de nada adianta sua sinceridade em dizer que não quer um compromisso ou um namorado pq quando a outra pessoa cria expectativas, só o fato de estar junto já faz com que o apaixonado da relação suba ao céu cada dia mais e mais.
É difícil viver os dois lados da coisa. Eu sei bem como é. A hora mais marcante do filme foi o diálogo que eles tem quase no final do filme. O casal se encontra por acaso em um jardim, ele ainda busca respostas que justifiquem o fim e ela, totalmente avessa à compromissos, aparece com uma aliança de casamento no dedo.

Eis o diálogo que me embrulhou o estômago:

Ele: Você nunca quis ser a namorada de ninguém e agora é a esposa de alguém...
Ela: Me surpreendeu também.
Ele: Acho que nunca vou entender. Quer dizer, não faz sentido.
Ela: Só aconteceu.
Ele: É, mas é isso que não entendo. O que só aconteceu?
Ela: Só acordei um dia e soube.
Ele: Soube o quê?
Ela: O que eu nunca tive certeza com você.

Cara, é isso. Não tem explicação, simplesmente acontece. A gente tem que ter a certeza, mas quando não tem, tchau. É triste, dói, mas é melhor tentar se curar do NÃO do que viver na ilusão do SIM, daquele sentimento horroroso de ter alguém pela metade.
É muito bom se curar de um NÃO, mesmo que demore anos. É muito bom ter a certeza de que não era pra ser e que, apesar de muito choro e sofrimento, a ferida sarou, você pode voltar a viver em paz, sorrir e dividir novas [e melhores] experiências ao lado de alguém que te quer por completa.

No filme, depois de ouvir a direta mais direta de sua vida, Tom insiste. Summer termina brilhantemente bem.

Ele: Sabe o que é uma droga? Perceber que tudo em que você acredita é mentira, é uma droga.
Ela: O que quer dizer?
Ele: Sabe, destino, almas gêmeas... Amor verdadeiro e todos aqueles contos infantis... Besteira, você estava certa, eu deveria ter escutado.
Ela: Não.
Ele: Sim, por que está sorrindo?
Ela: Tom... [...] Eu estava sentada numa doceria lendo Dorian Gray, um cara chega pra mim e me pergunta sobre o livro e agora ele é meu marido.
Ele: É, e daí?
Ela: E daí que... E se eu... tivesse ido ao cinema? Ou tivesse ido almoçar em outro lugar? E se tivesse chegado 10 minutos mais tarde? Era... era pra ser. E eu só ficava pensando... “Tom estava certo.”
Ele: Não...
Ela: Sim, eu pensei... Só não era sobre mim que você estava certo.

É, a vida [às vezes] dá dessas...

Um comentário:

  1. Oi Brancas, ainda não vi o filme, mas fiquei tentada a assistir, e adorei seu texto sobre os diálogos, muito bem colocado. bjs

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