terça-feira, 23 de março de 2010

Vem cá, te conheço?

Preciso confessar algo para vocês: eu adoro falar OI pras pessoas na rua.
Sério. Não é paranóia, nem TOC. Eu gosto mesmo, acho legal. Curto fazer amizades na fila da lotação, no restaurante, no banco.... Geralmente em filas. Sei lá pq, gosto de ser educada, gentil e simpática.
Mas tem um outro lado, bem diferente: eu não gosto de rever pessoas que já conheço e conversar com elas. Eu prefiro falar com gente nova, que nunca vi mais gorda do que puxar papo com quem já conheci, mas que não vejo há anos luz.
Sou estranha?

Tipo assim, quando o busão pára no ponto, eu subo, olho pro motorista e falo “Oi! Obrigada”. A mesma coisa pro cobrador, idem para o mocinho do restaurante, da lojinha, do estacionamento, da lotérica e etc... Acho legal essas amizades espontâneas e momentâneas. Rola simpatia.

Agora, o outro lado: toda vez que pego o busão sentido Metro Carrão, passo em frente a uma oficina mecânica. Certo dia, eis que sai de lá de dentro um dos funcionários e, detalhe, ele já estudou comigo (no ginásio e colegial). O menino era galãzinho na época da escola, baixinho, moreno, tímido, de óculos e gel no cabelo, um típico Clark Kent. O busão vira e mexe pára em frente à oficina e nessa hora, eu disfarço e me viro pro outro lado. Ai, eu não quero acenar e nem conversar com ele, desculpa!

Outro dia, estava na Barra Funda esperando o metro (perceberam que eu sempre encontro alguém quando estou a bordo de um transporte público?) e quando olhei para o outro lado da passarela, uma menina que estudou na minha sala na faculdade estava lá. Fiquei de boa, não acenei, não fiz nada. Confesso que fingi, me fiz de sem noção.
Ai, tenho preguiça de ficar comentando minha vida pra essas pessoas que nem são tão próximas a mim e que eu não vejo há séculos, sério. O papo é sempre o mesmo: com certeza ela não vai trabalhar na área que estudou (e eu sim), aí a pessoa vai dizer que casou, que tem filhos (e eu não), que só tem contato com fulano, cicrano e beltrano (que eu nem sei quem é) e o papo vai acabar. Aí, pra não ficar chato, a gente vai trocar telefones mesmo sabendo que nunca na vida vou ligar pra essa pessoa, nem que seja pra fazer... sei lá o que, meu!
Ai que porra, acho uma perda de tempo.
Por isso que eu gosto de falar com gente estranha. Um bate papo informal, sem comparativos e muito mais rentável. Eu doi um “Oi!”, a gente se conhece, troca umas idéias e acabou, tchau, nunca mais vou te ver!

Um comentário:

Senta o dedo aí!