terça-feira, 30 de março de 2010

Tem mais BBB

Hoje acaba a décima edição do Big Brother Brasil e um imenso vazio promete tomar conta da minha vida até janeiro de 2011. A verdade é que o BBB é a única coisa que me instiga na TV brasileira. Já sei, vocês vão falar: "Nossa, como uma jornalista como você pode se interessar por um reality show com pessoas sem conteúdo que não acrescenta em nada na sua vida?". Pode minha gente, pode muito! Eu gosto e acabou. Se querem saber o pq, eu já expliquei, é só ler novamente aqui!

Enfim, três participantes disputam hoje a chance de levar a bolada de R$ 1.500,000,00 (tenho tremeliques só de imaginar essa bufunfa em minhas mãos!) pra casa. Dois homens (que eu gosto) e uma mulher (que é uma tosca) podem mudar o rumo de suas vidas. Ou não! Depende da burrice de cada um. 
Eu, como gosto de tudo que é controverso, errado, do avesso e torço sempre pelo vilão, minha torcida é para o Marcelo Dourado. O cara já participou do BBB4 e foi eliminado no começo do jogo. É gaúcho dá o cu e fala tchê, lutador de jiu jitsu, tem o corpo cheio de tatuagens, prega que é macho pra caraleo, cospe, arrota, fuma sem parar, tem cara de mau e uma barriga tanquinho! Entrou nesta edição à contragosto de muita gente. Foi odiado por todos por estar lá pela segunda vez, foi tachado de falso, de mala, de briguento e a porra toda. Muitas vezes foi injustiçado mas deu a volta pro cima, passou por 5 paredões e hoje é um dos finalistas. Eu gosto dele por tudo isso e pq todo mundo odeia. Hohohohohoho! 
E meu, na boa, quanto mais você dá ibope pra uma pessoa que você diz ser insignificante, mais ela cresce! Se tivessem agido com indiferença com ele, talvez o cara já teria dado o fora. Mas não, só falaram dele (não importa se bem ou mau) e ele cresceu, ganhou destaque!
Agora resta saber se ele será contemplado. Eu tô torcendo!

***
Hoje eu fiz um teste pela internet para ver quem eu seria dentro do reality show. O resultado apontou que eu seria uma mistura de Diego Alemão, Dhomini (ambos vencedores do programa) e da louca porca da Cida (que tomava banho e escovava os dentes na banheira, com a mesma água em que raspava a perna). Achei engraçado. 

[Tenho certeza que avaliaram que pareço com a Cida pq no teste tinha uma pergunta assim: "O que você faz se, ao abrir um pacote de biscoito, um deles cai no chão?". E eu respondi que assoprava e comia pq o que me mata, não engorda!]

Para fazer o teste "Quem é você no BBB" basta acessar a página: www.veja.com/emprofundidade 

terça-feira, 23 de março de 2010

A gente gosta de brincar de circo...

Desde ontem à tarde a população aguarda ansiosa o final do julgamento do Casal Nardoni, acusado de matar a filha Isabella em 2008. O caso teve uma repercussão gigantesca e a condenação do casal é dada como certa.

Deixando a justiça de lado, estou aqui para comentar o CIRCO que se instalou na porta do Fórum de Santana. Pessoas de todas as partes do Brasil estão de plantão aguardando novidades e fazendo protestos na frente do Fórum. Faixas, camisetas com o rosto da menina, gritos eufóricos e tumulto fazem da rua Engenheiro Caetano Álvares um inferno.
Tem gente de tudo quanto é tipo. Ontem, assisti o SPTV – primeira edição – e vi alguns casos curiosos. Por exemplo, uma ajudante de limpeza pediu dispensa do trabalho por uma semana pra acompanhar o julgamento de perto. A patroa permitiu e ela estava lá, apoiando a família [E eu me pergunto: Então, né? Quem é essa patroa? Merece uns tapas...]
Outra jovem estava lá com a filha de quatro meses e passou a tarde inteira em frente ao Fórum com a neném debaixo do maior sol para prestar solidariedade. Deu entrevista dizendo que deu à filha o mesmo nome da vítima e que se sensibilizou com o caso, já que sua cria tem quase a mesma idade da menina Isabella. [São apenas cinco anos de diferença, pouca coisa mesmo, faz sentido!]
Fora isso, apareceu um cu de burro senhor que aproveitou o gancho da imprensa e decidiu protestar sobre as águas sujas do rio Tiete. Ontem foi o Dia da Água e o senhor estava lá segurando uma faixa gigante de protesto e uma vara de pescar com um peixe no anzol. [Meu Pai Amado, qual a necessidade? Tem que ser no Brasil!]

Sem contar os repórteres de plantão, todo acontecimento ganha uma proporção gigantesca. Ontem a mãe da menina assassinada chorou ao relatar como foi o momento em que encontrou a filha, depois da mesma ser arremessada do sexto andar do prédio. Nesse instante, uma das juradas também chorou comovida. O repórter, ao relatar o fato [com voz dramática] frisou algo assim: “Neste momento, o júri se inclinou e uma lágrima caiu do rosto de uma das juradas” [neste momento, o jornalista passa a mão em cima de um dos olhos imitando o ato que a jurada fez].

Sei que o caso é delicado e mexe com as pessoas. Eu também estou sensibilizada e espero que o casal seja condenado com a punição máxima, mas péra lá, não preciso fazer acampamento em frente ao fórum para ser solidária, né?! Não vou ficar berrando e deixar meu filho pequeno arder no mármore do inferno embaixo do maior solzão pra ser uma pessoa melhor.
Minha gente, vamos trabalhar! Sua caixinha de correspondência vai estar cheia de contas pra pagar no final do mês do mesmo jeito, seja lá qual for a sentença do casal!
Eu entendo a comoção das pessoas mas tem coisas que são desnecessárias, né?! Sem contar que esse julgamento pode se arrastar por dias e você, que veio de Itapipoca para dar apoio vai dormir onde? E comer, tomar banho, fazer coco, como faz? E a sua família? Fica como?

Bom, pra descontrair, coloquei esse vídeo aqui. Além de assassinarem a pobre menina, o casal Nardoni assassinou o português.
Veja a entrevista que eles deram ao Fantástico no ano do crime com comentários de Rafinha Bastos e Marcelo Mansfield! Com certeza, deveriam estar presos... na quarta série do primário!!

Vem cá, te conheço?

Preciso confessar algo para vocês: eu adoro falar OI pras pessoas na rua.
Sério. Não é paranóia, nem TOC. Eu gosto mesmo, acho legal. Curto fazer amizades na fila da lotação, no restaurante, no banco.... Geralmente em filas. Sei lá pq, gosto de ser educada, gentil e simpática.
Mas tem um outro lado, bem diferente: eu não gosto de rever pessoas que já conheço e conversar com elas. Eu prefiro falar com gente nova, que nunca vi mais gorda do que puxar papo com quem já conheci, mas que não vejo há anos luz.
Sou estranha?

Tipo assim, quando o busão pára no ponto, eu subo, olho pro motorista e falo “Oi! Obrigada”. A mesma coisa pro cobrador, idem para o mocinho do restaurante, da lojinha, do estacionamento, da lotérica e etc... Acho legal essas amizades espontâneas e momentâneas. Rola simpatia.

Agora, o outro lado: toda vez que pego o busão sentido Metro Carrão, passo em frente a uma oficina mecânica. Certo dia, eis que sai de lá de dentro um dos funcionários e, detalhe, ele já estudou comigo (no ginásio e colegial). O menino era galãzinho na época da escola, baixinho, moreno, tímido, de óculos e gel no cabelo, um típico Clark Kent. O busão vira e mexe pára em frente à oficina e nessa hora, eu disfarço e me viro pro outro lado. Ai, eu não quero acenar e nem conversar com ele, desculpa!

Outro dia, estava na Barra Funda esperando o metro (perceberam que eu sempre encontro alguém quando estou a bordo de um transporte público?) e quando olhei para o outro lado da passarela, uma menina que estudou na minha sala na faculdade estava lá. Fiquei de boa, não acenei, não fiz nada. Confesso que fingi, me fiz de sem noção.
Ai, tenho preguiça de ficar comentando minha vida pra essas pessoas que nem são tão próximas a mim e que eu não vejo há séculos, sério. O papo é sempre o mesmo: com certeza ela não vai trabalhar na área que estudou (e eu sim), aí a pessoa vai dizer que casou, que tem filhos (e eu não), que só tem contato com fulano, cicrano e beltrano (que eu nem sei quem é) e o papo vai acabar. Aí, pra não ficar chato, a gente vai trocar telefones mesmo sabendo que nunca na vida vou ligar pra essa pessoa, nem que seja pra fazer... sei lá o que, meu!
Ai que porra, acho uma perda de tempo.
Por isso que eu gosto de falar com gente estranha. Um bate papo informal, sem comparativos e muito mais rentável. Eu doi um “Oi!”, a gente se conhece, troca umas idéias e acabou, tchau, nunca mais vou te ver!

domingo, 21 de março de 2010

Perdão Solange!

Pra quê você acorda às 8h da manhã pra ir na manicure, fazer o pé, tirar os cantinhos, cortar, lixar, pintar e etc, se quando você vê uma bola de futebol você já quer logo meter o dedão e dar um sarrafo?

Pra quê, Brasil?

Sol, desculpa. Minhas unhas estavam lindas e tudo durou apenas umas 6 horas. Eu joguei gol a gol com o meu namorado e lasquei o esmalte Paris que você usou e, de quebra, quebrei minha unha do pé na carne.

Fiz merda e fiquei mal!!

DOMINGUEIRA!

Ai, como é bom dirigir!
Como é bom guiar pra você mesma, sem pressa, sem culpa, sem pedir. Como é bom!
Eu acordo até feliz às 8h da manhã para ir à manicure sabendo que eu não vou precisar atravessar o metrô Carrão e esperar o Jardim Imperador lá no terminal para estar depois de uns 7 minutos em casa. Como é bom.
O único trabalho é o de ir até o estacionamento (na rua de cima) para pegar o meu Possível. depois Nêgo, "chora, me liga", "nem me viu, já sumi na neblina"
Sou eu quem me levo na manicure e na depilação. Sou eu que escolho a trilha sonora e abro os vidros pra sentir a brisa nos meus cabelos. Como é bom!
Ontem eu dormi na casa do namorado e depois ele pegou a motoca dele, foi trabalhar e eu peguei meu carro e fui pra minha casa. Ele não precisou sair da sua rota só pra me deixar em casa. Como é bom!
À tarde, fui ao supermercado fazer compras pra casa. So-zi-nha! Munida de listinha e cartão Visa do meu irmão (sim, pq aqui em casa é assim: ele entra com o dinheiro e eu com o trabalho escravo). Uma belezinha! Parei o carro certinho na vaga, dei ré, primeira, subi a ladeirinha e pisei. Depois eu descarreguei as compras e fiz meu almocinho às 16h.
Depois de comer me deu um faniquito e fui dar um rolê pelo Tatuapé Querido. Decidi passar na casa da Toiça (minha amiga de infância) lá na antiga rua em que morei. Fui pra lá, sem avisar e sem saber se ela estaria ou não.
Cheguei e ela estava trancada no quarto. Quando eu abri a porta ela me olhou com uma cara de "Graças à Deus você chegou!", me abraçou e desembestou a chorar. Disse que queria muito me ver, conversar, que ia até me ligar. Eu me senti a melhor das criaturas por estar ali, no momento certo, na hora em que ela mais precisou. Conversamos , rimos, eu aconselhei, ela desabafou e foi ótimo.
Depois da missão cumprida, peguei meu carro e fui pra casa. Mas antes, fui tomada por um sentimento típico Portofelicense: quis dar uma volta na praça! Aí fui pela Romero, olhando tudo ao redor, a noite caindo...
E mais uma semana terminou e eu vos digo: Ai como é bom dirigir!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Trauma de infância, teu nome é ODAIR!

Quinta-feira passada o telefone tocou logo cedo em casa:

- Alô, é da casa do Rodrigo?
- É sim, quem quer falar com ele?
- É a Roberta, irmã dele que está falando?
- Sim, sou eu. E aí, quem fala?
- Oi Roberta, é o Odair da farmácia.
- Ooooooooooooi Odair, puxa vida, quanto tempo! Você está bem? Em qual farmácia está trabalhando agora?
- Eu estou bem, sim. Ah Roberta, eu parei, me aposentei. Larguei a farmácia pq to velho já!

Um filme passou na minha cabeça. Um filme de todas as vezes que tive gripe, febre e garganta inflamada quando criança. O lema era: “Se você ficar doente, vou te levar no Odair para tomar injeção!”. Acho que é daí que vem todo o meu pavor de injeção, médico, agulhas e afins.

O Odair era o farmacêutico da família. Cuidou da minha avó materna, da minha mãe, meu pai, meu irmão e de mim. Quando o sorvete fechava a garganta da criança aqui, era batata: ODAIR NA VEIA!
Minha mãe falava que ele tinha a mão leve, ótima para aplicar injeção. Aham, vai vendo: o Odair devia medir quase dois metros de altura e pesar mais de 100 kgs. É um baita de um Negão com uma lapa de braço absurda, enfim, jamais teria uma mão leve para aplicar a doída bezetacil no meu bumbum magro e branco. Mas fazer o que, era ele mesmo que aplicava. E eu, como sempre, PATIFE!
Já dei muito escândalo na hora de levar a picada. A minha pressão sempre caia, me dava uma tontura, um mal estar sem fim. O pobre do Odair já estava até acostumado com os meus chiliques. O bom foi que, depois de adulta, ninguém mais pode me obrigar a tomar a injeção. Sempre optei pelos 20 dias de antibiótico do que sair de lá exalando menta, canfora e afins.

Bom, mas eu escrevi tudo isso pra dizer que mesmo o Odair sendo um cara grandão, negrão e com cara de bravo, eu gostava muito dele. E ainda gosto pq o cara apenas se aposentou, né?! E confesso que vou sentir falta de correr pra ele (mesmo cagando de medo) pra dizer que estou mal, com febre, com rinite e tudo mais. Até quando levei ponto no supercílio o Odair ajudou a cuidar. Coisa linda de meu Deus, viu?!
Mas só de lembrar dele preparando a ampola pra me aplicar uma injeção,“minhas vista” já embranquecem!

- “Sem injeção, 'Dair'! Me dá um Vibral e um Bactrim que eu saro rapidinho!”

quinta-feira, 11 de março de 2010

Prazer, Possível!

Sempre quis ter uma foto assim. Agora é possível!




















Assim que tirei os óculos para posar para a foto, meu pai soltou:

- É igualzinha a mãe! Ela também tirava os óculos para tirar fotos.

Meu peito se encheu de alegria! Ela bem que poderia estar ali ao lado, no banco do passageiro!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia das Marias!

Que felicidade, hoje é Dia Internacional da Mulher. E?
Bom para as floriculturas, pras doceiras e motéis, né, gente?!

Acho tão, tão, tão sem nexo esse dias, mas vá lá.
Talvez pq meu lado mulher seja totalmente masculino. Eu bebo cerveja, gosto de futebol e queria ter um pênis. Isso não é segredo pra ninguém. Portanto, não vejo motivos para comemorar minhas regras mensais, muito menos um possível parto e mamografias dolorosas ao longo da vida.

Fazer o que se até o Serginho do BBB é mais mina que eu?! So sorry!

Beijos para todas as minas cor de rosa desse planeta que batem no peito, se assumem e se amam mesmo assim, mijando sentadas e pegando bactérias nessas privadas mundanas.

terça-feira, 2 de março de 2010

UMA PLUMA!

Ontem foi um caos. Eu me IRRITEI muito com o transito e com a chuva que foderam São Paulo. Estava indo para o trabalho a 20km/h. Só gastei PASSE de ônibus e PACIENCIA. Conclusão: voltei pra minha casa, óbvio!
Home-office minha vida é você! Que delícia resolver B.O do Restaurant Week lá de casa. Tudo de bom!
Almocei comidinha fresquinha, comi gelatina em frente ao computador e pronto. Tudo tranquilinho!

Tirei uma soneca gostosa à tarde. Liguei a TV na novela Alma Gêmea e cai num soninho de apenas 20 minutos. Leve, gostoso, no sofá da sala com edredom. Quando acordei, parecia que eu tinha me renovado.
Depois à tarde, dei uma passada no estacionamento para ver meu carro. Que lindo! Tá um pouquinho sujo por causa da chuva, mas continua lindão. Agora já temos um seguro pro meu Possível. Hoje pago a primeira parcela com dor no coração, mas feliz!

Comprei pão, leite e a tarde fiz um lanchinho de mortadela e queijo prato na chapa. Delícia essa tarde em casa!
Voltei a trabalhar mais um pouco. Às 20hs desliguei o computador. Desci para assistir o Jornal Nacional e.... dormi! O mesmo soninho leve de 20 minutos. Parecia que eu já tinha perdido o BBB, mas a novela estava na metade ainda.

Foi tão bom! Acho que me livrei daquela agonia, daquela ansiedade e daquele encosto da Fada Sininho que estava me detonando. Estou leve, tranqüila, em paz e com um carro na garagem!