sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

MAIS QUE POSSÍVEL

Eu me lembro até hoje…
Em dezembro, quando meu irmão fez 18 anos, eu tinha apenas 10. O ano era 1992 e no dia em que decidiram dar uma mega festa em casa para comemorar a maioridade do maninho, o São Paulo foi campeão brasileiro em cima da Porcada. O Rodrigo chegou rouco e feliz do estádio do Morumbi. Ainda temos o VHS dessa festa em casa e, se o vídeo cassete ainda funcionasse, acho que assistiria essa momento pelo menos uma vez por semana.
Meu irmão nem imaginava o que estava por vir. A festa estava repleta de parentes, amigos da faculdade, vizinhos e amigos de estádio. Em um certo momento da noite, todos nós nos dirigimos para a garagem e ficamos lá, a espera do aniversariante que iria ganhar um presente único e mais que especial. Ele foi levado para a garagem com os olhos tapados, estava meio ressabiado achando que iria levar ovada da galera, mas, na verdade, um CARRO estava lá, embrulhado pra presente (sim, com fita e um laço em cima do capô do carro) e com o pisca alerta ligado.
Sem desconfiar, meu irmão foi contemplado com um carro: Uma Marajó, sei lá qual era ano – só sei que não era nova, não! Ela era marrom, tinha “chiqueirinho” e, assim que a viu na garagem, o Rodrigo abriu um imenso sorriso de alegria. Meu pai ficou emocionado e chorou (pra variar) ao dar esse presente a ele, minha mãe estava cheia de satisfação e felicidade no olhar e eu, uma pirralha, mesmo sem entender o valor real daquilo, estava achando o máximo e queria mesmo era dar uma volta no quarteirão com o Rodrigo dirigindo a Marajó. Com certeza, essa foi uma festa inesquecível. O bolo tinha o símbolo do Tricolor e, assim como ganhou um baita presente do seu time de futebol, o Rodrigo tinha recebido em casa mais um prêmio: seu primeiro carro e sua maioridade!

Muita coisa mudou nos anos seguintes. Meu pai passou a dirigir a Marajó enquanto meu irmão pagava de gato na faculdade usando um golzinho azul do ano. Nem lembro se nessa época a minha mãe ainda tinha a Brasília vermelha que era o xodó da vida dela. Essa Brasília tem história! O carro era cinza e foi roubado na porta de casa na Rua São Jorge (provavelmente por um CUrintiano, óbvio!). Uma semana depois, o carro foi devolvido no mesmo lugar só que com o chassi alterado e pintado de vermelho. Loucura, não?!
A Brasília era véia e caia aos pedaços, mas a minha mãe a usava mesmo assim, para trabalhar e para sair, sem vergonha nenhuma. Quando chovia o carro alagava e fazia um barulho da porra quando andava. No vidro traseiro, um adesivo de dois porquinhos “fazendo amor” dava o charme final ao automóvel. Bizarrice pura!

Minha mãe sempre dirigiu. E dirigia muito bem! Já guiou até caminhão de leite na madrugada, ajudando o meu pai no trabalho. Ela causava, xingava todo mundo no trânsito (homem de corno e mulher de bruaca) e metia a mão na buzina sem nenhuma dó. Uma pessoa bem light no trânsito, como vocês podem perceber, porém nunca bateu um carro na vida.
Já o meu pai teve inúmeros carros, muitos mesmo: Kadett, Apolo, Galax, Chevette, Uno, Gol, Tipo, Elba, S10 e por aí vai... Ele também dirige bem apesar de ser folgado, correr, ultrapassar e fazer muita traquinagem no trânsito. Meu pai já bateu o carro diversas vezes (nada grave, graças a Deus) e ainda bate, lasca e raspa seus veículos até hoje.

Eu logo que fiz 17 anos não via a hora de ser maior de idade. Queria entrar na balada sem ser barrada e, logo, queria tirar minha habilitação. Mas nem tudo são flores na vida de Joseph Climber Roberta Cardoso.
Quando completei 18 anos, eu nada ganhei. Pelo contrário, eu perdi! Quase três meses depois do meu aniversário de 18 anos eu perdi a pessoa mais importante da minha vida, aquela que eu nunca imaginei que pudesse partir um dia sem me ver formada, casada, com filhos e... guiando!
Meus 18 anos foram árduos e repleto de descobertas. Faculdade, viagens, paqueras, saudade, tensão, estudos, primeiro emprego e etc... Com certeza, 2001 foi um ano louco, triste e alegre ao mesmo tempo. Foi um ano de amadurecimento e onde a união brotou mais forte entre nós três lá de casa.
Com 20 anos eu decidi tirar a tão sonhada carta de motorista. Foi caro, burocrático, chato, cansativo e demorado (como o processo em si é para todo mundo). Fiz aquela bosta maravilha de cursinho e as 15 aulas obrigatórias para enfim ter meu porte de arma minha habilitação. No dia da prova eu tremia. Não fiz a balisa, o carro morreu, não dei todas as setas e não parei no PARE (mas nessa hora eu já estava reprovada). Conclusão: FUI REPROVADA!
Na segunda tentativa foi tudo mais fácil. “Quem quer rir, tem que fazer rir” e foi assim, pagando, que eu fui aprovada pelo DETRAN. Me senti uma brasileira nata!

E aí, carta na mão, mas... cadê o carro???
Bom, o carro não veio. O que veio foi trabalho, metro, busão, caminhadas e caronas por muitos e muitos anos.
Mas, como “Deus ajuda quem cedo madruga” (e no meu caso me ajudou mesmo entrando às 10h no trabalho), eu logo tratei de poupar. Juntei uma graninha aqui, ali, pq não agüentava mais pedir carona para ir pro metrô, pra depilação e pro Valdir (meu cabelereiro, gente!).
Demorou, mas a minha hora chegou. E ela veio da forma que eu mais adoro: INESPERADAMENTE. Nem garagem eu tinha para estacionar meu carro, hoje em dia eu conto com mais de 20 vagas para escolher em um estacionamento na rua de cima de casa cujo dono é o meu irmão. Serei a única mensalista VIP, FREE, TUDO DOMINADO daquele lugar! Antes, eu tinha apenas uma renda, de apenas um emprego, hoje em dia eu tenho mais. Antes eu tinha um All Star, alguns sapatinhos de salto, duas panturrilhas cansadas e um bigode suado. Daqui pra frente, eu tenho um freio, uma embreagem e um acelerador para me levar em qualquer canto dessa cidade! Não é genial isso?

Acho que a ficha ainda não caiu, sabe?! Eu realizei uma meta, um sonho, algo que eu investi para ter. Sinto um monte de coisa ao mesmo tempo: ansiedade, felicidade, preocupação, vontade de chorar e etc...
Nada disso seria concretizado se eu não contasse com a ajuda do meu pai, que sempre me incentivou a fazer uma poupança e juntar minha graninha. Suas sábias palavras foram fundamentais. Uma delas, a clássica é “Compra o carro filha, se você não conseguir pagar, você vende!”. Porra Dom, o intuito não é bem esse, mas tudo bem, vai. Vindo do meu pai, só pode ser coisa boa (???).
A ajuda do meu irmão eu diria que foi crucial. Com relação a tudo. Apoio moral, apoio financeiro parcelado em diversas vezes a perder de vista e também apoio emocional e motivacional. Sem ele, tudo seria mais demorado.
Eu já aprendi como vê o óleo e onde vai a água, de modos que eu manjo tudo de carros agora, tão me entendendo?!

Passei essa semana inteira louca de vontade de gritar essa realização para os quatro cantos do mundo, mas me segurei um pouco. Passei a semana também pensando nos acessórios do meu carro: chaveiro, enfeite de retrovisor, lixinho personalizado e etc... Pensei nos meus CDs que posso ouvir enquanto dirijo, na primeira música que irei escutar dentro do meu possante e no cheirinho que ele pode ter. Acho que vou borrifar um pouco de Vitoria’s Secrets lá dentro, o que vocês acham?
Pensei também em como vai ser minha vida daqui pra frente, nas minhas responsabilidades, no meu crescimento e em quando eu vou poder trocá-lo por um mais novinho, hehehe!
Ah, e tem uma coisa que eu também pensei - juro, pensei tanto em diversas coisas que ontem eu surtei em casa. Surtei mesmo! Uma agonia, um choro descompassado, uma vontade de desabafar, sei lá. Se não fosse a Rô me dar um apoio, eu não sei o que poderia acontecer. De verdade! – bom, mas voltando... uma coisa que eu pensei e que já decidi foi o nome do meu carro. POSSÍVEL!
Nada mais justo! Este foi um sonho que foi possível alcançar. A mais verdadeira prova que é possível realizar tudo aquilo que acreeditamos e lutamos com toda força de vontade e perseverança.

Thanks God!

E obrigado a todos os envolvidos que se preocuparam comigo em dias de trânsito caótico, de enchentes e greves da CPTM.
Novos caminhos se abrem e, se não for pedir muito, alguém aí pode me ensinar como faz pra chegar na Zona Sul??

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

INESPERANDO

Tenho trabalhado tanto que às vezes passo mal. Sinto dor de cabeça, meus olhos se cansam, uma canseira toma conta de mim a ponto de não conseguir fazer a aula de natação. E isso é apenas o que eu tenho. Mas eu quero mais. Eu estou indo em busca de algo mais. E eu quero (E VOU) conquistar. 

Lembram daquele lance sobre o inesperado??
Pois é, ele volta a bater na minha porta, volta a rondar a minha casa, minha mente, meu coração, meus músculos, minhas juntas e etc... Que máximo isso!

Adoro INESPERAR por algo!

Vou falar o quê???

Enquanto isso, emplacando o Chef…

- Oi jornalista, tudo bem? É a Roberta, que trabalha pro Chef.

- Ah, oi! Tudo certo para as fotos de hoje?

- Então, aconteceu um problema. Como choveu muito forte nesta madrugada, o espaço que vocês iriam fotografar está cheio de água. Alagou o quintal e entrou bastante água na cozinha gourmet e no fogão a lenha. Inclusive, as lenhas estão todas molhadas, não tem como acender o fogo. Podemos remarcar estas fotos para amanhã?

- Puxa, jura? Preciso muito fazer essa foto. Não tem como mesmo?

- Não pq o lugar é aberto e foi alagado.

- Mas não tem como puxar essa água?

- Sim, a água tá escoando, mas esta sujo, com terra

- E na cozinha normal, não tem como fazer?

- Bom, mas aí foge da proposta da entrevista. Vocês querem mostrar o espaço preferido do Chef e o lugar escolhido foi a cozinha gourmet que ele tem no quintal

- Ai, mas eu só preciso fazer uma fotinho dele, parado ao lado do fogão a lenha aceso

- Mas querida, você não tá entendendo que entrou água nesse espaço e a madeira da lenha está completamente molhada, não tem como acender o fogo.

- E não tem como o Chef ir comprar mais lenha?


Peraí, peraí, peraí. Vocês leram isso?
Como assim?????
Imaginem a cena: “Oi Chef, tem como você ir em um bosque mercadinho mais próximo da sua casa e comprar mais LENHA pra acender o fogo para que a mocinha da revista possa tirar a foto?”

Ah meu, vai pra PQP, né?! Tem mina que não tem a menooooooooor noção. De nada!

Contei essa história pro Chef e ele só me respondeu que se eu falasse um negócio desse, ele iria cortar todo o meu cu corpo em pedacinhos pra fazer graveto e acender a fogueira da casa dele pro fotografo fazer um clique!

Sifudê, meu!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Meus Carnavais Inesquecíveis

Tá, eu sei que já acabou e que passou da hora de fazer um post sobre o CARNAVAL, mas como o blog é meu e quem manda nessa porra também sou eu, vocês vão ter que me engolir e ler o meu relato sobre a "Festa da Carne".


O que eu quero falar é que sempre curti Carnaval. Quando pequenininha ia nos bailinhos de Carnaval lá no CUrintia (sim, eu era sócia do clube e morei na Rua São Jorge! Perdão meu São Paulo!) e me esbaldava no confete e na serpentina.

Também já viajei para a praia com meus pais nesta data e ficava até altas horas acompanhando todos os desfiles pela TV com meu pai. Era a maior diversão pra minha idade!

Depois, na adolescência, meus carnavais se resumiam em duas palavras: Porto Feliz.
Eu desfilava nos blocos da cidade, acompanhava o Carnaval de rua e à noite ia para o Tênis Clube me acabar até às 6h da manhã. De lá, seguíamos direto para a Padaria São João tomar um belo café da manhã antes de dormir até as 15h.

Sinceramente, nada me empolgava mais nessa vida do que as noites de Carnaval em Porto Feliz ao lado das minhas primas e amigas. Eu levava umas três semanas planejando as roupas que iria usar no baile, comprava as camisetas dos blocos que desfilaria e ficava esperando ansiosa para pular a noite toda.

Todo ano a nossa turma, umas 15 meninas no total, fazíamos uma camiseta nos representando. Nosso meigo grupo de mulheres se chamava NOIS É NOIS E O RESTO É BOSTA, bem fino, né?! No primeiro ano estampamos esta frase na íntegra em nossas camisetas e todo o resto do baile (que não faziam parte do "NOIS") se sentiu ofendido e ouvimos poucas e boas dos meus tios e pais de algumas das integrantes. E foi pensando nisso que a cada ano a frase da camiseta era diferente. O "NOIS É NOIS" era fixo, mas a segunda parte era mudada. Em ano de Copa, a frase ficou "NOIS É NOIS E NÃO DESISTO NUNCA!". Super original, falaê? Enfim, a camiseta era a mais vagabunda possível (no primeiro ano, a frase foi pintada a mão, com tinta para tecido), mas era uma diversão usá-la.

Fora isso, os blocos eram sensacionais. Saíamos na CIRROSE que tinha um trio elétrico com breja a vontade durante todo o percurso da avenida. Também fazíamos parte do NOSTRAVAMOS, um bloco mais humilde, mais original, com bateria e mestre de bateria (ó só!). A bebida era servida para todos e estava ao nosso dispor dentro de um carrinho de supermercado que circulava pra cima e para baixo. A coisa mais gostosa da vida.



No Tênis Clube, a gente zuava demais. Rolava de tudo: montinho, pega-pega dentro do salão, confete dentro da calcinha, pegação, paredão e início de tumulto (sim, sempre tinha um auê pra animar a noite, claro).

Lembro que no Carnaval de 2003 eu namorava, mas disse pro meu mino na época que queria passar o Carnaval sozinha e em Porto Feliz. Quê isso, minha gente?!?! Como eu pude ser assim?!?! E fui mesmo. O carinha foi a contra gosto pra Ouro Preto, na maior putaria do Brasil, querendo me fuzilar por conta da minha decisão. E eu acho que foi aí que eu perdi o namorado... Mas foda-se, a verdade é que eu queria aproveitar esses dias livremente (juro que não trai o moço, não sei pq, mas não trai), beber em paz, zuar com as amigas e só. Fizemos tudo isso e mais um pouco. Alugamos uma chácara com piscina e churrasqueira e ficamos lá, os cinco dias com umas 20 pessoas na casa. SÓ MULHER. Era proibida a entrada de homens. Olha que bando de tapada. A gente só queria a gente mesmo e assim foi. Inesquecível!!

Depois da chácara, a gente mudava de endereço a cada ano. Casa de tios que foram viajar, tios que morreram, casa de amigas e etc... O que mais importava era estarmos todas juntas pra fazer folia.


Enfim, meus Carnavais em Porto Feliz foram marcantes. Acho que nunca vou esquecer essa passagem da minha juventude. Foi tudo tão bom, tão itenso e eu sinto saudade disso. Sinto saudade de amar o Carnaval como amava naquela época. Sim, pq hoje em dia é tudo diferente. Mais tranquilo, menos eufórico, mais contido.


Fora Porto Feliz, estive em lugares bacanas em outros Carnavais. Em 2007 fui para a Salvador. Realizei um sonho, ou melhor, ganhei este sonho de presente da Claudia. Passei os cinco dias no camarote do Terra, acompanhando todos os trios do circuito Barra-Ondina, fiquei no melhor hotel da Bahia, comi, bebi, fiz trancinhas no cabelo e, de quebra, subi em cima do trio da Banda Eva e fui atrás do Chicletão sem gastar um real sequer. Fala sério, foi demais. Conheci pessoas super legais e aproveitei tudo que podia. Sem palavras.

Ano passado curti o Rio de Janeiro e até participei do Carnaval de rua no bloco "Simpatia É Quase Amor" com a família Miranda. Foi muito gostoso também. Aproveitamos a praia, passeamos e nos divertimos.

Este ano, fui para a praia com o namorado. Fui de moto, menstruada e sem meus óculos de grau (e nem minhas lentes de contato). Muita tragédia, né?!
Mas foi tudo maravilhoso. Uma viagem só minha e dele, só nós dois e nossos passeios. Sem TV, sem rádio, sem estacionamento e sem ventilador.
Um Carnaval sem tanta paixão ou preparação para a data, mas um Carnaval pra ficar marcado, assim como todos os outros...

Obs:. Vale o registro, para quem quiser curtir um pouquinho da minha turminha de Porto feliz, nós tínhamos um blog na internet. Quer dizer, ele ainda existe apesar de estar morto desde 2007. Que saudades que dá! http://www.flogao.com.br/galerinhapfz/foto/114/112473617

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Nem de japonês eu gosto!

Ah, eu preciso contar aqui no sábado eu fui com uns amigos jantar - ops, quer dizer, fui acompanhá-los - em um restaurante japonês. Foi ótimo pela companhia, bate papo e tal, mas ninguém merece sair em pleno sábado à noite para um lugar onde você não come absolutamente nada e passa umas duas horas olhando as pessoas degustarem seu prato predileto ao som de muitos "huuuummms", "que delícia", "quero mais um desse" e etc na sua orelha. NÃO É LEGAL!
Cara, não adianta, eu não como peixe e não gosto de comida japonesa. Ponto final. Pouco importa se eu já comi, se eu já experimentei, se não estou acostumada com o gosto ou o que for, eu não moro no Japão e não vou comer esse bando de animal aquático. (Tá, eu moro no Brasil, mas nem por isso eu como feijoada pq eu também não curto feijão pq tem gosto de prego, eca!).
Enfim, os nêgo se esbaldaram com os palitinhos e eu voltei pra casa com um suco de maracujá na barriga.
Amigos, irmão e namorado, não quero mais brincar assim, tá?! Não sei o que me deu na puta da cabeça pra aceitar um convite desses, putaquel.

Mas a pergunta que fica é: E aí, quem vai me acompanhar numa churrascaria pra eu sair de lá rolando de tanto encher o rabo de carne só pra compensar esse momento "sem janta" que eu passei?! Hein?! Pq só sim, eu vou ver vantagem!

Bem que poderia ser...

Bem que o Bruno Folli poderia ser ginecologista, né?! Ah gente, eu ia gostar!
Ia fazer o tal do Papanicolau (que nome lazarento!) dentro do prazo certinho, não ia precisar marcar a consulta e nem esperar numa salinha até chamarem a minha senha.
Se o Bruno Folli ginecologista fosse, ia me examinar na nossa cama, com tranquilidade, sem eu nem precisar em me preocupar com depilação (hahahahahaha, essa foi podre!). Eu ia mesmo relaxar e nem ia me custar nada!
Sabe, eu adoro meu gineco, mas o cara é mais concorrido que o bolo de aniversário de São Paulo no dia 25 de janeiro. Porra, isso me deixa puta! Eu gasto mais tempo marcando a parada e esperando ser chamada do que com ele lá dentro da salinha, me apalpando e fazendo perguntas cretininhas. É foda, viu?!

Olha aí, a minha amiga Fernanda que é feliz, viu?! Casou com um cara desses aí. Puta merda...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

É o que tem pra hoje

Sábado. Estava eu chegando no Shopping Eldorado com meu namorado quando pego meu celular e vejo que tenho uma mensagem de voz. Ligo pra Caixa Postal e vem o recado do meu irmão:

- Nina, são 15h, me liga assim que pegar esse recado pq eu preciso falar com você URGENTE.

Pera lá, o que será que aconteceu?! Ligo na mesma hora e atende o bonitão.

- Oi Rô, o que foi que aconteceu?
- Então, o Marcel veio aqui no estacionamento e me disse que está vendendo o carro da sogra dele. Acho que você poderia dar uma olhada, ver o que acha...
- Ah legal, mas que carro que é? Que ano? Tá conservado? Quanto ele tá pedindo?
- Olha, o carro é um ESCORT 95. Mas tá suuuuper conservado, tem 30 mil quilometros rodados, novinho. A sogra só usava pra ir até a farmácia e na padaria, nem rodava muito. Ele tá pedindo sete mil reais.
- O quê? Peraí, ESCORT 95????
- É. Mas se você ver o carro você não acredita. Até eu queria um desse pra mim.
-Ahã, um ESCORT 95???
- Inclusive o pai tá aqui falando que, se você quiser, ele te dá o Celta dele zerinho e fica com o ESCORT 95. Aí você assume a dívida. Mas o pai disse que o carro tá tão zerado que ele topa trocar.

Cara, não sei quem é mais lesado na história, se é o meu irmão ou meu pai.
Quer dizer, eu passo 2 anos juntando dinheiro, passando fome, vendendo o almoço pra comer na janta pra comprar um ESCORT 95??

Fala sérioooooo! Cadê o Ivo Holanda? Putaquemepariu!

E ainda finalizam com:
- Minha filha, você tem que analisar, qual a sua realidade hoje? Você não tem carro. Você anda de busão. Se comprar um ESCORT 95, você não vai mais andar a pé, vai ter um carro.

Peraí, me expliquem onde está o bom dessa troca pq até agora eu não vi vantagem no negócio. Juro!

É bem isso!

Eu sou uma assessora de imprensa. Difícil mesmo é explicar o meu trabalho mas li no twitter uma bela definição para a minha profissão:

Sou uma administradora de egos!

Alguém aí têm interesse em ser divulgado para a imprensa?
Paraíba, tome aqui o meu cartão!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Good Vibrations!

Foram dias difíceis. Mas serviram pra muitas coisas. Para alinhar as idéias, fazer novos planos, superar dores com sorrisos e alto-astral.
Tenho trabalhado tanto que nem vejo o dia passar. Tenho me empenhado tanto em alcançar meus objetivos que me sinto mais útil. Vejo as oportunidades se aproximarem e consigo lutar por elas.
Sinto cheiro de mudança, de objetivos alcançados e metas realizadas. Me sinto bem ao lado de alguém capaz e disposta a me ajudar.
Depois de noites mal dormidas, músculos tensos e dores pelo corpo, sinto que bons momentos estão se aproximando. É viver pra ver!