terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Contagiada por Amelie

Hoje, pela primeira vez em toda a minha vida, ajudei um ceguinho na rua.
Vi o moço parado, querendo atravessar a rua e ninguém o ajudava. Me aproximei e me ofereci para levá-lo até o metrô que estava a alguns metros dali.
E lá fui eu. Dei meu braço para ele e ajudei.

Me senti a Amelie Poulain! Por mais sem graça que seja, queria poder narrar cada passo pra ele assim como a minha preferida faz no filme.

***

"Boa noite meu jovem, permita-me conduzí-lo? Muito bem, vamos atravessar na faixa de pedestres. Ó, está vindo um carro azul metálico em alta velocidade, vamos aguardar o apressadinho passar e aí sim, podemos atravessar a rua Apucarana. Logo ali em frente está o Corpo de Bombeiros onde os mesmos estão jogando futebol - descamisados - na pequena quadra de cimento. Mais a frente tem um ponto de táxi e o telefone vermelho, pendurado, está tocando. Virando a direita. chegamos no metrô Carrão. Ao lado esquerdo está o bicicletário - que quase ninguém usa - mas tem uma mocinha lá dentro trabalhando e comendo um sanduíche. Mais alguns passos e vemos um casal apaixonado se beijando e do outro lado, estão dois amigos discutindo sobre a escola. Estamos nos aproximando da passarela. Você prefere ir até ela de rampa ou escada rolante? Ok, vou levá-lo até a escada mas tem uma moça na nossa frente nos impedindo de passar. Com licença, por favor, obrigada.. Pronto, chegamos na escada rolante. Tenha uma boa noite e uma viagem tranquila. Tchau!"


2 comentários:

  1. Como assim, pela primeira vez na sua vida você ajudou um cego?! Hahahaha

    Cadê seu espírito de boas ações?! Rsrsrs

    Amiga, na se sinta triste por não ter narrado o caminho para ele. Há muitos anos, quando eu trabalhava como operadora de telemarketing, lá no centro (Anhangabaú), ainda no 1º ano da faculdade, eu sempre ajudava um mesmo ceguinho. O meu caminho era para um lado e o dele para outro. Mas nada que me desviasse por completo do meu. Encontrávamos-nos toda semana. Ele ia uma vez por semana para o centro. E ele era uma graça. E passou a me conhecer pela voz e perfume. Muito engraçado. Tanto que uma vez estava passando e nem tinha visto ele. Acredita que ele me chamou?! É verdade. E a gente conversava no caminho. Um dia ele me perguntou como estava o céu. E estava um dia lindo de morrer, desses que eu amo, céu azul, sol forte...eu disse: está um dia lindo, céu azul, o sol está brilhante! Quando terminei a frase desabou um sentimento horrível como se fosse um prédio em cima de mim. Fui embora me sentindo horrível. Como pude falar que o céu estava azul? Eu não precisava ter comentado a cor. Fiquei com raiva de mim, pois pensei que ele podia nem saber como era a cor azul....passou e atualmente ajudo muito pouco, mais porque ando de carro. Mas eu adoro o sentimento que toma conta de nós após realizar uma boa ação. E sempre que ajudo um ceguinho, imagino estar ajudando aquele que ajudei várias vezes. É muito bom. rs

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  2. Ai que orgulho de vocêeeeeeeeeee. E isso me fez lembrar que Amelie ainda está comigo e que assisti DE NOVO esse fds e lembrei de você! bj

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