sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Para a minha felicidade, o Neto cuspiu no juiz!

Não é segredo para ninguém que na minha infância eu tive sérios problemas mentais e que em uma certa idade, cogitei (eu disse cogitei, ou seja, somente pensei) em torcer pro Curintiaeoscaraio. COGITEI! Cogitei pq mamãe era CUrintiana e todo aquele blábláblá em volta do lema “mulheres unidas jamais serão vencidas” me impulsionavam a ajudá-la a se livrar da provocação dos homens da casa (papai e irmãozinho).

E eu provo que sou muito macho mesmo (???) pra vir aqui, abrir meu coração e contar esse surto que eu tive (já contei os detalhes em um post do dia 20 de junho. É só clicar e ler tudo na íntegra). Contei o porquê da cogitação (a compaixão a minha mãe) e o porquê da desistência. A causa tem um único nome: NETO. Sim, o jogador, o camisa 10 do CUrintia.
Foi em 1991, eu tinha exatos oito anos de idade quando esse brincalhão mandou uma bela de uma cusparada na cara do juiz José Aparecido que estava apitando o jogo em questão. Eu fiquei revoltada (leia-se vergonha alheia) de torcer por um time em que o craque, o camisa 10 cuspia nas pessoas. De verdade, gente. Naquele dia 13 de outubro, deixei de ser maloqueira cogitar a hipótese de vestir uma camisa dos gambás alvinegra.

Mas, independente de toda essa porquisse e canalhice do Neto, eu gosto dele. Ele era nervosinho, folgado e marrento mas foi um baita jogador habilidoso. Atualmente, Neto é comentarista esportivo da Bandeirantes e eu só assisto os jogos de futebol nesse canal por causa dele (pq vamos falar a verdade, o Luciano do Valle está GAGÁ!). Com comentários pra lá de engraçados e verdadeiros, o craque solta o verbo e não tá nem aí pra clube, dirigentes, jogadores e etc... Ele fala mesmo e pronto!
Eu também costumo ler os “Pitacos da Rodada” que ele escreve em seu blog e, para a minha surpresa, no dia 07/10 me deparo com a seguinte postagem: “A cusparada da discórdia”. Nela, Neto descreve toda a história daquele fatídico dia em que tive vergonha alheia da minha cogitação.

Eu pude ler toda a explicação e entender (mas sem aceitar) o motivo que o levou a tomar essa atitude. E nessa hora, parece que veio um filminho na minha cabeça, sabe? Lembrei daquele dia, lembrei da minha indignação, da minha frase: “Não quero ser CUrintiana, vou torcer pro São Paulo”, da cara triste da mamãe e do sorrisinho amarelo do papai.
Não me contive. Sentei o dedo no teclado e narrei a minha história (via comentário) para o Neto. Sei lá, acho que ele precisava saber o que aquele ato impensado despertou dentro de mim. E lá fui eu escrever... Escrevi. Sem intenção nenhuma, só pra contar o “causo” pro moço.

Hoje, entrei no blog dele, só por curiosidade, pra dar uma checada, assim, sem compromisso, só pra ver se ele tinha me deixado um recadinho. E TINHA!!!!!!!!!
Quase caí dura pra trás. Não só pq ele respondeu, mas pq o cara leu minha história e se lamentou. E assim como fez para o juiz José Aparecido, o Neto me pediu desculpas. Assim, sem nada de mais. Somente desculpas:



(clique para ampliar)











Meu querido Craque,
Não precisava se desculpar, não. JAMAIS!
Você me fez a torcedora mais feliz do mundo.
Sou São Paulina com muito orgulho. Campeã dos mais diversos títulos que você pode imaginar. Meu time tem estádio e nunca foi rebaixado.
Sou eu que tenho que te agradecer pelo ato impensado.
À você, minha eterna gratidão. Te dedico!

BeijomecomentaNeto!

2 comentários:

Senta o dedo aí!