sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O cansaço ainda pulsa

Sem pique, cansada e com sono.
Será que isso é reflexo da falta de sustância ou do excesso de Nutri de banana?
Hoje é sexta-feira, vou sair às 13h da firma e vou pra casa. O Juninho e a Natali vão se casar às 20h e eu serei uma das madrinhas.
A parte triste é que eu estou sem pique, cansada e com sono e terei que ir ao cabelereiro de lotação.
E a parte deprimente é que estarei sozinha em casa e não vai ter ninguém para me ver vestida, bonitinha e o pior: não vai ter ninguém pra amarrar as costas do meu vestido.
É duro, viu, minha gente!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Troquei minha Passatempo recheada por uma caixa de Nutri de banana

Assumo: tô gordinha! É verdade, gente, eu não era redondinha assim. Tá estranho, eu estou me sentindo mal com a minha barriguinha avantajada.
Hoje eu comecei uma dieta baseada em ninguém, em nenhum nome famoso, só em mim mesmo, na minha boca fechada e evitando massas, pães e jantar.
Preciso parar de comer besteira e jantar macarrão antes de dormir. Besteirinhas só no final de semana e olhe lá...

No domingo, eu e o Bruno fomos almoçar em um barzinho e ver o jogo do meu Tricolor (4X3 no Santos, chupa Luxa!). Eu estava com fome e aí já viu... alopraaaamos no pedido do petisco: uma tábua repleta de calabresa, batata frita, mandioca e polenta. E para acompanhar, uma garrafinha de Original (só pra mim).
Oh meu Deus, passei o domingo conversando com a porção. Minha consciência pesava e meu estômago gritava com a maior rebordosa do Brasil.
Pra quê isso?? Me explica??

Percebi que eu preciso maneirar. Hoje estou munida de maçãzinha, iogurtezinho e caixinha de Nutri de banana para acompanhar a tarde. A Passatempo recheada continua na gaveta, mas eu vou conseguir evitá-la, ah se vou!
Agora me digam uma coisa: qual a graça que tem comer tomate? Ah, vai pra merda....

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Alguns anos depois...

Amanhã faço 10 meses de namoro. DEZ MINHA GENTE, DEZ!!!! Há 6 anos não conseguia um feito desse. SEIS MINHA GENTE, SEIS!!!!
Tá todo mundo pasmo, né? Aposto que sim. Até eu fiquei quando parei pra pensar.
A última vez que comemorei 10 meses de namoro, eu tinha 20 anos, estava no terceiro ano da faculdade e o ano era 2003.
Caracas, o tempo voou mesmo. E eu nem percebi.
E a maior loucura disso tudo não fica por conta do tempo, não, mas sim das mudanças. Como eu mudei, como meu gosto mudou (em certas partes), como eu cresci.
Sei que sou uma pessoa difícil, um pouco mandona, um pouco exigente, mas isso é pq vocês não têm a menoooooor idéia do CAPETA que eu era há uns bons anos atrás. O Capeta em forma de Guria, eu diria!
Era muito mimada, muito briguenta, muito chiclete, muito chatinha, muito chorona, muito nhenhenhém... AAARGHS!!!!!!!!!!!! [Péra só um minuto que eu vou ali gorfar].
Enfim, to mudada! Meu namorado pode acender uma vela e agradecer ao Pai do Céu por ter me conhecido seis anos mais tarde.
E eu fico me perguntando: Caracas, como eu consegui ficar solteira assim tanto tempo?

Bom, na verdade, eu namorei apenas três caras. O primeiro (conheci em 2002 na faculdade) namorei por um ano e três meses. Mas fiquei de putaria com o mesmo mais um ano e meio. E fiquei amando-o até algum tempo atrás (mas hoje eu estou curada, amém!).
O segundo namorado que eu tive durou muito pouco, uns seis meses. Ele era um amigão meu e acabamos namorando em 2006. E isso não dá certo, né?! Tanto é que não deu mesmo...
Depois disso, fiquei na esbórnia, “de bar em bar, de mesa em mesa, bebendo cachaça e tomando cerveja”. Meus finais de semana se resumiam em baladas, bares, festas, micaretas (Deus que me perdoe!), churrascos, esqueminhas, viagens e muito mais (nem tão mais assim, eu juro!). Foi bom, viu?! Não me arrependo. Lembro com saudade das histórias e das palhaçadas.
Neste percurso eu até que conheci uns carinhas bacanas, legais, cheios de boas intenções, mas eu quis alguns e eles não me quiseram e outros me queriam mas eu não quis. E assim a vida foi passando.
Mas chegou uma hora que deu, né?! Tava cansada dessa vida bandida. Nem saía muito de casa no ano passado, perdi a paciência de freqüentar baladas e barzinhos. Me cansei de ver aqueles caras, de ouvir aqueles xavecos toscos, me aturar gente bêbada, pelo amor...
Até que quando menos esperei, conheci o meu atual companheiro (aprendi que a gente não pode querer simplesmente um NAMORADO, a gente tem que pedir um COMPANHEIRO, né Prima?! Hehehehe). Conheci o moço enquanto trabalhava em um evento no restaurante. Era mês de agosto, mas a gente só foi sair para se pegar se conhecer em dezembro. Era dia 23, véspera de Natal. Só faltou ele vir embrulhado pra presente (hahahaha!).
Depois desse primeiro encontro o cara já estava de quatro, apaixonado por mim e querendo um replay (uhuhu! Ele vai ficar p*&%$; quando ler isso aqui). E o resto, deixa p/ lá...
O intuito desse post é só pra manifestar que estou um pouco menos encalhada e muito mais feliz!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ó sim, eu estou tão cansada

Eu já fui mais disposta. Pude comprovar isso com o passar dos dias. Já fui mais agitada, motivada, sem dores, sem cansaço. Já fui mais participativa, mais presente e menos reclamona. Não sei o que ocorre, mas a fadiga tá gigantona.
Não tenho pique para ver as amigas ou ir em um barzinho com elas. Não quero beber pra não bodiar no dia seguinte, não quero voltar tarde pra casa e não quero dormir depois da meia-noite. 
Não quero dormir na casa de amigas pq eu quero a minha cama, o meu travesseiro e o meu edredon. Quero no dia seguinte poder tomar banho no meu chuveiro e abrir o armário pra escolher a roupa do dia. 
Não quero ir em balada pq é barulhenta, é escura e fechada. Vou morrer de calor e me indispor com gente bêbada, com minas se achando na pista e filas para ir ao banheiro, pegar uma bebida no bar, pagar a conta e pegar o carro no valet. Ah, e eu vou ter que ir de carona em qualquer um desses lugares pq eu sou uma embicicletada que vive de Bilhete Único.

Alguem aí já passou por isso ou pelo menos entende o que eu estou falando?
Hoje ainda é terça-feira e meu corpo está cansado como se fosse sexta. Eu saí quase 19h30 do trabalho. Andei até o ponto de ônibus na Nove de Julho, peguei o busão, fui até o Terminal Bandeira, andei até o metrô Anhangabaú, peguei o metrô, desci no Carrão, andei até a padaria, comprei o pão, fui até o ponto da lotação, peguei a mesma, desci no ponto aqui perto e andei até em casa. Quase 1h30 depois, cá estou eu. 
E pra piorar a situação, sei lá como, mas dei um mau jeito na minha lomba. Isso pq ela nem é tão pesada quanto a minha bolsa e muito menos de tamanho avantajado como a minha língua. O foda é que tá doendo aqui do lado direito e eu nem sei o que fazer. Mas acho que amanhã passa.
Sei que pareço repetitiva, só reclamo do trânsito, do transporte público, do meu cansaço, da minha falta de carro, mas tudo isso, de verdade, me entristece. E, pra falar a verdade, eu nem sei se um carro seria a solução dos meus problemas. 
Trânsito tem em todo lugar e para todo mundo que está na rua. Seja no bumba ou no carro. Fora que eu preciso me planejar direitinho para ter um automóvel sendo que nem garagem para guardá-lo eu tenho.
Ai, muita coisa na minha cabeça. Posso pensar no carro mais pra frente? Afinal, eu preciso dormir pq amanhã a saga continua...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

CLICK!

Essa semana, depois de muuuuuiiito tempo, fui revelar algumas fotos. Fui até a famosa Fotoptica mas não pude fazer a revelação por lá. Quer dizer, até poderia fazer mas demoraria cerca de 7 dias úteis para eu retirar as fotos reveladas (coisa que pode ser feita em apenas 1h em outras lojas). O motivo é que a Fotoptica está mudando o FOCO do seu trabalho e com o intuito de ampliar sua VISÃO apenas para o mundo das óticas mesmo. Deu pra entender, né?! Foco + Visão = Nova cara da Fotoptica.
Pois bem, fui em outra loja e, cara, tá tudo tão diferente hoje em dia, né?! Primeiro pq as fotos que queria ampliar não estavam em um filme fotográfico mas sim em um pen-drive. Segundo pq eu não fiquei espremendo minha visão para identificar uma pose no negativo, eu apenas coloquei o dispositivo em uma maquininha eletrônica da Kodak e pude ver tudo que eu queria, escolher quantas cópias, qual o tamanho, com margem ou sem margem tudo pela tela do computador.
Estranho, né?!
Vocês devem estar achando que eu sou uma Jeca Tatu do Mato que não tinha noção de como anda o processo de revelação de fotos por aí e, oi, vou falar que eu tinha uma leve e básica introdução neste mundo fotográfico tecnológico, sim.
Minha gente, eu sou do tempo da máquina com filme. Aqueles que você escolhia quantas poses queria comprar para bater seus retratos: 12, 24 ou 36.
“36 é muito caro, 12 é muito pouco, vamos comprar o de 24 pq tá de bom tamanho e sempre sai com duas ou três poses a mais e tá jóia”. Esse era o meu pensamento na época.
Não faz muito tempo, não. Lembro quando eu fui para o Beto Carrero World (que Deus o tenha) na formatura da oitava série (eu disse que não fazia muito tempo, viu?!) o meu Pai me deu uma máquina fotográfica de presente. Não era uma suuuuuuper máquina mas quebrava um galhão e me acompanhou por muito tempo.
Além de usar na viagem, eu ia todo final de semana para Porto Feliz com ela na mala. Tenho um mooonte de fotos dessa época boa da minha vida.
Tb levava a bendita no CT do São Paulo. Sim eu ia nos treinos do Tricolor só para tirar fotos das pernas dos jogadores, principalmente do Denílson (abafa, vergonha alheia). Sim, eu era fã do Morcego. Tenho fotos dele até hoje (autografadas, inclusive).
Lembro da tensão que tomava conta da minha pessoa a cada ida à loja levando o filme para a revelação. Eu nem tirava ele de dentro da máquina com medo de queimar tudo. Ficava na expectativa para que aquela 1h voasse para eu ver as fotos que tinha tirado. Olha só... Hoje em dia você bate a foto e na mesma hora já vê como saiu, se alguém piscou, se a imagem tremeu. Aí é só deletar e fazer outra. Pronto!
Tudo tão fácil... Mas não tem mais a expectativa. É chato assim.

Eu sempre gostei de fotografar, mas nunca tive (e nem tenho) uma maquininha sequer. Dá pra acreditar? É verdade. Só tive aquela máquina de filme, a companheira de aventuras e mais nenhuma. Dá até vergonha de falar isso até pq eu fiz um curso de fotografia em 2006. Era muito bacana!
Fiz na Focus, na Rua Riachuelo no Centro. Lá a gente aprendia do básico (tirando fotos com máquinas movidas a filme e depois revelávamos as fotos no estúdio) até o Photoshop. Fiz sete módulos em uns 4 meses, no máximo.
Aprendi pra que serve obturador, diafragma, tele objetiva e etc... E me pergunta se eu lembro de alguma coisa? Claro que não! Quer dizer, algumas coisinhas, sim... mas bem poucas. Mas é foda fazer o curso e não dar continuidade, sabe? Nem uma máquina digital eu tenho... aí é complicado!
Mas o mais gostoso das aulas eram os passeios fotográficos pelo Centro de São Paulo. Aaah, que irado!
Eu ia para o curso às 19hs e nas aulas práticas, os professores saiam conosco munidos de câmeras, tripés e lentes de todos os tipos para fotografarmos o Teatro Municipal, o Mosteiro de São Bento, o Viaduto do Chá... Tudo isso a noite. Só os professores, os alunos e os marginais, os pedintes, os ladrões que habitam aquela região.
Sinto saudades! Matei um pouquinho dela resgatando as fotos que fiz naquela época e vou postar algumas aqui.
















Ah, um lembrete: Minhas amigas fotógrafas (Kaká, C.Zaine e Bubu) aceito uma trip qualquer para fotografar qualquer coisa que seja. Assim eu relembro um pouquinho e vocês me dão umas diquinhas (além de me emprestarem uma máquina, é lógico!). E aí? Topam ou não topam? Vamo caí pra dentro?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ao Mestre, com carinho!

Dia dos Professores hoje, hein?!
Se ainda estudasse, iria me esbaldar em um feriadinho, but...
Essa data me fez lembrar algumas pessoinhas:

- Mamãe.
Sim, ela era psôra (como seus aluninhos marginais decentes do Pq Novo Mundo a chamavam) e dava aula para crianças de 1ª à 4ª série.
Já estudei na mesma escola em que ela trabalhava, no Romão Gomes. Fiz a 1ª e a 2ª série lá. Lembro muito bem dos alunos dela e da maneira como lecionava.
Xucra! Sim, Mamãe era linda, tinha os olhos verdes, mas era beeem xucrinha (entenderam de onde vem tamanha simpatia da minha pessoa?). Tacava giz nos alunos que não prestavam atenção, gritava horrores, fazia cara de brava e dizia que era uma pena não poder bater em aluno mas que nessas horas de nervoso, ela puxava o cabelo da criança, assim, bem na parte de baixo da cabeça, aquele cabelo no finalzinho do cucurutu, sabe?! Era um bom jeito de extravasar, afinal, puxar cabelo não deixa marca, logo, os pais da criança nunca iriam provar tal agressão. Sádica, não?!
Sim, essa era a Profª Rosa Grilo, que mesmo sendo assim (digamos, enérgica) era adorada e idolatrada por seus alunos. Recebia centenas de cartas e presentinhos. Só não gostava de ser chamada de tia pelos alunos. Quando a chamavam assim, ela logo retrucava: "Sou irmã do seu pai ou da sua mãe? Não! Então eu não sou sua tia!". Sentiu a delicadeza, né?!
Lembro muito de quando ela falava para o meu Pai: "Podem me tirar tudo nessa vida, menos a minha escola!".

- Profª Ana Orlandi
A psôra lá do Romão Gomes, da 1ª série. Essa a gente nunca esquece.
Foi ela que me ensinou a ler e a escrever. Eu lembro dos meus primeiros dias de alfabetização. Achava o máximo poder ler cartazes nas ruas e escrever frases nos cadernos.
Ela era muito calma e paciente. Era uma das melhores amigas da minha mãe, mas nem por isso me tratava com preferência. Ela era muito bacana!

- Profª Cidinha
Essa louca que vocês estão vendo na foto ao lado, foi minha psôra na 2ª série (tb no Romão Gomes). Uma experiência traumática!
A Cidinha foi casada com um primo da minha mãe e dava aula na mesma escola que ela, logo, eu fui aluna da minha prima de segundo grau.
Essa pessoa gritava. Quer dizer, berrava! Eu tinha um medo da porra dessa mulher.
Fora que ela escrevia e sussurava qualquer coisa ao mesmo tempo. Era assim, quando escrevia algo na lousa, quando corrigia prova, quando assinva cheque, pra qualquer coisa escrita ela sussurava, geralmente ia repetindo pau-sa-da-
men-te o que ia es-cre-ven-do.
O trauma se deu quando ela se dirigiu até a minha carteira (aaafff, sou do tempo da carteira!) para ver meu caderno.
Ela gostava de tudo colorido, exigia que desenhássemos florzinhas nas bordas das folhas, que fizéssemos um cabeçalho gigantesco e que acrescentássemos a previsão do tempo (tipo:"hoje o dia está ensolarado!" + desenho de solzinho) e essas paradas nunca me agradavam.
Pois bem, nesse belo dia que ela foi até a minha carteira, eu estava usando uma borracha com o desenho do Fofão bem vagabunda que conforme eu ia apagando as paradas que escrevia, a folha do caderno ficava preta, borrada, imunda, um lixo. E a Cidinha viu toda essa porcaria lá no caderno.
Eu sei que baixou o Satangos naquela mulher de 1,55m com o cabelo tingido de loiríssimo puro e a reação dela me fez chorar. Lembro até das palavras:
- Ah Roberta, faça-me o favor!
E depois disso, de maneira bem direta, a psôra rasgou umas três folhas do meu caderno. Rasgou, picou e jogou no l-i-x-o! Toda aquela matéria que eu tinha copiado da lousa, ela rasgou, assim, na minha frente. Rasgou e saiu andando. Foda-se eu!
Aí eu fui chorar pra minha mãe na sala dos psôres mas e daí, né?! A mulher além de tudo era prima...
Mas a Cidinha é gente boa. Hoje não temos muito contato pq ela separou do primo (acho que, independente disso, ela não é mal amada!) mas sempre que a vejo dou muita risada com suas histórias e seu jeitão extrovertido.
Ela é toda moderninha. Aposentada porém moderninha!

- Paulo Maluf
Pôxa, eu lembro do Malufão no dia dos Professores, sim. Afinal, a maioria dos Mestres votam (ou votavam na década de 90) no Sr. Paulo.
Minha mãe era uma delas, mas deixou de ser malufista pq ele não dava aumento pra classe e além do mais, soltou a seguinte frase, célebre e famosa: Professora não ganha mal. É mal casada!".

Pô Malufão! Xinga mas não ofende, né?! Estupra mas não mata! Fala sério...
E como eu tenho os dom de seguir este Senhor no twitter, deixo aqui o último recado que o mesmo postou em sua página recentemente:
"Gostaria de parabenizar todos os professores e professoras neste dia, pois vocês são muito importantes para este país".

Viram como ele se redimiu?
Acho que ele abriu uma excessão com as mal amadas hoje hein, Cidinha?!


Ps.: Um grande beijo para todos aqueles que fazem muito por nós mesmo ganhando tão pouco!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Paizinho Lindo!

Domingo foi dia de almoçar com o Papai. Fazia tempo que não via meu velho, aí fui até a casinha dele e passei um pouco da tarde por lá, com ele e com a Boadrasta.
O almoço estava uma delícia (como sempre). Foi tão gostoso sentar todo mundo na mesa e conversar. Falar, dar risada, desabafar, escutar. Deu a sensação de família mesmo.
Comemos o rango e a sobremesa. Brincamos com a Panda e deitamos no sofá. Assistimos Band Esporte Clube e vimos o jogo da seleção comendo pipoca. Depois, teve uma fornada de pão de queijo (sim, a minha Boadrasta não pára um segundo).
Uma tarde prá lá de gostosa!

Quase 19h fui embora. Aproveitei o restinho do domingo, fui ao cinema. Até aí tudo bem.
Na hora de dormir, me deu um aperto, uma saudade de ter meu Pai por perto. Me deu até vontade de dar uma choradinha, mas eu estava na casa do Bruno, ele ia achar estranho.

Hoje a sensação voltou. Fiquei lembrando com saudade da presença do meu Pai aqui em casa. De quando ele me levava e me buscava no metrô, de me levar ao shopping às 21hs, de me esperar pacientemente no dentista, de ir de loja em loja até eu achar uma roupa bacana. Dos conselhos sobre a poupança, a previdência e os gastos. De se queixar de algo, de contar uma história qualquer da maneira mais longa e cheia de detalhes que não tem a menor importância.
De ver ele se acabar de chorar nas músicas do Fábio Jr., do Rei ou então na vinheta das vitórias do Ayrton Senna (sim, meu Pai chora ao ouvir o "Tantantan, tantantan")


De assistir jogos do Tricolor ao lado dele pedindo para que ele páre de roer os cotocos do dedo. Saudades também de quando o nosso time fazia um GOL e ele gritava "IIII-HUUU" de maneira bem tosca. De falar: "Pai, se eu estourar pipoca você come comigo?". De ficar irritada ao ver ele chupar laranja fazendo um barulho absurdo. De ouvir as histórias antigas dos meus avós, tios e da minha mãe. De colocar meias nos pés dele.
Enfim, tanta coisa...

Eu sei que ele está bem e feliz. E isso conforta tudo.
Ele sempre está aqui quando preciso e continua falando "Bebê, eu te amo" em todas as ligações que eu faço. E eu também te amo muito, meu Paizinho Lindo. Sinto sua falta!

200

Vamos por partes

Feriado delicinha!
Muitos passeios, descanso, restaurante, barzinho, cinema... tudo isso em ótima companhia.
O destaque vai para o filme “Bastardos Inglórios” do glorioso maluco Quentin Tarantino. Muita emoção, muito tiro e eu fechei muito o olho em muitas cenas fortes. Suei frio e dei muita risada com o Brad Pitt. Esse cara é sensacional, um ótimo ator.

***
Ai, a minha cabeça está fervendo de tantos planos, tantas vontades.
Eu só quero ter paciência e fé de que tudo dará certo. Estou lutando muito para que cada coisa de certo.

***
Domingo é bom para se aventurar no Tele Cine.
Assisti o brasileiro “Entre Lençóis”, com o Reynaldo Gianecchini e Paola Oliveira. Não achei legal. A única coisa interessante é que o bonitão passa a maior parte do tempo de cueca. Aí é digno de se prestar a atenção! Ah, mas bonitona tb. Vive semi-nua e paga peitinho sem parar.
Depois foi a vez de encarar um musical (eu não tenho paciência para filmes cantados, assumo!). Me diverti horrores assistindo “Mamma Mia”. A Meryl Streep dá um show a parte com suas performances. E as musiquinhas do Abba embalam a história e caem bem em todas as cenas. Curti!

***
A frustração do final de semana fica a cargo do meu time. Saiu na frente mas perdeu para o Flamengo no sábado. Estamos vacilando muito. Desse jeito não dá pra alcançar a Porcada.
Mas ontem o líder levou uma surra do Náutico lá nos Aflitos: 3X0. Na boa, o Palmeiras não tem um bom time e se for Campeão, não será por mérito deles, mas sim por cagada nossa.

A explicação final para o post de número 200 do Feitodequeijo é: o rabo do Mestre Muricy Ramalho é muito largo!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Para a minha felicidade, o Neto cuspiu no juiz!

Não é segredo para ninguém que na minha infância eu tive sérios problemas mentais e que em uma certa idade, cogitei (eu disse cogitei, ou seja, somente pensei) em torcer pro Curintiaeoscaraio. COGITEI! Cogitei pq mamãe era CUrintiana e todo aquele blábláblá em volta do lema “mulheres unidas jamais serão vencidas” me impulsionavam a ajudá-la a se livrar da provocação dos homens da casa (papai e irmãozinho).

E eu provo que sou muito macho mesmo (???) pra vir aqui, abrir meu coração e contar esse surto que eu tive (já contei os detalhes em um post do dia 20 de junho. É só clicar e ler tudo na íntegra). Contei o porquê da cogitação (a compaixão a minha mãe) e o porquê da desistência. A causa tem um único nome: NETO. Sim, o jogador, o camisa 10 do CUrintia.
Foi em 1991, eu tinha exatos oito anos de idade quando esse brincalhão mandou uma bela de uma cusparada na cara do juiz José Aparecido que estava apitando o jogo em questão. Eu fiquei revoltada (leia-se vergonha alheia) de torcer por um time em que o craque, o camisa 10 cuspia nas pessoas. De verdade, gente. Naquele dia 13 de outubro, deixei de ser maloqueira cogitar a hipótese de vestir uma camisa dos gambás alvinegra.

Mas, independente de toda essa porquisse e canalhice do Neto, eu gosto dele. Ele era nervosinho, folgado e marrento mas foi um baita jogador habilidoso. Atualmente, Neto é comentarista esportivo da Bandeirantes e eu só assisto os jogos de futebol nesse canal por causa dele (pq vamos falar a verdade, o Luciano do Valle está GAGÁ!). Com comentários pra lá de engraçados e verdadeiros, o craque solta o verbo e não tá nem aí pra clube, dirigentes, jogadores e etc... Ele fala mesmo e pronto!
Eu também costumo ler os “Pitacos da Rodada” que ele escreve em seu blog e, para a minha surpresa, no dia 07/10 me deparo com a seguinte postagem: “A cusparada da discórdia”. Nela, Neto descreve toda a história daquele fatídico dia em que tive vergonha alheia da minha cogitação.

Eu pude ler toda a explicação e entender (mas sem aceitar) o motivo que o levou a tomar essa atitude. E nessa hora, parece que veio um filminho na minha cabeça, sabe? Lembrei daquele dia, lembrei da minha indignação, da minha frase: “Não quero ser CUrintiana, vou torcer pro São Paulo”, da cara triste da mamãe e do sorrisinho amarelo do papai.
Não me contive. Sentei o dedo no teclado e narrei a minha história (via comentário) para o Neto. Sei lá, acho que ele precisava saber o que aquele ato impensado despertou dentro de mim. E lá fui eu escrever... Escrevi. Sem intenção nenhuma, só pra contar o “causo” pro moço.

Hoje, entrei no blog dele, só por curiosidade, pra dar uma checada, assim, sem compromisso, só pra ver se ele tinha me deixado um recadinho. E TINHA!!!!!!!!!
Quase caí dura pra trás. Não só pq ele respondeu, mas pq o cara leu minha história e se lamentou. E assim como fez para o juiz José Aparecido, o Neto me pediu desculpas. Assim, sem nada de mais. Somente desculpas:



(clique para ampliar)











Meu querido Craque,
Não precisava se desculpar, não. JAMAIS!
Você me fez a torcedora mais feliz do mundo.
Sou São Paulina com muito orgulho. Campeã dos mais diversos títulos que você pode imaginar. Meu time tem estádio e nunca foi rebaixado.
Sou eu que tenho que te agradecer pelo ato impensado.
À você, minha eterna gratidão. Te dedico!

BeijomecomentaNeto!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A tradução de amizade

Amizade pra mim é isso. Amizade para mim são elas. As duas. Melhor ainda se vierem juntas.
A gente se entende, assim como amigas de verdade devem se entender.

Sem cobranças, sem ciúmes, sem preferências.
A gente combina e pronto. Se não der, a gente remarca.
Nós rimos de nós mesmas, seja em casa, no carro ou no bar.
A gente viaja. Seja nas idéias, Mongaguá, Santa Branca ou Porto Feliz.
A gente chora. A gente se escuta. A gente se ajuda.
Não precisa ser todo dia, mas só o fato de TER, basta. E eu tenho. As duas. Há 20 anos.
A gente se zoa. A gente se apelida.
Se elogia e se critica. Se abraça, se beija e se olha.
O olhar e o “alô” ao telefone são inconfundíveis.
Mensagens, emails, scraps.
A bola de futebol, a bola de vôlei.
As escolas em comum.
Planos futuros, sonhos de uma amizade envelhecida.
Uma diz que eu sou muito encanada. A outra controla o sal que coloco nas porções. E assim nós vamos vivendo...
Poucas coisas nos incomodam. Os defeitos passam batido diante das qualidades que vocês têm.
Duas guerreiras que eu morro de orgulho.
Uma de Aquário, a outra de Câncer.
Uma caseira, outra viajante.
Uma é ligada nas tendências da moda e a outra é ligada nas tendências da ginástica.
Eu? Sou alternativa, segundo elas.
Uma produz e grava, a outra projeta e constrói.
Eu? To aqui tirando onda e escrevendo prá vocês duas. Sem exceção!
As músicas, as cartas, os passeios (com hora marcada de volta), as danças, as amizades (quase sempre compartilhadas em três), as famílias que se preocupam.
A nossa infância.
A nossa adolescência.
A nossa juventude.
Nossas descobertas, dúvidas, aventuras, compromissos.
O estudo, o trabalho, o espanhol, o inglês, a pós graduação, a carteira de motorista, a viagem e a poupança.
Objetivos divididos.
A sinceridade e a confiança. Aquelas de tempos atrás. Que nos acompanham.

Eu posso passar dias, meses e até anos sem ver ou falar com vocês. Mas o meu coração vai sempre desejar o bem.
Vocês são minhas irmãs de coração, aquelas que escolhi para dividir toda a minha vida.
Obrigada por tudo.
Jú e Mari, eu amo vocês. Suas Toiças!






quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O assessor de imprensa da PAZ


*Estrelando: O Incrível Músico de Liverpool e a Japonesa Seca que não sorri*



Que John Lennon era o cara, isso ninguém pode negar. Sofreu muito na infância e na adolescência com o abandono do pai, com a disputa por sua criação entre a mãe e a tia bruxa e anos mais tarde, com a morte de sua mãe. Cresceu meio que revoltado, dava trabalho na escola mas era dotado de um enorme talento musical.

Fundou o quarteto de maior sucesso e reconhecimento na história do rock mundial. Ele é quem comandava os Beatles. Ele é quem mandava na bagaça e escrevia as letras de sucesso.
Já pararam pra prestar atenção nos sons, nas letras e nas idéias que eles cantavam em suas musicas? É pra lá de moderno para os anos 60. Eu acho!

Mas eu não estou aqui pra falar dos Beatles, e sim, do John e da Yoko. Sim, do casal estranho que encantou e revoltou muitas pessoas em todo o mundo.
Depois que John conheceu Yoko Ono, ele mudou muito. Dizem até que foi a japonesa que acabou com o sonho dos Beatles.
Vai saber... eu não acredito e nem duvido de ninguém.

Recentemente assisti um documentário muito bom chamado “The USA vs John Lennon”, que conta, basicamente, o lado ativista do cantor pela paz.
Que loucura! O presidente Richard Nixon temia o poder que John Lennon exercia sob a massa. Até mesmo o FBI foi escalado para seguir os passos do ex Beatle e uma tentativa de deportação aconteceu. Para o azar do poder inglês, John Lennon conseguiu o green card e não foi deposto de Nova Iorque.
Enfim, assistam o documentário. Tem depoimentos bem bacanas e toda a ideologia do John é contada com muitos detalhes.

O lado mais bonito do John, foi, com certeza, o de defensor, tipo um assessor de imprensa da PAZ. Ele saiu berrando, divulgando, cantando, se apresentando, tudo a favor da PAZ MUNDIAL. Muito lindo isso, né?!

Imagina só: John e Yoko se casaram em 1969, em Gibraltar. Na lua de mel, o casal promoveu o famoso “Bed-in For Peace” no hotel Hilton, em Amsterdam. Bed-ins eram conferencias de imprensa a favor da paz. Ou seja, os dois doidos ficavam lá, de branco, deitados na cama, com cartazes pedindo paz em torno deles e assim iam dando entrevistas aos jornalistas da época e cantando. Sensacional!
Mas muitos acharam a idéia ridícula e criticaram John e Yoko por isso.

No mesmo ano, John lançou a canção “Give Peace a Chance” (contra a guerra do Vietnã) e realizou a gravação do clipe em um segundo bed-in, ao lado de Yoko e amigos, desta vez, no Canadá.

A música, a gravação, o John Lennon... tudo é muito lindo! Mas não consigo incorporar o vídeo aqui pq aquela japonesa sem expressão deve ter proibido. *CLIQUEM AQUI PRA ASSISTIR*
(É verdade. A japonesa é dona de tuuuuuuuuuuuuuuuuudo que envolve o nome do finado John. E ela não deu nenhum pouquinho da heranca para o restante da família dele, muito menos pro primeiro filho que Lennon teve antes de conhecê-la)

Além de "Give Peace a Chance", John imortalizou as letras “Imagine” e “Happy Xmas (War is Over)”, todas elas embaladas por um único propósito: PAZ.

Bom, eu não posso ouvir John Lennon que me arrepio inteira. Seja nos Beatles ou em carreira solo, admito que sou uma admiradora profunda do cara e das suas músicas. Ele era tão genial, tão inteligente, tão simpático. Merecia ao menos, uma mulher mais sorridente e mais viva ao seu lado.

Oi John Lennon, muito prazer, Roberta Cardoso! Eu também sou da PAZ. Reencarna, por favor!

Cada time tem o torcedor que merece!

“Tirá a camisá, levanta pro alto e começa a rodá!”

Meu Deus, que sufoco que foi pro Tricolor ganhar do Náutico ontem, lá no estádio dos Aflitos. Com três desfalques e dois jogadores expulsos, o meu time conseguiu virar o jogo pra cima dos atarracados do Recife que correm feito o vento.

O destaque do jogo foi o nosso goleiro reserva (tão bom quanto o titular) BOSCO! Pegou um pênalti logo no começo do jogo e garantiu a vitória do São Paulo com defesas importantes.

O Hugo também seria destaque na minha opinião, mas...
O cara lutou, foi pra cima e fez o gol que garantiu nossa vitoria aos 43 minutos do segundo tempo. Porééém, foi cabeçudo demais. Fez o gol, foi pra galera comemorar e... TIROU A CAMISA!!!!!!!!!!!!!!

Porra, será que esses caras não se tocam que NÃO PODE TIRAR A CAMISA DEPOIS DO GOL??? Meu Deus... isso é o fim!!!!!!!!

Conclusão: O cara tomou um cartão amarelo de graça e está fora do próximo jogo contra o Coritiba.
O Washington já ficou de fora desse jogo pq tirou o diacho da camisa depois do gol que fez contra o CUrintia!
Vê se pode! É o cúmulo da burrice!
Se eu fosse dirigente do clube, daria uma multa pra todo mundo que arrancasse o fardamento (gíria do meu pai) na hora da comemoração. Gente, pelo amor de São Paulo. Tem que ser mais racional.

E também tem outra coisa, o patrocinador paga milhões para que o cara DIVULGUE a marca dele, ou seja, tem que estar devidamente trajando o uniforme para que a televisão focalize tudo que está escrito na camisa, no calção, no meião e etc... Aí o bonitão entra em campo, faz o gol, corre pra câmera e arranca a camisa do clube fora?! Fora que isso é falta de respeito!

Eu multava! Multava mesmo um corno desse.
Tá pensando que aqui é baile funk? Ninguém quer ver seu tanquinho não, meu filho. Nosso negócio é bola na rede! Eu quero é ver GOL. Não precisa ser de placa, mas eu quero ver GOL!














PS.: Pq não ora depois do gol, Hugo?! Agradece ao Pai! Melhor que tirar a camisa!