sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Me FÚ e te FÚ!


Ora, ora, ora…
Tudo é possível com a Internet, né?! Você pode pesquisar de tudo, falar com pessoas que estão do outro lado do mundo de forma instantânea, traçar rotas e caminhos, ver sua casinha no Google Maps, xeretar a vida alheia (nos orkuts e facebooks da vida) e até mesmo trocar um proceder com o ex prefeito de São Paulo, Sr. Paulo Salim Maluf (@paulosalimmaluf) no Twitter.
Pois bem. Avanços tecnológicos e inclusões digitais são importantes, concordo. Mas tem coisas que não dá pra fazer pela internet, né gente?! Dois exemplos:

Sexo pela Internet
Poora, mas como assim?
A real é que você vai assistir videozinhos de sacanagem, vai ficar locão, vai se auto-ajudar e vai dormir sozinho. Não é? Eu acho que funciona assim e não vejo graça nenhuma.

Visitar museus pelo mundo
Pára!
Meu sonho é ir para Paris, a maioria dos meus amigos sabem disso. Recebi um e-mail certa vez com imagens (e sons) da Torre Eiffel. Você ia girando, girando (tipo 180 graus) e via tuuuudo o que tinha em torno, olhava pra cima e pra baixo... Como se estivesse visitando a Torre mesmo.
E? É a mesma coisa? Óbvio que não. Imagina. Nunca será.

Agora, uma coisa que me deixou meio... sei lá, chocadinha, foi a idéia do Governo Federal em disponibilizar um cartão virtual (tipo aqueles que você recebe quando faz aniversário) para os portadores de DST enviarem à alguma pessoa com quem se relacionaram recentemente e não se preveniram para evitar o contagio da doença.
Deu pra sacar? Pois é, isso mesmo que eu to falando. Fulano de tal, portador de alguma DST te levou pro abate, te pegou de jeito, sem camisinha (no pêlo), te fez feliz (ou não) e foi embora sem te avisar que tinha tal doença (e também sem se preocupar em não te passar a parada).

E foi aí, pensando em você, feladaputa dos inferno ser humano, passível de erros, que o governo federal disponibilizou estes cartões virtuais para que você possa enviar para a pessoa que você contaminou. E o melhor de tudo (opa, tem melhor, sim), você pode enviar os postais ANÔNIMAMENTE. Basta entrar no site e enviar. Olha só...



Enfim, você contaminou alguém e vai ter as moral de mandar um cartão postal com estes dizeres acima? Cara, na boa, eu incorporaria o “Jeremias Caba Hômi” e, literalmente, “matarra miiiiiiil”.

Que palhaçada!!!!!!! E eu acredito que o Governo Federal tenha achado a idéia supimpa, funcional e digna. Ah, claro que é...

Vocês acreditam que possa existir gente desse tipo? Gente que transa com todo mundo, sem prevenção, eu sei que existe. Mas tô dizendo de gente que tem relação com everybody, sem camisinha e ainda por cima manda um postal (anônimo) pra avisar que te contaminou?
Não, não é possível que exista. Sinceramente! Não entra na minha cabeça...
E pior ainda é ver o governo criando uma campanha que não tem sentido nenhum, que é feia e, que, de alguma forma, apóia o relacionamento superficial até mesmo com gente que teve o dom de se deitar, pelado, com outro na cama, em um momento tão íntimo.

Pelo amor, hein?! Fora de cogitação!
Eu estou passada!

Um comentário:

  1. Muito, muito bizarra mesmo.
    Entendo que o objetivo do governo é que, ao saber que se possa estar com uma doença, o individuo procure ajuda rapidamente e passe a se cuidar, evitando contaminar outras pessoas ou simplesmente não se tratar.
    Mas isso se faz com conscientização. O cara tem que ter noção que certo é certo e, neste caso, o certo é ir atrás e alertar a pessoa que algo pode ter ocorrido.
    Agora cartões virtuais? Que horror. E esse cara desenhado aí com cara de michê? Não pode ser real. Fora que se pode ser enviado de forma anônima, o que pode haver de gente fazendo terrorismo psicológico e internético não tá no gibi... Imaginou, receber essa merda de piadinha?

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