quarta-feira, 6 de maio de 2009

Com amor

Sabe aquela que pessoa que cuida de você desde pequena?
Não é seu pai. Não é sua mãe. Não é da sua família.
É alguém que aparece na sua vida e te trata como se fosse filha. Cuida da melhor forma possível em todos os sentidos.

Eu tive alguém assim na minha vida. Tive e ainda tenho!

Ela trocou a minha primeira fralda. Cuidou de mim enquanto meus pais trabalhavam. Me deu muito caldo de feijão grosso (eeeca!) na mamadeira pra me sustentar! Brincou comigo, me levou pra passear, me deu banho, me deu carinho, dormiu comigo, me ensinou cantigas do Norte, me deu o apelido que tenho até hoje.

Depois, não sei muito bem o por que, ela se afastou. Teve seus filhos e foi viver sua vida.
Fiquei um bom tempo sem encontrá-la, sem ter notícias. Cerca de uns 10 anos.

Mas ela voltou. No pior momento da minha vida, ela pediu para ficar e cuidar de nós, como havia prometido.
Já faz oito anos que estamos juntas de novo. Dois dias por semana ela pode ser vista lá em casa cuidando da nossa vidinha (em todos os aspectos pra ser sincera! Hahaha).

Ela conta histórias da família, da minha infância, da minha mãe. Tudo com muita alegria e sorriso no rosto. Perto dela é como se eu pudésse voltar no tempo. Viver a melhor fase da minha vida.

É sensacional poder ouvir mil vezes a mesma história. Não importa! E a maneira como narra tudo é melhor ainda. Com sotaque, com gargalhadas e imitações...

Também dá sermão, chora e fica nervosa, como uma mãe de verdade. Às vezes até entra demais na sua vida, torce o nariz, faz cara feia. Mas quem se importa com isso perante à todo o resto?
Faz uma comidinha tão gostosa, do jeito que você mais ama. Me implora para aprender como cuidar de uma casa pra que eu saiba mandar em alguém quando eu casar.
Ensina a lavar, dobrar, passar, guardar.

Sempre lembra de mim nos aniversários, Páscoa e Natal. Me dá um abraço e um presente.
Me faz massagens, orações e banhos especiais. Me dá conselhos, me pede calma, me abraça quando eu mais preciso.

Diz que não consegue dormir direito quando é o dia de ir pra minha casa pq morre de medo de perder a hora.
Ou às vezes me olha de cima abaixo e fala:
- Pq que tú foi crescer? Eu deveria ter te sequestrado pra mim mesmo!

Fora isso, é uma mulher guerreira. É devota. Criou (e ainda cria) sozinha os dois filhos. E ainda deu o mesmo apelido que o meu para a filha dela.

É batalhadora, trabalhadora. Acorda cedo e se reveza entre cuidar de nós, cuidar dos seus filhos e de cuidar das unhas da madames que frequentam o salão que ela trabalha nos finais de semana. Sem parar!

Ela cansa. E como cansa. Também reclama. Tem dores. Mas ela segue em frente, não abandona suas obrigações por nada.
E mesmo com tantos problemas, ela sorri. Tem fé e agradece à Deus por tudo que tem.

O que eu sinto por ela?
O mais puro AMOR, o maior RESPEITO e minha eterna GRATIDÃO.
Obrigada por ser como é. Desbocada, arenguera, falando tudo errado e sempre puxando minha orelha. Você é um exemplo pra mim.


Maria de Fátima, a minha Mazé, eu te amo demais!


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7 comentários:

  1. ahhhhhhhhhh, que lindo isso. acho tão super tudo esse amor que tu tem pela mazé. ^^

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  2. nossa Nina que linda eu que não choro (vc sabe!!) quase chorei...

    quem disse que a Dona Nina não gosta de véia hein?

    Mazé nem te conheço mas já até amo e te admiro pq ela vc trata essa coisa que é minha Idriini Gilistii com tanto amor e carinho viu?

    bjs pra tu é pra ela

    obs: tá ecrevendo bem hein neguinha...

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  3. Aiii, eu adoro a Mazé!!! E nem a conheço pessoalmente. Mas ela te faz tão bem, que me faz bem tb.
    Mazé, um grande beijo pra ti. Sei que minha água tá lá. A Nina me disse. hahahaha

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  4. Ah, prronto! Agora todo mundo "adora", "ama", "quer", a Mazé que eu cultivo com roupa de futebol suja há 30 anos, rss!

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  5. Amei "Eu deveria ter te sequestrado pra mim mesmo!"...
    Essas pessoas sao tudo na nossa vida... queor encontrar uma Maze para os meus filhotes...

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