segunda-feira, 27 de agosto de 2012

AGOSTO FABULOSO!

Eu não sei qual é a cisma que as pessoas tem com agosto. Mês de cachorro louco, mês que não passa, mês mal visto. Coitado! É igual a sexta-feira 13, pobrezinha! Eu prefiro uma sexta 13 do que qualquer segunda-feira que seja, na boa, véio!
Pra falar a verdade, eu nunca tive problemas com agosto e nem acho que o mês oito é feio. Se o negócio é odiar algum mês, minha preferência de ódio vai para os meses de junho e julho. Não gosto desses dois pq tem nomes iguais e me confundem o ano todo. Fora que é inverno, faz um frio foda nessa época e eu odeio essa estação. 

Agosto tem seu charme, vai, gente. É o prenúncio da primavera, é mês par e depois dele, já estamos com um pezinho no ano novo. E nos últimos dois anos, o mês do cachorro louco tem sido generoso e marcante na minha vida. Ano passado, agosto me levou pra Europa. Neste ano, agosto me levou pra concessionária da Ford. 

Comprei meu carro novo, meu Deus do céu! Coisa linda. Foi assim, inesperadamente, como da primeira vez. Ele é pretinho, é mais veloz, mais novo, tem mais portas e um volante molinho! Diferente do que aconteceu com o Possível, me sinto mais tranquila com relação aos meus medos e inseguranças. Tudo vai dar certo e meu novo possante será quitado em suaves parcelas sem neurose.

O novo xuxuzinho da mamãe é irmão mais velho do Possível, afinal também é um Fiesta. Eu sou fiel à namorado, time de futebol e marca de carro (Oi Ford, eu te amo! - e essa frase não foi patrocinada, uma pena!). Ele deve chegar no final da semana ou no comecinho da próxima. Ainda vai ser lavado, polido e revisado. 

O domingo que já estava com gostinho especial ficou ainda melhor com a vitória do meu Tricolor de virada, em cima da gambazada. Luis Fabiano deu até drible da vaca no goleirinho e nos deu a vitória dentro do Pacaembu lotado. Meu novo meio de transporte foi batizado assim, como que com um raio, um lampejo de felicidade e agora vai atender pelo nome de FABULOSO!

E que agosto continue assim, odiado por todos, menos por mim. Surpreenda-me!




terça-feira, 7 de agosto de 2012

Fica combinado assim!

11 anos se passaram. ONZE.
A saudade é a mesma de sempre. De sempre, mesmo.
Aquele aperto no escuro, antes de dormir, sabe? Eu sei bem. E como sei.
A pior dor desse mundo pq nunca some, nunca muda.
A casa vazia, o coração vazio, as lembranças batendo, a vida passando e a falta aqui presente. É isso. A falta presente. Como pode? Pq pode? Não pode!

Filho nenhum merece ficar sem mãe. NENHUM. Nem filho de rato que nasce pelado no meio do mato. Principalmente eles, né? Tadinhos!
Mãe, eu não sei onde você está e nem se você me vê, mas olha, somos tão parecidas em certas coisas, sabe? Acho que ninguém percebe, mas eu sei que somos. Manias, trejeitos, preocupações, jeito de ser. Coisas boas e ruins, mas que tento fazer com que sejam sempre melhores.

Eu preciso de você. Todo dia! Mas às vezes eu vejo que tenho forças pra passar por cima da dor, da falta. Tem horas que eu queria era te emprestar pro meu irmão, só para que você pudesse acalmá-lo quando ele fica aflito e com dores de estômago. Te emprestar, né? Hahaha, como assim? Não te tenho nem pra mim, como vou te emprestar pra ele?
Mas olha, fica combinado assim, se você tiver que aparecer pra dar um OI, pode falar com ele. Os mais velhos sempre tem prioridades, viu?!

domingo, 5 de agosto de 2012

R.I.P Possível

Ele se foi.
Meu primeiro possante, minha primeira conquista pessoal da vida deu adeus pra nunca mais. Quando eu o vi todo machucado, amassado e quebrado na beira da Marginal, me deu um nó na garganta. Por sorte ninguém se machucou, só ele mesmo.

O meu carrinho foi a maior alegria da minha vida. Ele me deu mobilidade e liberdade, me levando pra cima e pra baixo, sem me dar nenhuma dor de cabeça. Vivia sujo e com os pneus no chão, mas era a coisa mais linda de se ver. A direção dele descascava pq já era velhinho e o rádio era a coisa mais old desse mundo, mas eu não me importava nem um pouco.
Não fazia um barulho, não quebrava uma peça, dormia na rua sem reclamar e era parte de mim. Mas, acabou!

Quando ele chegou pra mim em fevereiro de 2010, minha vida mudou e fui tomada por um misto de sensações. Alegria pela conquista, gratidão pela ajuda que meu irmão me deu, saudades de não ter minha mãe por perto para me ver conquistar algo tão bacana e medo de não conseguir pagar os seis conto restantes. Acho que o medo era maior que tudo, mas graças à Deus tudo deu mais que certo. Não só paguei as parcelas como gastei grana com seguro, gasolina, multas, consertos e a porra toda.

O Possível rodou bastante pela cidade de São Paulo e interior, quebrou muito galho do meu pai e do Rodrigo quando os dois estavam no cavalete, tomou chuva de vidro aberto, me levou pro hospital quando me internei, pro Morumbi pra ver o Tricolor e pra academia que fica aqui na esquina de casa (sim, na esquina de casa).

Possível se foi numa noite de quarta-feira bem tensa. Morreu no dia em que o time dos Gambá ganhou do Vasco da Gama da  e avançou pras semi finais da Libertadores. Ainda bem que morreu antes de ver tal desgosto como esse. Meu carrinho atropelou um outro carro mais novo do que ele e que estava parado NO MEIO da pista da Marginal pra trocar um pneu e detalhe: havia um acostamento à uns poucos metros dali.

PT total. Todo torto, amassado, desconjuntado estava o pobre. Graças ao bom Deus, meu irmão estava bem (era ele quem dirigia naquela noite). A batida foi bem feia e poderia ter sido pior.

Enfim, todo aquele trâmite que imita uma morte na vida real: Liga pro guincho (pede socorro), chega o reboque (vem a ambulância), faz o BO (explica o que aconteceu), leva pro pátio do Detran (vai pra UTI) e espera o veredito final (aguarda a causa mortis).
Meu prateadinho morreu, mas como havia seguro, eu poderia receber o valor de tabela do carro.

Meses atrás eu havia cogitado a ideia de vender o Possível. Desisti pq como ele era velhinho (ano 2003), eu pegaria muito pouco nele e como o carro ainda estava bom para aquilo que eu precisava, desencanei de vender e decidi juntar uma grana pra viajar (rá, novos destinos pintam por aí!).

O Possível foi tão bom pra mim que além de ter aparecido de maneira inesperada e de ter me emocionado tanto (conto tudo aqui), foi embora de maneira trágica, mas me trouxe todo o dinheiro investido nele de forma integral. Ele se foi antes de ser trocado por outro e como agradecimento parece que me disse: "Toma aí todo o dinheiro investido em mim para que você possa ter algo melhor. Ah, e fica com o troco pra você se esbaldar na sua próxima viagem".

Ele se foi em maio de 2012. Vivemos um ano e três meses de companhia mútua e lembranças que jamais serão esquecidas. Hoje, três meses após sua partida decidi contar nossa história. A verdade é que me dói o coração chegar aqui na rua e não o ver estacionado próximo à guia, naquela esquininha onde o deixava dormir noites sem movê-lo de lá. A roda vivia branca de tanto raspar no meio fio e hoje, meu coração vive numa saudade imeeensa sem você por aqui, meu primeiro carro!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Porto

Cheguei na terrinha do meu pai, dos meus avós e senti uma alegria imensa! Logo cedo o trem nos deixou na estação Santa Apolônia e lá nos informamos sobre onde pegar o metrô. Este país era nosso último destino e as malas estavam mais pesadas do que nunca. Descemos na estação Bolhão e partimos rumo ao hotel Tryp, localizado no centro do Porto. Apesar do hotel estar localizado na Rua da Alegria, o que eu senti foi tristeza ao ver o naipe da rua que nos levava até lá: LADEIRA COM PEDREGULHOS NA CALÇADA! Pensa na cena: eu, com 1,56 de altura e 50kg arrastando uma mala repleeeeeeta de coisas e mais uma mochila nas costas subindo aquelas ruas íngremes, numa calçadinha minúscula cheia de paralelepípedos. Juro, cheguei a ver a luz no fim do túnel, achei que fosse morrer sem ar pra respirar. O hotel ficava no número 685 e a numeração da rua parece que ia crescendo de dois em dois, apenas. DESESPERADOR!

Chegando no hotel (TRYP)toda suada e mortinha com farofa, nos deparamos com um quarto agradável. Pequeno, mas aconchegante. Com chuveiro e bom e banheirinha gostosa.
Depois de nos recompor com um banho, fomos conhecer o Porto, lugar onde meu pai nasceu. O Centro do Porto é lindo, as igrejinhas e os azulejos azuis começaram a dar o ar da graça. Dom Pedro IV e o Infante Dom Henrique são mitos por lá e não é por menos, são os grandes descobridores de Portugal.

Estar no Porto foi especial pra mim. Terra em que nasceu meu pai e meus avós, lugar que muito ouvi falar por eles e que o meu próprio pai teve apenas uma única oportunidade de conhecer. Era praticamente um bebê quando veio pra cá o meu paizinho. Com apenas dois anos de idade, passou dias dentro de um navio rumo ao Brasil. Ele, minha avó e mais três filhos. Vieram atrás do meu avô que estava servindo o exército no RJ. A verdade é que minha avó correu para o Brasil com medo de perder o marido.

Enfim, retomando... Quis ir para Portugal pra conhecer as raízes de minha família, este foi o motivo principal. Achava que não ia curtir muito, que seria uma terra de gente velha, sem nada pra fazer e etc.. Fui enganada
completamente! Assim que saí pelo centro do Porto e me deparei com o primeiro azuleijinho azul da Capela das Almas de Santa Catarina senti que aquele lugar era especial.

O centro é movimentadíssimo, limpo e repleto de construções antigas. Igrejas, monumentos, lojas... tudo feito anos atrás, só o metrô que é novo ainda (não tem mais de 20 anos!). Estávamos perto da estação Bolhão e para chegar ao centro, a estação Aliados é a opção.

Igrejas são um espetáculo a parte. Tem gente que não gosta de conhecer este tipo de lugar, mas eu adoro! As roupas penduradas nas janelas e as casas construídas em ladeiras dão o toque especial do Porto. As bandeiras do país tb estão em toda parte, mostrando o imenso orgulho que os patrícios tem em exibir suas cores.

Ficamos poucos dias por lá, apenas 3 noites, sendo que na terceira me aventurei pelo "interior" da cidade com o intuito de chegar em Lourosa, uma aldeia do Porto onde meu pai nasceu, mas a missão não foi nada fácil. Sem conhecer o caminho, passamos horas esperando um ônibus que não veio e perdemos um dia de passeio e não chegamos no destino.

O que posso dizer do Porto é:

- Visite a estação São Bento. De lá, saem todos os trens para as outras localidades da cidade. Toda feita de azulejos e com um letreiro de "chegadas e partidas" das antigas tem um clima bacana!

- Vá no Terreiro da Sé, uma das principais catedrais do Porto. Linda e grande, fica no alto de uma rua onde a vista é incrível! Seus caminhos, escadas e ladeiras levam à beira do rio Douro

- Aprecie a vista do Rio Douro dos dois lados da margem. De um lado, uma grande praça com quiosques/barzinhos servindo cervejas e porções, com músicos cantando Martinho da Vila, barraquinhas vendendo panos de prato estampados com o famoso Galo de Barcelos são as atrações.

- Do outro lado há restaurantes servindo queijos e vinho verde e um pequeno gramado onde muitos se deitam para apreciar o pôr do sol. Eram 20h quando eu vi a tarde ir embora com um pôr do sol maravilhoso, cheio de cores!

- No meio dos dois lados do rio, há a Ponte Luís I construída em 1886. Dizem que o mocinho que a projetou foi aluno de Gustavo Eiffel (sim, ele mesmo, o top!). Só por isso eu já botei fé na tal ponte :)


- Não conheci o Palácio da Bolsa que estava fechado naquele dia, mas dizem que é incrível! O Palácio é a sede da Associação Comercial do Porto e serve agora para os mais diversos eventos culturais, sociais e políticos da cidade.


- Conheça a igreja de São Francisco, a mais linda do Porto, feita com mais de 400kg de ouro. Uma pena que não pude fotografar lá dentro, mas olha, é uma das coisas mais impressionantes que já vi na vida!

- Visitamos também o Museu do Vinho do Porto, na beira do Douro, mas não recomendo. Lá dentro tem um monte de barril, roupas e louças velhas e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiita papelada antiga exposta. Nada interativo, nada emocionante, nada de nada. Não passem por isso!

- Conheci o estádio do Dragão apenas por fora. Não consegui visitar o estádio por dentro e nem assistir um joguinho, uma pena. Mas me acabei na lojinha do Porto e trouxe presentes pra toda família!

O que eu posso dizer é que aquela cidadezinha é linda e especial. Fiquei encantada por estar na mesma terra que meus parentes paternos. Uma pena não ter chegado à Lourosa, mas confesso que saí de lá querendo levar meu velho, mais uma vez, para desfrutar daquele lugarzinho por muitos dias, como ele não conseguiu fazer.




domingo, 18 de março de 2012

Madrid

Três dias e meio em Madrid e eu trocaria por mais três em Barça.
Para exemplificar: Madrid é São Paulo e Barcelona é Rio de Janeiro. Praias, clima de férias, altos pontos turísticos, enquanto Madrid, cidade grande, fica lá, com suas peculiaridades que pode até ser bacana, mas é preciso que alguém apresente estas coisas pra você.

Uma amiga minha me deu umas dicas e nós aproveitamos. Conhecemos o Palácio Real de Madrid, lindo, todo branco, situado em uma praça repleta de monumentos. Um dos lugares que mais curti em Madrid.
O mais legal era passear entre as ruazinhas e observar as peculiaridades das vielinhas. Todas estreitinhas, cheias de motinhos acelerando por lá e pequenos cafés e restaurantes.


Outro lugar bacana que conhecemos foi a Plaza Mayor, uma praça localizada no centro da capital e repleta de edifícios. Ao todo, são 237 varandas que circundam o lugar que abriga diversos restaurantes onde inclusive paramos para almoçar.


Passamos rapidamente pelo Mercado de San Miguel, mas estava lotaaado! O mercado desses países são um show à parte, vale a visita. A variedade de comidinhas e bebidinhas que existe por lá é absurda!

À noite, comemos em uma tradicional casa de tapas que tinha perto de nosso hotel - diga-se de passagem, um "Senhor" Hotel, chamado Husa Moncloa, super chique e bem localizado. Só era ruim a parte de wi-fi que não existia no quarto e era caríssimo para usar.
Ao redor do lugar em que estávamos, não havia muitas opções de restaurantes para comer. Tinha mesmo era um El Corte  Inglês gigantesco para se esbaldar. Mas eu me segurei firmemente!

Visitamos o Museu Reina Sofia, um dos mais importantes museus de arte moderna espanhóis. A atração do museu, sem dúvida, é o quadro Guernica, de Pablo Picasso. O artista pintou esse quadro para retratar o estado de Guernica após o bombardeio dos nazistas durante a Guerra Civíl Esapnhola, em 1937. A pintura retrata restos de pessoas espalhados por todos os lugares.
Esta obra é a coisa mais sensacional que eu já vi! Ficamos olhando fixo para ela durante muito tempo. Seguranças em torno do quadro ficam de olho, atento a qualquer passo ou movimento estranho perto da obra. Nem beber água no recinto é permitido. É justo!

Almoçamos em um restaurante bem legal, numa pracinha bem badalada, só que esqueci o nome do lugar. A paella do Bruno estava bem bonita. Eu optei pelo meu franguinho com batata frita mesmo, hehehe!

Valeu a pena conhecer a capital da Espanha, mas de todos os países visitados, este foi o que menos me atraiu. Tenho vontade de voltar pra Espanha para visitar outras cidades como Sevilla, Pamplona e Valencia.

A verdade é que eu saí de lá ansiosa por Portugal, terra da família Cardoso. E no dia 18 de setembro nós partimos rumo ao Porto.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Niver do Pai

- Bem, estou com vontade de comer doce. Posso comer seu bolo?
- Só se você vier aqui e assoprar a minha vela!


Entra ano e sai ano e ele não muda.
Desbocado, desbaratinado, bon vivant. E houve quem dissesse que ele não chegaria nos 60. Não só chegou como ultrapassou.
Meia-três, negada. Colocando muitos no chinelo.

Meu Pai, meu herói, meu amor.



Carnavaliando...

Dias muito bem aproveitados, assim foi meu Carnaval. Fui aos blocos de rua de São Paulo, desfilei pela primeira vez no Anhembi de fantasia e tudo, curti uma segunda super gostosa na companhia das amigas e, pra finalizar, peguei um cineminha com meu amor (Tintim em 3D). 
Ouvi muitas marchinhas, usei chapéu e peruca colorida e sorri. Mais do que isso, eu tenho deixado a vida sorrir para mim. Mesmo com os "poréns", me sinto vivendo uma das melhores fases da minha vida: família unida, trabalho indo bem, boas pessoas por perto e um namorado pra lá de maravilhoso me cercam. Eu não tenho mais reclamado como antes (só o São Paulo é capaz de me tirar do sério) e levo minha vida numa boa. 

Vejo por aí tanta gente bonita e com capacidade de viver melhor a vida e me entristeço. Gente que se preocupa com pequenezas, que nutre sentimentos ruins, de posse, pessoas que vivem cansadas, com preguiça de se cuidar... Reclamar é fácil, ô se é! Criticar e apontar o dedo pros outros também. Difícil é parar e organizar a vida, olhar pro próprio rabo e se conscientizar que é preciso mudar pra crescer. 

A rotina do dia a dia não é fácil pra ninguém, mas a vida nos dá diversas oportunidades para transformar um dia comum em uma data marcante.
Eu vivi um maravilhoso Carnaval e quero que meus dias sigam essa mesma pegada. A vida sorri para quem retribui.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Barça! Barça! Baaaaaaaaaaaaaaaaaaaarça!

Quando o trem saiu chegou em Barcelona e eu pisei em solo espanhol, o calorão subiu pelo corpo todo. A Espanha, especialmente Barça, foi o trecho mais quente de nossa viagem. Um sol ardido, senegalês nos acompanhou nos três dias que ficamos pela capital. Pouquíssimos dias, aliás. Se eu soubesse que ia amar tanto Barcelona assim, eu perderia uns cinco dias por lá, fácil. Bom, meta para a próxima trip...

Bom, pra começar, ficamos em um hotel MARA, de frente para a praia, chamado Rafael Hoteles Diagonal Port. Banheira, vista incrível, wi-fi com cabo de internet e espaçoso. O café da manhã era incrível e eu me esbaldava!

Logo de cara fomos conhecer a praia em que estávamos. Tudo bem que eu não sei o nome, mas ela era linda. O sol estava a pino, a areia é limpa, ela era desertinha, tinha alguns quiosques onde muitos iam tomar café e ler jornal. A praia tem rampas e ciclovias para a prática de esportes de esportes, como andar de skate, bike, caminhadas e etc... Linda mesmo! Usei até o banheiro do quiosque e ele estava super ok, com papel higiênico e tudo mais.

Andar pelas ruas de Barça é maravilhoso. Em muitas janelinhas é possível ver a bandeira do time da cidade asteada. Como chegamos pela manhã e o check-in só começava às 14h, resolvemos sair para conhecer um pouco do local. Depois da praia, decidimos ir até o Parque Guell, o parque de Gaudí, mas o caminho era muito complicado. Mudamos a rota e fomos conhecer a Sagrada Família. Antes de tudo, pausa para lamecar a cara de protetor solar pq o sol forte castigava.

A fila da Sagrada Família era imensa, debaixo daquela lua. Bruno estava pedindo arrego e eu fui enfrentar a fila, mas ao saber que não aceitava cartão, desistimos de entrar na igreja. Saímos com pouco dinheiro e não ia dar para pagar. Uma pena! Uma das minhas tristezas foi não ter conhecido a igreja de Gaudí por dentro.

Muitos andaimes decoravam a parte externa do lugar, internamente deveria ser a mesma coisa, mas eu queria ter entrado. Fica aqui mais um pretexto para voltar pra Barça.

Almoçamos num restaurantezinho lá perto. O menu completo do almoço com entrada, prato principal, sobremesa e bebida, saia por nove euros. Era tipo um PF da Europa. Foi aí que Bruno conheceu o gaspacho (uma sopa gelada a base de tomates) e se apaixonou.

Nesse mesmo dia, mais tarde, conhecemos o Mercado La Boqueria, que segue a linha do nosso Mercado Municipal. Foi muito legal esse passeio. Um dos atrativos deste mercado são os sucos, vendidos em qualquer barraquinha com um preço bacana. Os sabores eram dos mais variados: coco com framboesa, laranja com uva e por aí vai... Nos acabamos! Tomei tanto suco que meia hora depois estava quase vomitando na Praça da Catalunha - que aliás é lindíssima!


Passear pela La Rambla de Barcelona é maravilhoso. A rua está repleta de restaurantes, pessoas, barraquinhas, mímicos e etc... Tudo isso à noite então, é lindo demais!


No dia seguinte, o tour foi grande. Visitamos a Catedral de Barcelona, estilo gótico, belíssima! Na porta, umas tiazinhas malandras já estão de prontidão, vendendo xales a um euro por que sabem que as mulheres que chegarem vestindo blusas regatas e decotadas irão precisar se cobrir para entrar no local. Eu fui uma delas. Fuén!

De lá, seguimos para La Pedrera (ou Casa Milà), um edifício magnífico construído por Gaudí (sempre ele!) e que é parte do Patrimônio Mundial da UNESCO. Incrível. Gaudí é genial. A fachada com ferros destorcidos e as chaminés que estão na "laje" na casa imitam bonecos. Os azulejos que cobrem cada escultura também são um charme a parte.

Ah, não posso esquecer de dar essa dica pra vocês, minhas leitoras, amigas: na frente da Casa Milà existe uma lojinha chamada SHANA. O nome é bem sugestivo, né? Pois bem, lá dentro estão roupas bacanas, incríveis, lindas e... BARATAS!!!!!!!!! BARATÍSSIMAS, eu diria.
Batons por um euro, blusinhas por quatro euros, sapatos por dez euros, bolsinhas de mão por quatro euros, lenços por dois euros... enfim, gente. PIREI!!!!!!!! Comprei coisinhas pras amigas e pra mim, claro. Até relógio de dois euros eu levei pra casa.

De lá, almoçamos em um restô beeeem bacanudo com comida boa, menu completo e preço acessível. Uma pena eu não lembrar o nome do lugar, mas fica bem pertinho da Casa Milà. Ar condicionado, comida boa, atendimento bacana. Adorei!

Depois conhecemos o Parque Guell, um parque urbano construído por quem??? GAUDÍ, óbvio! Patrimônio da Hunanidade, o lugar é sensacional, amplo, cheio de contrastes entre texturas, cores e materiais de construção. Ele mistura tudo, cara!

À noite, comemos um lanchinho na praia e a lua, gigante, laranja, brilhava pra nós. Que cena linda!

No dia seguinte já iríamos partir. Nosso trem estava marcado para sair às 16h, então fomos aproveitar o dia. Eu precisava conhecer o estádio do Barcelona, o Camp Nou, é claro! Beem caro pra entrar, mas vale cada centavo. Conhecemos toda a história do clube e toda a estrutura. Passeamos pela arquibancada, pela beira do gramado, entramos no vestiário, na sala de imprensa, enfim... em todo lugar! Eu amei aquilo.
Saímos de lá em cima da hora para pegar o trem que nos levaria a Madrid.

Barcelona é tão linda, tão quente, tão cheia de coisas pra fazer, que deixou um gostinho de quero mais. O Castelo de Montejuic que estava em nossos planos também não deu pra conhecer.

A terra de Gaudí é deliciosamente linda. Beem melhor que Madrid (conto no próximo post).


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Meus 29 anos...

Dia vinte e sete de janeiro de dois mil e doze. Vinte e nove anos.

O dia do meu aniversário foi chuvoso e feio, mas não me entristeceu. Nem tive inferno astral, gente. 

Ganhei flores e chocolates da Mazé....



Almocei com as amigas do trabalho...


Soprei o "bolo"...

Montmartre estava comigo....


E as pessoas mais importantes da minha vida também.


SAÚDE e FELICIDADE!

"E aos 29 com retorno de Saturno decidi começar a viver..."