quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Um anjo torto, um Canhoteiro...

"Um São José de Ribamar 
Um bailarino 
Um brasileiro
Um Paraíba
Um Ceará 
Um pé de ouro 
Um peladeiro 
Mata no peito e beija o sol 
Balão de couro 
Bola de efeito 
Mas que perfeito é o futebol 
Corre dispara pára ginga e zás 
Mais um zagueiro vai pro chão 
Esse já era não levanta mais 
Outros virão 
Finta canhota, voa samurai 
Lá vai a bola bala de canhão 
Seu pé direito é a bomba que distrai 
O esquerdo é o coração 


Um belo drible decide o jogo 
No grande baile do futebol 
Só um artista, um Canhoteiro 
Acende a tarde inventa o sol"


(Canhoteiro - Fagner e Zeca Baleiro)


Ganhei o desenho abaixo de presente do querido Queco. São Paulino, que conheci através do blog SP35, onde escrevo sobre o nosso Tricolor.

Esse ponta esquerda é a minha paixão. Queria ter visto Canhoteiro entortar os zagueiros com a camisa do meu São Paulo. Mas agora eu tenho imortalizado em uma camiseta esse gênio da bola, estampado em meu peito.

Obrigada pela linda homenagem, Queco!



Ano Novo Chinês

A gordinha aqui foi na Liberdade no final de semana passado para pegar boas energias do Dragão.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Bolada!

Tô nadando, tô andando, tô drenando e estou inchando. Meu Deus, onde eu vou parar? Eu, sinceramente, não sei. Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia, e isso não é apenas a canção do Nando Reis. É um fato! Por isso que eu não posso comprar calças e as saias e vestidos tem sido a solução.

O rosto parece uma lua cheia, os braços e as costas, pelo amor. E o joelho? Reparei hoje enquanto ia trabalhar. Parece que estou inchada de tomar cachaça, sabe? Até fiquei preocupada achando que poderia estar com gota.

Cara, eu preciso relatar tudo isso que eu estou passando pra depois, quando ler estes textos novamente, poder me orgulhar de ter mijado todo esse líquido fora.

E tirar fotos? Gente, eu amo tirar fotos, amo sorrir, mas eu não posso mais posar pra nenhuma câmera até voltar ao normal. Quando eu sorrio, o rosto se enche ainda mais... eu pareço um Rei Momo. Que dó de mim... Meu aniversário está chegando e eu nem vou poder posar pras fotos. Não quero sair gorda nos retratos dos meus 29 anos, gente. E agora? Estou mega triste com isso!

Eu estou bem gastadeira ultimamente. Só compro roupa, sapato, acessórios e por aí vai... Acho que essa é a maneira que eu encontrei de ficar bonita. Tipo, me arrumando mais, colocando roupas novas, isso de alguma maneira me deixa mais satisfeita quando olho no espelho.

O espelho... Tem dias que tá tudo bem, tem dias que não. O espelho do carro do meu irmão é um martírio pq eu consigo ver todos os pelinhos que adquiri no rosto por conta dessas bolas. O espelho do trabalho às vezes é generoso. O casa é enganador pq o ambiente lá é escuro, mas mesmo assim ele não tem minha total confiança.

Quinta-feira eu tenho médico. Não quero criar muitas expectativas, mas tomara, meu Deus, que ele me livre de mais umas boas doses de cortisona.

A vontade que eu tenho é de passar o dia andando, nadando e me drenando pra ver se esse inchaço sai de mim, de uma vez por todas. Eu não quero ser gorda!!!!!!!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Volume bom

Preciso ser justa com as bolas que estou tomando e agradecer a bunda que ganhei nos últimos meses. Incha a cara, mas incha a bunda também, tão pensando o quê? Uma belezinha, gente! Calças apertadas e um volumezinho que faltava na minha pessoa.
Ela (minha bunda) podia ser sempre assim que não iria me incomodar, viu.

Cortizona é vida, amigos. Só que ao contrário.

Parece disposição, mas é só cortisona...

Bom dia pra quem acordou às 4h30 da manhã. Zoião estalado e vira pra cá na cama, e vira pra lá no sofá e nada do olho fechar. Conclusão: fui andar / correr às 6h da manhã. Isso, agora além de andar eu corro. O Bruno deu a sugestão e eu acatei. Como estou fora de forma, meu Deus! Joelho dói, respiração fica ofegante, mas a gente segue a rima.

Tô me sentindo menos inchada no rosto. Quer dizer, tem horas que eu acho isso, tem horas que não acho mais. Essas bolas mexem com a gente, viu. Só quero ver como vai ser quando eu parar com esse remédio.
Só quero continuar acordando cedo - um pouco mais tarde que 4h da madruga, que fique claro - e aproveitando as horas do dia. Tão bom ouvir os passarinhos cantar!

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

2012 chegou. E meu inchaço, quando vai embora, hein?!

Acho que as fotos do Réveillon ficarão marcadas em minha vida. Não vou querer olhá-las nunca mais! Tinha tudo pra estar lindas, mas... não estava. E daí, né?! Meu namorado disse um monte de vezes que me ama e que sim, eu sou a bonitona dele. Então, chupa todo mundo!

Primeira meta do ano: Me concentrar nas atividades físicas que começam com força total na semana que vem (academia e drenagem) e pensar no vestido mais lindo que vou usar no meu aniversário daqui 26 dias.
Vou festejar mesmo. Inchada de felicidade e boa vontade. Pode vir, Ano Novo!


Enfim, P A R I S


Todo mundo sabe que conhecer Paris era o sonho da minha vida. Não era algo que eu queria desde pequena, confesso. Foi uma coisa que surgiu assim, do nada, depois de ouvir algumas histórias e assistir muitas reprises do "Fabuloso Destino de Amelie Poulain" no DVD. Edith Piaf também tem sua parcela de culpa no meu amor pela Cidade Luz, não só ela, mas muitas outras coisas me chamavam a atenção: o idioma, as cores, a seleção francesa de futebol (sim, que vira e mexe, mete o sabugo no Brasil, adoro!), os queijos, o biquinho pra falar, aquela magia que envolve a cidade, tudo isso...
Eu comecei a juntar dinheiro em 2008 por que queria conhecer Paris e pronto. E assim começou a minha sina, de grão em grão, ganhando merreca e investindo na poupança.

Quando essa viagem começou a ganhar forma e se tornar realidade, o destino que estava traçado desde o começo era Paris, o resto a gente escolheria juntos. O Bruno até conta que não botava muita fé na minha Paris, mas foi surpreendido. PARIS É FODA DEMAIS!

Vamos começar do começo, vai. Saímos de Munich no dia 07 de setembro (jogo número 1.000 do Rogério Ceni) às 23h. O trem era aquele aperto de sempre, mas eu estava ansiosa pra chegar no meu destino favorito. Com o dia amanhecendo, eu pude observar a paisagem pela janela. É claro que se vê muito mato e casinhas nada a ver, mas Paris já começava a surgir na minha vida. O tempo estava feio, frio e garoando. Foda-se, era Paris! Tomamos um café generoso na cabine do trem (até sobrou comidinhas e suquinhos) e desembarcamos na estação umas 10h da manhã. Foi um sufoco achar o metrô dentro daquele lugar e a fila pra comprar bilhetes era absurda! Tivemos que apelar pros guichês, pois não tinhamos trocados pra comprar as passagens na máquina. Muita fila, muita espera! E detalhe: Paris não conhece a acessibilidade. Sério, não sei como os deficientes conseguem viver ali. Não existe elevador e nem rampa de acesso, quer dizer, se existe é muito bem escondida. Imagine nós com malas, subindo e descendo mil degraus pra entrar na estação, pra passar a catraca, pra baldear, pra sair da estação.... era isso mesmo que acontecia. Foi pesado o baque!

Nosso hotel ficava em Montmartre, um bairro boêmio de Paris repleto de bares, Sex Shops e bastante frequentado por intelectuais famosos, como Cézanne, Monet, Van Gogh, Renoir e Toulouse-Lautrec. E muito por acaso, é o bairro onde foi rodado o filme que mais me inspirou a conhecer Paris. O café da Amelie Poulain ficava na rua de cima do hotel, coisa do destino mesmo, eu tinha que realmente passar por ali e viver tudo aquilo que eu mais curtia na tela da televisão.

Pisamos em Paris com aquela garoa fina caindo, incomodando. O vento frio também batia e eu me encolhia toda. Ficamos em um hotel bem xumbrega pra falar a verdade. A cidade é cara pra tudo: comer, beber, hospedar, passear, então, nos restou os aposentos da época de Allain Delon e olhe lá. O café da manhã era fraco e porcionado, a cama era de madeira vagabunda, os quartos eram carpetados, mas a internet era free e o quarto tinha frigobar e ar condicionado do bom.

Logo que chegamos fomos dar uma volta. Éramos vizinhos do Moullin Rouge e demos uma passadinha no cabaré pra sentir o clima. Meio que "sem querer, querendo" chegamos na Basílica de Sacre Coeur, igreja linda, grande e que conta com uma vista pra cidade que é de tirar o fôlego.
Mas o frio apertava e, do nada, depois de uns 10 anos, senti dor de ouvido. Pois é, eu em Paris com dor de ouvido, era só o que me faltava! Não consegui passear durante o final da tarde por que estava mega cansada da viagem de trem, tremendo de frio e com dor de ouvido. Graças à Deus - ou não - o Bruno levou um antiinflamatório do Brasil e foi ele quem me curou - ou não - da dor. O resultado disso foi uma reação alérgica que tive depois e que me deixou sem plaquetas e internada. Mas foda-se, eu estava em Paris e foi tudo mara!

Segue nosso roteirinho de visitas:

Saint-Sulpice: Igreja linda, cheia de história, estátuas e quadros. Tem uma pracinha muito agradável na frente, com uma fonte maravilhosa. Lá dentro, todo mundo pára pra ver um quadro onde o artista
Eugène Delacroix pintou Jacó lutando com um anjo.

Jardim de Luxemburgo: Lindo demais! Como fomos em setembro, pós verão, o lugar estava meeeega florido, entrando no outono. Tem um lago com patos e diversas estátuas (todas elas com plaquinhas explicando o que é cada uma). Local ideal para descansar, ler um livro ou correr (vi um pessoal jogando tênis por lá). Uma delícia!

As Catacumbas de Paris: São 400km de extensão, no subsolo úmido e frio que se encontra um ossuário repleto de teco de gente que já partiu dessa pra uma melhor. Escuro e comprido, é preciso te fôlego e gostar muito de ossada pra "passear" lá dentro. Eu fui pq o Bruno queria muito, mas.... é aquilo: osso, frases, escuro e só. Sinistro! A verdade é que essas catacumbas foram feitas pra suprir a necessidade da cidade que não havia mais onde enterrar seus mortos pq os cemitérios estavam superlotados. Calcula-se que as Catacumbas de Paris contenham os restos mortaiss de 5 a 6 milhões de pessoas.

Torre Eiffel: .... .... ..... LINDAAAA!!!!! Um abuso, gigantesca, imponente, a coisa mais grandiosa que já vi em vida. Gustavo Eiffel, sou sua fã e pago um pau pra sua construção. Gente do céu, aquilo ali é divino! Como eu queria viver numa cidade que tem uma torre daquela. Quando eu olhei pela janela do metrô e vi aquela coisa enorme surgindo na minha frente eu desacreditei. Ali eu já achei um exagero, mas quando eu cheguei perto e vi aquela base plantada no chão, cheio de ferro transpassando o barato até lá em cima eu fiquei de boa aberta. É algo inexplicável, a sensação foi a melhor possível e eu só queria saber de tirar fotos. Olhei ela de cima abaixo muitas vezes pra não esquecer jamais. Chegamos na Torre umas 17h e só saímos de lá depois das 22h. Eu vi ela acender e piscar. Fiquei louca!!!! A coisa mais linda e emocionante da vida, obrigada Senhor!

Rio Sena: De frente pra Torre é um lugar bem gostoso de ficar e admirar a própria. Barquinhos fazem seus tours direto por lá e alguns restaurantes estão em sua margem. Também tem um carrossel super iluminado que faz parte do cenário local, sem esquecer os vendedores de rua que oferecem seus quadrinhos por lá. À noite é a coisa mais linda, as luzes refletem na água e tudo se ilumina. É neste lugar que a Cidade Luz mostra todo seu brilho.


Jardim das Tuileries: Mais um jardim / parque lindíssimo de Paris. Difícil dizer se é mais bonito que o de Luxemburgo, mas não fica atrás. É menor, mas tem tudo aquilo que o outro tem: arte, lago, flores e pessoas que curtem o local para descansar ou por lazer. Um detalhe importante: lá dentro está localizado
o Musée de l'Orangerie, uma galeria de arte que abriga obras de Monet, Picasso, Renoir e muitos outros. As Ninfas, obra de Monet, são um caso à parte: lindas, ocupando as paredes de uma sala inteira.


Museu do Louvre: Parada obrigatória, né?! O maior e mais visitado museu do mundo é gigaaante! Pra quem pira em artes (quadros e esculturas), ali é o local. Eu fiquei zonza por lá de tanta gente que vi e de tanta escada pra subir. Vimos a Monalisa, a Vênus de Milo, a Esfinge do Egito e pra mim já estava OK!

Pont dês Arts: A ponte cheia de romantismo corta o Rio Sena e é conhecida como ponte do amor. Cadeados com inciais de nomes dos casais decoram as grades da ponte. É tipo aquele lance "amarração pro amor" que a gente conhece aqui do Brasil, só que mais chique, mais sutil pq é Paris, né, gente?! Tão bonitinho que vale a pena ser visitado e de quebra, meter um cadeado lá com o seu nome e o do amado e jogar a chave no rio. Eu não fiz isso, puta merda, vou ter que voltar até Paris, então...


Catedral Notre-Dame de Paris: Uma das mais antigas catedrais em estilo gótico. Ela está localizada na Ile de La Cité, rodeada pelo Sena. Ela levou 170 anos para ser feita e é dedicada à Maria, mãe de Jesus. É linda demais! Quando a visitamos, estava rolando uma missa. Foi sensacional. Pude tirar algumas fotos do interior da igreja, coisa não muito em comum em outros lugares.

Café des 2 Moulins: Quem já assistiu o filme "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain" sabe muito bem do que eu estou falando. Após ceder seu espaço para a gravação do filme, o local ficou famoso e é um dos pontos turísticos de Montmartre. Lá, Amelie está presente mesmo sendo pura ficção. Quadros da atriz Audrey Tautou enfeitam o ambiente no bar, nas paredes, no cardápio e até mesmo no caminho para o banheiro. Os preços não são tão caros. Pedimos um combo de café da manhã que vinha com suco de laranja, café, pão, geléia e manteiga. Não lembro exatamente o preço, mas vale a experiência. Ainda mais para mim que sou suuuuuper fã deste filme. O endereço é Rua Lepic, 15.

Arco do Triunfo: Lindoooo, grandão! Não subimos no topo pq neste dia chovia e ventava horrores. O Arco simboliza as vitórias de Napoleão Bonaparte e lá estão gravados os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Também tem uma homenagem ao Soldado Desconhecido e ele está localizado na Praça Charles de Gaulle - e é uma dificuldade sem fim atravessar aquela avenida: não existe semáforo. Só depois descobrimos que existe uma passagem subterrânea. Dãer!

Cemitério Père-Lachaise: O maior cemitério de Paris e o mais famoso do mundo. Saí de lá querendo ser enterrada perto daquele povo todo quando bater as botas. Só tem diplomata, engenheiro e bacharel naqueles palmos de terra, gente! É meio confuso achar o "repouso" da galera pq o local não tem suas ruas seguindo uma ordem lógica de busca. Por isso, antes de saírem andando pelas tumbas, decidam quem querem visitar (logo na entrada tem uma placa com o nome do povo e sua localização) e depois arranjem um mapinha físico para ir guindo-os.
Dei uma chorada pela Edith Piaf, Oscar Wilde e pelo Jim Morrison. Não encontrei Allan Kardec e mais um monte de nêgo pq só consegui o mapinha horas depois. E chovia!!!!!!

Basílica da Sacrè-Couer: Um dos lugares que mais me deixa com saudades de Paris - depois da Torre, claro. Ela é linda, simples, enorme, está de frente para uma vista incrível da cidade e com uma escadaria feita de maneira perfeita para que você possa admirar a Basílica. O interior da igreja também é especial (e eu fotografei mesmo sem poder, mas isso eu só soube depois de mil cliques. Mal aê!). Tudo ali em torno é inspirador. Perto da Basílica existem mil lojinhas de souvenirs, restaurantes e pessoas querendo fazer sua caricatura no meio da rua. Ô lugar gostoso! Nas escadinhas de frente à igreja, músicos tocam violino e tornam aquele cenário mais especial ainda. A construção da Basílica é um show a parte e aqueles muros pintados de branco conseguem chamar a atenção sem precisar de muito.


A grama perto das escadas que dão acesso à igreja me serviram de cama em uma tarde gostosa. Levem uma canga e deitem debaixo da Sacrè-Couer... inesquecível.

Parc de Princes: ALLEZ PARIS!!!!! É claro que fui assistir um jogo de futebol na Cidade Luz, né? Ainda mais com o meu zagueiro tricolor  LUGANO defendendo o PSG, ex time do também São Paulino Raí, onde nosso camisa 10 fez história. O estádio é sensacional, a vibe da torcida é bem diferente da nossa pq existe civilização no primeiro mundo! Pegamos uma fila gigante para entrar, mas tudo tranquilo!
O metrô está na boca do estádio e todo mundo pode chegar e sair de maneira calma, sem vandalismo, gritaria ou super lotação. O metrô prepara trens vazios para levar os torcedores de volta pra casa numa nice. O preço pra ver o jogo passou de 30 euros, mas vale, né?! Mesmo assistindo a partida em pé pq entramos em cima do lance e sem condições de procurar nosso assento, eu pude ver tudo com perfeição! O time da capital ganhou de 1x0 do Brest e Diós Lugano levou cartão amarelo após dar uma linda botinada. Muito amor!

Dicas e observações da turista:

Torre Eiffel: Separe uma tarde para conhecê-la e explorá-la de todas as formas. Passe uma tarde debaixo de seus ferros até anoitecer. Volte em outro dia apenas para fazer o tour por dentro. Eu fiz desta forma e acho que foi a melhor coisa. Queria ter ficado mais tempo debaixo dela, isso sim.
Lá nas redondezas existem muitos bares e restaurantes, mas é super caro tomar um café e ficar olhando pra ela destes lugares. Nós achamos um mercadinho e compramos uma cerveja, um refri e ficamos na grama deitados, olhando a torre, conversando. Acho que vale a pena comprar uns quitutes no market e desfrutar algumas horinhas perto desta coisa linda que Gustavo Eiffel fez. Observação: Nos jardins da Torre tem sanitário gratuito :)


Em torno da Sacrè-Couer, fiquem atentos! Lá têm muitos "malandrinhos" que adoram pegar dinheiro dos turistas otários (nóis memo!). Eles chegam falando "No pasa nada!", mas passa sim. Os caras seguram seu punho com força, querendo colocar pulseirinhas em nosso braço (tipo as fitinhas do Bonfim, como lembrancinha de Paris) e aí, meu amigo, se o cara prender a pulseira no seu braço, ele dá o valor que quiser e você paga! Seja firme, fale NÃO, sacuda o braço e faça cara feia. Grite, se necessário!

Os lanches e doces de rua também merecem ser provados. Baguetes com todos os tipos de recheio e os crepes de Nutella merecem umas boas bocadas. Coma um Croque Monsier (misto quente) observando o carrosel que tem ali perto da Basílica. Só fique ligeiro com o bando de pombo que passeia por lá.

As estações de metrô são mega perto uma das outras. Às vezes caminhar um pouco mais te permite conhecer melhor a cidade.

Montmartre é o bairro mais legal de Paris, mais boêmio, mais delícia! Eu adorei ficar hospedada por lá. Tem de tudoooo! Mercado, bar, restaurante, Moullin Rouge, Sacrè-Coeur e tem até o Museu do Sexo! A noite por lá é agitada e com um metrô por perto você vai para qualquer canto! Nós estávamos pertinho do metrô Pigale.

Visitei a Galeria Lafayette mas não curti e de lá só usei o sanitário mesmo. Ali só tem loja milionária, ideal pra quem quer comprar Dior, Burberry, Louis Vitton e afins. O que não era o meu caso.
O lugar em si é grandioso e bonito, mas confesso que não prestei muita atenção, gente. Desculpa!

O Museu do Louvre exige paciência. Sua fila é gigaaaantesca de demora horas. Maaaaaaaaaaaas, existe uma entrada pela rua de trás que quase ninguém conhece ou explora. Entramos por lá e foi rapidíssimo. Você só não passa pela famosa pirâmide para entrar no museu, mas também não pega fila. O que prefere?

Paris é bege, mas é linda demais! Encantadora, magnífica, iluminada, abençoada! O melhor destino da minha vida, meu sonho realizado, minha saudade, meu choro de dever cumprido quando o trem partiu rumo à Barcelona e o Bruno colocou "Je Ne Regrette Rien" pra tocar enquanto nos despedíamos daquele lugar.
Eu senti que ainda volto pra lá, ah se volto.
Como disse minha amiga Ana Mogadouro em um comentário no meu Facebook: Paris é feita de Roberta Nina e Roberta Nina é feita de Paris.

Je T'aime!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Caminhando com papai

Por conta deste inchaço que invade meu pequeno corpo de 1,56m, decidi que precisava aderir a um COMBO de atividades para poder voltar à antiga forma – que não é lá das melhores, mas é infinitamente melhor do que a atual. O combo consiste em: comer bem e de maneira certa, fazer drenagem linfática, passar a frequentar uma academia, beber muita água e caminhar. É coisa pra cacete e a gente faz o que pode. Como comer bem e de maneira correta tomando essas bolas que me fazem querer devorar o mundo de meia em meia hora? Como fazer drenagem sendo que o pacote com dez sessões é mais caro que minhas despesas mensais? Como fazer academia sendo que todo mundo vai parar na semana do Natal e só retornam ao trabalho depois da primeira semana de janeiro? Beber água, ok. É de graça! Caminhar também dá, desde que se acorde cedo, muito cedo.


Como me sobrou apenas estas duas opções, lá estou eu, toda semana (pelo menos duas vezes) andando, logo após o cantar do galo. O meu pai é minha companhia e ele chega em casa arrastando a porta às 6h da manhã. A experiência é muito divertida, tenho que admitir.

Nos primeiros dias ele caminhava de papete, mas aí eu disse que o mais indicado seria usar um tênis e desde então ele mudou o calçado. Só o hábito de fumar após o exercício é que eu não consegui eliminar e nem me esforço muito pra isso porque não vai rolar.

O fato é que como andamos por cerca de 45 minutos, ele vai me narrando todo o seu dia a dia que é repleeeeeeeeeeeeeeeeeeeeto de acontecimentos marcantes (porra nenhuma, mas beleza). Ele fala e anda com toda aquela barriga e eu não sei como não falta fôlego pro véio, sério mesmo. É de se admirar!

Ele conta os casos da sua mulher, das contas que tem que pagar, da cachorra que comeu o fio do telefone, do Tricolor que tá uma barca furada, conta piada, relembra o passado, fala do médico e assim a gente segue na passada todas as manhãs.

Hoje nós tivemos um breve debate sobre o Natal. Ele ficou chateado porque não passamos o dia 24 com ele e começou a choramingar. Eu, querendo explicar o porquê de não estar presente neste dia e sim no dia seguinte, 25, gerou um pequeno bate boca. Nada de exagerado às 6h30 da manhã no meio parque, coisa tranquila mesmo (NOT!). Nesse momento eu pude perceber que sou igualzinha ao meu pai, impulsiva, que fala sem parar e que não deixa as pessoas terminarem o raciocínio. Imaginem como foi o nosso bate papo... Gente do céu!

No final das contas ficou tudo bem. Eu entendi os motivos dele e ele entendeu os meus. Tudo se apagou como num passe de mágica. Acho que até nisso nós somos iguais, na capacidade de superar uma discussão com tanta rapidez. Pra quê ficar remoendo tanto um assunto que tem diferentes pontos de vista, né?! Meu pai apela demais pro sentimentalismo e isso me irrita um pouco. Acho que é coisa de pisciano, pois por mais que eu seja parecida com ele em alguns aspectos, não sou tão mimimi assim – e tenho certeza que também não ficarei desse jeito quando envelhecer. Ou ficarei? Ai meu Deus, será?

Bom, só sei que de qualquer maneira está sendo bem legal ter esses momentos matinais com o meu pai. Gosto muito quando ele diz que não estou gorda e sim um filézão e também quando ele faz sons com a boca (estilo pedreiro, sabe?) quando eu passo de pijama na frente dele antes de me trocar para a caminhada. É tão incentivador!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Fica 2011, vai ter bolo!

O ano está acabando. O que eu posso dizer de 2011, o ano que antecede o fim do mundo? Cara, eu não tenho palavras pra descrever o que foi 2011 na minha vida. Tudo veio num impulso, porque 2010 também foi maravilhoso, mas 2011 veio com mais força, pra levar o pódio de ano mais bonito da cidade!

Um turbilhão de sentimentos tomaram conta de mim. Eu tive alegrias, medos, sorrisos, choros, dores, amores, decepções, descobertas e tudo isso foi mais do que necessário para pessoa que me transformei no finalzinho do ano.

A minha meta em 2011 foi a viagem. Eu vivi pra conhecer a Europa, eu senti na pele (e no bolso) todos as emoções que o velho mundo me trouxe. Eu sofri de ansiedade. Muita ansiedade. Eu tive medo de não ter dinheiro pra viver este sonho. Eu tive medo também do avião cair na ida e eu morrer sem pisar na gringa. Eu chorei de alegria e de satisfação quando o trem partiu de Paris e eu dei adeus àquele lugar mágico. Meu sonho, gente! Eu realizei mais um sonho em 2011. Não é foda isso?

Eu penso que este ano se dividiu em dois momentos diferentes. No primeiro semestre eu mudei de emprego (ah, vá?! Novidade!) e gostei da experiência que vivi em outro segmento do jornalismo. Juntei toda a grana possível para a viagem e comprei uma câmera tão linda (a nenê) que registrou todos os momentos que vivi nos quatro países que visitei de maneira profissional que parecia que o Gladstone Campos andava ao meu lado (hahaha!). Mas eu continuei preguiçosa, continuei sofrendo por antecedência, com medo, com gastrite nervosa, com frescura pra comer, com medo de agulhas e por aí vai...

Falando sobre a Europa, ela é fascinante e mexeu comigo, dos pés à cabeça. É tão louca a sensação de chegar em um lugar desconhecido e dizer: “Gente, onde eu estou? O que eu faço agora?”, é inexplicável. Eu viajei por 28 dias com o meu namorado por lugares fantásticos, cheios de histórias e belezas. Não existe um dia que eu passe nessa vida sem me lembrar desta viagem. Agora que já passou, eu queria poder voltar atrás e aproveitar muito mais. É claro que fiz tudo que tinha direito, mas se eu pudesse voltar, faria o dobro. E só pra constar, o dinheiro que levei deu (até sobrou, se querem saber), tudo deu certo, não passei vontade em nada, comprei, comi, bebi e visitei tudo que podia, trouxe presente pra todo mundo que eu amo e vivi dias incríveis. O rolê foi mega cansativo e corrido, mas tudo valeu a pena. Rodamos muito de trem, arrastando malas e carregando mochilas. Conhecemos diversos hotéis e todo o tipo de gente. Tiramos mais de quatro mil fotos e dividimos experiências juntos.

Eu conheci os estádios de futebol que queria, eu vi a Torre Eiffel piscar pra mim, eu fui no Mercado de Barcelona e tomei os mais diversos sucos de todos os sabores que se pode imaginar. Eu vi a praça da Catalluna iluminada em uma noite de quase verão, toquei no Muro de Berlin, comi umas gororobas na Alemanha e não tive problema nenhum de recorrer ao Mc Donald´s quando necessário. Eu andei pelas ladeiras do Porto e quase morri do coração ao arrastar uma mala mega pesada pelas ruas de paralelepípedos daquela terra. Eu sentei no cais do Porto e vi um monte de pomba corvo na Alemanha. Me apaixonei pelo céu de Berlin, comi pasteis de Belém todos os dias que estive em Portugal e me encantei pelas obras de Gaudì. Conheci castelos em Heidelberg e fiquei um dia sem malas no início da viagem. Conheci o café da Amelie Poulain e achei o Louvre um porre. Não me apaixonei por Madrid, mas fiquei apaixonada pela Guernica de Picasso que vi no Museu Reina Sofia. Voltei mais queimada de sol e com muitas dores nas pernas, de tanto que andei, andei, andei... Os alemães são educados, sim e os parisienses nem tanto. Os portugueses são carrancudos e quando eles dizem que tal lugar é um “bocadinho” longe, é mentira! Enfim, tanta coisa...

Eu voltei outra pessoa da Europa, com mais vida, mais cor e mais histórias pra contar. Eu aprendi muito (não o bastante, claro) sobre cada país, seus costumes e histórias. Hoje, quando as pessoas conversam sobre estes lugares que visitei, parece que tudo fica mais claro, sabe?! É uma sensação ótima de saber do que estão falando, gente! O meu sonho era este: viajar e conhecer um tiquinho do mundo (especialmente Paris). É claro que foi corrido e que em muitos lugares queríamos ter mais dias para aproveitar, mas por ser nossa primeira viagem longa, tudo valeu a pena. Quero voltar para conhecer os lugares que não pudermos visitar, mas isso será em outra ocasião. Eu não vejo a hora que chegue abril de 2013 para poder viver esta sensação novamente. Sim, minha próxima viagem para a Europa já tem data. Enquanto isso, em 2012, eu irei me divertir pela América Latina mesmo! O aprendizado disso tudo foi: “MINHA VIDA É ANDAR POR ESTE PAÍS” – ou melhor, pelo MUNDO! Eu agora só trabalho pra viajar, gente. E tenho dito! Não quero mais nada desta vida.

O segundo semestre de 2011 foi bem diferente do primeiro. Eu perdi o emprego que havia ganhado no início do ano e voltei para a área que sempre trabalhei: assessoria de imprensa de gastronomia. Antes eu me martirizava por achar que o que eu fazia era inútil e que não me acrescentaria em nada, mas essa fase passou. Não é SÓ a profissão que nos ensina a viver, não. A vida é muito mais que isso! Eu quero estar bem, ganhar um dinheirinho que me dê conforto pra realizar meus sonhos e conviver ao lado de pessoas decentes, que me deixem trabalhar, sem me estressar, sem me perder. Acho que encontrei isso neste novo lugar. Estou neste lugar há um mês e meio e estou gostando bastante. Quero bem ficar uns bons dois anos sossegada porque olha, eu não aguento mais rodar!
E é bom dizer que estou aqui porque uma grande amiga me ajudou assim que soube que estava desempregada. Graças à ela eu pude voltar a trabalhar sem demora. Obrigada Jaque pela força que me deu, não tenho palavras para agradecer o que fez por mim.
Além do novo trabalho, passei um por uma experiência que mudou a minha vida. Sete dias internada em um hospital, pela primeira vez. Não chegou a ser susto enorme porque não tive nada grave, mas sim delicado. Como já havia passado por isso, desde o início eu sabia que as marditas plaquetas estavam sumindo de mim. Muitos exames e muitas injeções me fizeram perder o trauma louco que tinha de agulhas, canos e afins. É claro que ninguém gosta e eu também não sou uma louca que saí do hospital querendo levar picada todo dia, mas agora eu lido muito bem com isso. Fiquei com a veia furada nos dois braços tomando soro, colhia sangue toda noite do braço, do punho, da mão, do cu, de onde mais pudesse ser furado. Enfiaram uma agulha bem forte no meu gaguelo pra colher líquido da medula óssea e olha eu aqui, vivona e vivendo! Percebi que muitas pessoas se preocuparam comigo (até quem eu nem imaginava!) e isso também foi bacana. Meu namorado foi um parceirão, me acompanhou e dormiu ao meu lado, num sofazinho sem vergonha por algumas noites. Meu irmão, meu pai, minha Mazé também estavam sempre presentes e fizeram os dias correr mais tranquilos. Como é bom ter uma família!

Hoje eu estou bem, fazendo tratamento ainda para controlar o número de plaquetas no sangue e me recuperar totalmente. A fase não é das melhores porque o tal corticoide é cruel. Estou inchada e sentindo na pele os efeitos colaterais deste remédio forte. Mas o meu médico disse que meu tratamento está um sucesso e que tudo voltará ao normal na medida em que as doses forem diminuindo. Isto já está acontecendo, então... paciência!

Por conta destes dias no hospital, minha rotina hoje é outra. Eu como melhor (e como muito mais porque esta porra deste remédio dá uma fome da moléstia) e estou me permitindo experimentar mais coisas. Eu preciso me alimentar melhor e estou buscando isso.
Fora isso, eu não tenho mais preguiça de acordar cedo e estou mais vaidosa. Tenho mais vontade de ler, de sair e conhecer lugares diferentes. Aproveitar um sábado e um domingo de sol acordando cedo, tomando um café gostoso e passeando por aí são as metas de todos os finais de semana. Pegar o carro e passar um dia no interior, me permitir comprar tudo aquilo que sempre quis (oi, desbloqueei meu cartão de crédito pela primeira vez), parar de me preocupar tanto com dinheiro, com conta, com o que sobra, porque no final tudo dá certo e eu me estresso de besta, sem motivo.
E o melhor: cada coleta de sangue que faço todo mês se tornou algo normal em minha vida. Não fico mais sem dormir pensando no exame, não preciso mais pedir pra deitar na maca na hora da agulhada, não suo mais na bunda, não entro mais chorando na salinha da injeção e nem sinto dor. É claro que a pressão despenca, vai lá embaixo, mas nada de que uma água na nuca não resolva. E pronto! Isso pra mim, não tem preço! Perder um pavor de tantos anos é algo que me deixa tão feliz, mas tão feliz, que eu só posso ser GRATA por tudo que passei (e estou passando). Eu agradeço, sim. Todo cano que me enfiaram nestes últimos meses (é claro que não foram muitos, mas eu dramatizo mesmo!) foram de suma importância na minha vida. Tinha que ser assim!

E se vocês acham que eu vou reclamar de 2011 estão muito enganados. Ele foi um dos melhores anos da minha vida e tenho certeza que foi só o primeiro de muitos que estão por vir.
Vou rodar este mundão, com muita roupa e sapato novo no próximo ano e estarei pronta pra enfrentar TUDO que aparecer no meu caminho. 2011 me fez melhor para 2012.


GRATIDÃO!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Livro novo!

"Para mim, era às vezes doloroso saber que, para aqueles que acompanharam sua vida com interesse, eu era apenas a primeira esposa, a esposa de Paris.
Mas talvez isso fosse vaidade, querer sobressair numa longa fila de mulheres. Na verdade, não importava o que os outros vissem. Sabíamos o que havíamos tido e o que significara e, embora tanta coisa nos tivesse acontecido desde então, nada foi como aqueles anos em Paris, depois da guerra. A vida era dolorosamente pura, simples e boa, e eu acredito que Ernest era o melhor de si mesmo. Tive o melhor dele. Tivemos o melhor um do outro"

Relato não ficcional de Paula McLain sobre o primeiro casamento de Hemingway capta a sensação de desespero e de leve esperança que impregnou a época e o relacionamento dos dois.


"Casados com Paris - A história de amor e traição do jovem casal Hemingway nos loucos anos 1920" - meu presente de Natal.